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domingo, 22 de maio de 2011

Abordando a temática da sexualidade com nossas crianças: Informação e Prevenção

::. Abordando a temática da sexualidade com nossas crianças: Informação e prevenção René Schubert
Atua como psicanalista em consultório e a com a reabilitação de crianças especiais no Centro de Reabilitação Recanto Nossa Senhora de Lourdes
E-mail: schubert_rene@hotmail.com
www.reneschubert.hpg.com.br
Consultório: (11) 5572-1349


Quanto ao tema 'prevenção da pedofilia', obter informações sobre esta é o primeiro passo. Informar-se, debater e refletir sobre o tema é a primeira forma de prevenção. Só que neste ponto surgem dúvidas nos pais, educadores, adultos de forma geral: como e de que forma abordar o tema da pedofilia com as crianças?

Os adultos se informam, buscam conhecimento e aplicam leis e saberes a partir de seus estudos e vivências. Podem se informar sobre a pedofilia mas e quando a questão é falar sobre pedofilia à criança? Como nomear isto para uma criança?

É, a partir deste ponto percebemos que a questão não se restringe só ao debate da pedofilia, antes disto vem à tona o falar sobre sexualidade com a criança. Assunto considerado pela maioria dos adultos como "difícil e cabeludo". Por ser considerado desta forma, este acaba não sendo abordado e discutido com as crianças. A família acha que a criança é muito nova e posterga, dizendo que na escola ela estará "mais madura" e será instruída. Na escola, os educadores partem do princípio que a criança já foi instruída em casa e não querem tocar neste assunto "delicado e difícil", com medo de "excitar e levar a criança a maus pensamentos e comportamentos". Falar de pedofilia, abuso sexual, que seria um passo posterior, é possível desta forma?

Como explicar a questão do corpo, da intimidade e limites do corpo, do que é público e do que é da privacidade, de toques e carícias, de abuso e contato sexual....sem antes abordar a sexualidade?

Desta forma ninguém toca a "coisa". A coisa sexual, que é motivo de tantas piadas, brincadeiras, jogos e histórias no universo adulto e paradoxalmente tão negada ao universo infantil. Como se a criança não fosse Sujeito de um corpo, de sensações, de desejo, de questionamentos, enfim de uma sexualidade.

Antes de mais nada é importante definirmos sexualidade: após as descobertas da psicanálise no começo do século passado (especificamente em 1905) a sexualidade mudou um pouco de significado, deixando de ser um sinônimo de ato sexual para abranger todos os movimentos de busca de prazer e satisfação. A sexualidade engloba uma série de excitações e de atividades presentes desde a infância que proporcionam grande prazer na satisfação de uma necessidade fisiológica fundamental (exemplo: respiração, amamentação, função de excreção, toques pelo corpo e milhares de outros).

Inclui-se na sexualidade, fora o próprio ato sexual, toda uma série de excitações corporais, a sensualidade, a curiosidade pelo corpo (próprio e o alheio), a sedução, modos de se pintar e vestir, os jogos sexuais, os comportamentos sexuais e assim por diante. Sexualidade: essa palavra contém em si um erro comumente cometido por nós. Sexualidade não quer dizer apenas o sexo ou ato sexual.

Desta maneira, quando se fala de sexualidade infantil, não se quer dizer ato sexual ou movimentos de sexualidade erótica e/ou pornográfica na criança. A sexualidade infantil é a busca por satisfação, por sensações prazeirosas independentes de ato sexual. Esta busca está inicialmente ligada às sensações corporais e posteriormente às duvidas e questionamentos quanto ao corpo, suas funções, e principalmente, seu surgimento e origem.

Faz parte da opinião popular, quando se fala sobre sexualidade, achar que a mesma está ausente na infância e só despertará no período da vida designado de puberdade. Mas esse não é apenas um erro qualquer e comum, mas sim um equívoco de graves conseqüências, pois é o principal culpado de nossa ignorância de hoje sobre as condições básicas da vida sexual - Sigmund Freud abordou isto em 1905, e mesmo passado tanto tempo, ainda hoje encontramos muitas dúvidas sobre este tema, principalmente quando confrontados com este por intermédio das tentativas e descobertas curiosas de nossas crianças (independente de uma idade maior ou menor). Ainda hoje somos surpreendidos e não acreditamos na sexualidade infantil.

O fato é que ela existe e, cedo ou tarde vai se perfilar frente aos nossos olhos e ouvidos com perguntas insistentes tais como: "Pai, a cadeira tem pipi? Cadê o pipi da Maria? Meninas tem pipi pequeno? De onde veio a Maria? Por que meu pipi fica assim? Mãe por que o meu não é igual o do Pedro? Cadê meu pipi? Como o bebê foi parar dentro da mamãe?" e por meio de tentativas de descoberta corporal pela criança.

A aventura do descobrimento começa já nos primeiros meses, quando o bebê experimenta o prazer de explorar o próprio corpo, e se acentua nos anos seguinte quando sua atenção se volta para o corpo dos pais e de outras crianças.

As descobertas corporais na criança são tão naturais quanto aprender a andar, falar e brincar - todas as crianças passam por essa fase e fenômenos. Mas o adulto nega este acontecimento ou muitas vezes olha para o mesmo como se fosse uma aberração na criança.

Há uma clara incongruência na linguagem sexual do adulto, que é erótica, com a linguagem sexual da criança, que busca prazer por meio da descoberta de seu corpo - a primeira linguagem é genitalizada (adulto), a segunda é sensual (infantil). O adulto interpreta os fenômenos da sexualidade infantil a partir de seu referencial, por isso julga-a erroneamente pela via do erotismo ( FERENCZI,)

Na maioria das vezes, a distancia entre a moral do universo adulto e a ausência de pudor infantil resulta em ensinamentos cheios de "tira a mão daí, isso não pode fazer porque é feio, nojento, tem vergonha na cara, que absurdo, me respeite seu safado" - tratar o assunto com a naturalidade que merece é condição fundamental para possibilitar um diálogo aberto e saudável adulto-criança.

Ralar ou castigar a criança com reações extremadas quando esta está descobrindo seu corpo é pior, por que ela dificilmente vai abandonar o que lhe dá prazer, só o fará escondido. Muitas vezes a repressão do adulto é entendida pela criança como se ela fizesse algo muito errado e que fosse sujo ou inadequado. A criança fica com uma imagem deformada do que é a sexualidade e como reagir aos fenômenos de seu corpo. A sexualidade deixa de ser algo natural para tornar-se algo vergonhoso, motivo de receio ou fruto proibido.

E é exatamente por intermédio destas tentativas infantis de descoberta e questionamentos voltados ao seu corpo e origem que o adulto tem a chance de abordar o que é sexualidade humana, suas apresentações, conceitos (do que é adequado, do que é privado, da intimidade) e repercurções.

O homem, sendo um ser Bio-Psico- Social ( é influenciado por fatores biológicos tais como a genética, hereditariedade / fatores psicológicos tais como sua historia pessoal, emoções, sentimentos, caráter entre outros / e fatores sociais como a cultura em que nasceu e regras e leis sociais as quais responde como responsável, como cidadão ), desenvolveu-se desde a infância a partir de suas relações reais e/ou fantasiosas com as figuras materna e paterna ( nisso inclui-se quem faz a função materna e função paterna ). A base de sua segurança e senso de orientação estão nesses primeiros relacionamentos - o olhar e falar do outro traduz e apresenta-lhe a realidade. Sem a presença de outros surgem sentimentos de possível inadequação e insegurança. Todo ser humano adquire grande parte do senso de sua própria realidade pelo que os outros dizem e pensam a seu respeito.

Aquele que representa a figura de respeito e cuidado, o responsável pela criança será o tradutor da realidade para a criança e até para o adolescente - suas intervenções, falas, atos mostrarão ao jovem o que é saudável, o que é inadequado, o que socialmente se espera dele e o que não é aceitado e punido pela lei.

Por isso a função materna e/ou paterna é tão importante: ela direcionara e dará noções sociais e orientações para os movimentos sexuais do infante. Cabe àquele que executa tal função inicialmente escutar o que o a criança tem a dizer sobre suas investigações ou investidas sexuais, para a partir deste momento debater, explicar, conversar sobre o fenômeno.

Falar de sexualidade é difícil e embaraçoso para os pais e, é por esta razão que, a educação sexual nas escolas e a informação adequada disponível na comunidade, exercem um papel tão importante. Mas para que a comunicação com o a criança e o adolescente possa ocorrer, tanto em casa como no meio escolar, deve ser proporcionado um ambiente de compreensão, de sinceridade e de aceitação e respeito pela criança e suas dúvidas, sem fazer julgamentos de valor sobre as mesmas ou recriminá-la por suas questões ou apresentações.

Uma ressalva mostra-se importante: não dispare as informações de uma vez para a criança ou adolescente, esclareça e pontue a partir das dúvidas ou comportamentos apresentados. Se a criança pergunta por que a irmã não tem pipi, não é preciso explicar ato sexual ou gravidez, explique sobre a diferença entre homens e mulheres, meninos e meninas. Responda o que foi perguntado sem muitos rodeios ou elocubrações. Use palavras e expressões que sejam próximas à criança e esteja aberto para as geralmente comuns teorias fantasiosas que a criança lhe apresentar - escute atentamente e depois pontue o que é real do que é fantasioso. A criança coloca suas dúvidas aos poucos e se lha respondemos aos poucos teremos sua confiança e compreensão, agora se a ludibriarmos ou tentarmos explicar cientificamente e verborrágicamente tudo, ela procurará outros meios para satisfazer suas dúvidas e fantasias.

Sintetizando, existe um conjunto de informações muito importantes a serem transmitidas às crianças e aos adolescentes:

" Conversar sobre sexualidade (órgãos e fisiologia/funcionamento aparelho reprodutor, intimidade corporal, ato sexual, reprodução, gravidez, parto, entre outros), quando isto mostrar-se oportuno ou necessário;
" Abordar conceitos como intimidade e privacidade;
" Manter-se informado(a) sobre os movimentos da sexualidade no âmbito nacional e internacional (Exemplos atuais: os relacionamentos casuais, ficar / namorar, aumento nos casos de divórcio e diminuição de casamentos, sexo virtual, Homo-hetero- , Trans- e bissexualidade como formas atuais de busca de prazer, entre outros)
" Abordar a importância da comunicação e respeito com e pelo(a)s parceiro(a)s;
" Informar sobre os riscos de saúde da atividade sexual (doenças sexualmente transmissíveis);
" Esclarecer quais os riscos e conseqüências da gravidez na adolescência;
" Informar quais os métodos contraceptivos;
" Explicar onde encontrar mais informação ou procurar ajuda profissional (ginecologista, urologista, sexólogo, psicólogo, etc);

A partir do momento em que o tema da sexualidade for mais tranqüilo e motivo de aproximação entre pais e filhos, o debate sobre temas como os usos que se faz do corpo na modernidade, abuso e assédio sexual, pornografia infantil, e pedofilia fluirá com mais facilidade e sem tantos rodeios, remorsos, banalizações e preconceitos.


Literatura utilizada para o presente artigo:

ARANTY, L.R. - Sexualidade: A difícil arte do encontro. Editora Ática,Série Discussão
Aberta 2, São Paulo, 1998

FERENCZI, S. - Confusão de línguas entre adultos e crianças (1932). (in) MASSON, J. M.
- Atentado à verdade. J. Olympio Editora, Riod de Janeiro, 1984

FREUD, S. - Três ensaios sobre a teoria da sexualidade infantil (1905). Imago, Rio de
Janeiro, 2002

MACEDO, L. - O despertar do sexo - artigo da Revista da Folha, 7 de setembro de 2003, ano 12, N º 586, São Paulo

RAPPAPORT, C. R. - As fases do desenvolvimento. Vol. 1, EPU, 1981, São Paulo.

SUPLICY, M. & Colaboradores - Guia de Orientação sexual - Reedição Diretrizes e
Metodologia. Casa do Psicólogo, São Paulo, 2004

WINNICOTT, D. W. - A família e o desenvolvimento individual. Ed. Martins Fontes, 2ª
ed., São Paulo, 2001

Publicado em 20/02/2007

A Escola dos valores humanos

::. A Escola dos valores humanos Danielle Alves de Souto
Estudante de Pedagogia da Universidade Estadual da Paraíba, também cursei jornalismo na mesma universidade.
Email: daniellesoutoaraujo@hotmail.com


O trabalho que segue, falará um pouco de algumas virtudes fundamentais na escola e em qualquer lugar por onde percorramos, porém, justamente na escola, que se acredita ser o principal lugar para a educação, não são ensinadas tais virtudes. Abordarei dentre outras coisas, o significado de cada uma e o prejuízo que suas ausências acarretam.


Vivemos numa sociedade cercada de problemas entre pais, alunos, professores, políticos, amigos, familiares, etc. Ouvimos e vemos corriqueiramente: "isso é falta de ética", mas o que vem a ser ética? Todos apontam e justificam os erros, os problemas, as falcatruas, como falta de ética. Posso apontar aqui, algumas virtudes que juntas, respondem muito bem o que vem a ser ética. Porém, a nossa escola não ensina aos alunos o que realmente cada virtude dessa engrandece o ser e o faz agir como verdadeiro cidadão. A escola não se dar ao trabalho nem ao menos de questionar, de ouvir. Ela simplesmente dita normas e os alunos aceitam. Até porque, se não é ensinado nas salas de aula CORAGEM, PRUDÊNCIA, CORTESIA, JUSTIÇA, COMPAIXÃO, RESPEITO, não podemos esperar responsabilidade nem compromisso por parte de quem ensina, muito menos por parte de quem aprende. São tantos temas importantes que a escola não incorpora, não ensina, mas que os frutos dessa ausência, já colhemos hoje e infelizmente, colheremos no amanhã, pois parece que cruzamos os braços apenas para reclamar, apontar onde estão os erros... Mas, e as correções? Somos capazes de retificar todos, um a um, resta-nos agarrar a uma virtude que talvez seja a que realmente precisamos nas escolas: RESPONSABILIDADE. Sabemos que precisamos de humildade, de pureza, de fidelidade, de humor, de amor. Sabemos também, que todas as outras virtudes caminham e só funcionam se estiverem juntas, mas que a RESPONSABILIDADE é uma virtude marcante e que atrelada ao respeito, ao compromisso, e a todos os outros que já foram citados, trilharemos o caminho à educação digna e a formação de um cidadão mais consciente. A consciência, aliás, é quem analisa o melhor caminho e coisas, o professor tem que aprender falar menos e ouvir mais.
Talvez possamos agora, responder o que vem a ser ética. "Estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja determinada sociedade, seja de modo absoluto" (Dicionário Aurélio). Mas podemos simplesmente dizer que ética nada mais é que uma forma de humanizar as pessoas, humanizar no sentido real da palavra: tornar-se humano, adquirir hábitos sociais polidos, civilizar. Ética, palavra tão citada para justificar nossos erros, é na verdade, a presença de virtudes que deveríamos aprender em casa, especialmente na escola e em todos os âmbitos que a educação permei. Mas como podemos aprender na escola, se nos próprios cursos de formação de professores, a disciplina de ética está sendo extinta? Como os professores podem ensinar algo que nunca aprenderam?
Bem, passamos um pouco a falar sobre a crise de referências que também afeta a escola. Uma escola onde existam castigos físicos e psicológicos, não é uma escola ética, e por sua vez, a que tem políticas disciplinares (regras e normas dentro da escola, no diálogo) é sem dúvidas, permeada pela ética, e que essa se sobressai com méritos que aquela outra não obtém. Castigos que não ajudam em nada na educação das crianças e que só denigrem sua imagem como cidadã, estão cada vez mais presente dentro das escolas, a exemplo de: trabalho adicional, penoso, repetitivo, perda do recreio, exclusão do estudante em alguma atividade que ele goste, situação vexatória perante os alunos, etc. Acredito que com o diálogo e com o exemplo e ensinamento das virtudes já mencionadas, os alunos modificam seu comportamento. O homem esqueceu que é corpo, mente e espírito, concentrou suas forças apenas no mundo material, no avanço da tecnologia e no desenvolvimento da ciência; isso provocou uma desestruturação do ser humano nos deixando cada vez mais em meio a uma perigosa crise de valores. E assim, vamos abrindo caminho para a violência. Muitos são os flagrantes de intolerância, frieza, transgressões da ética e moral. Nossos pequenos estão perdidos porque muitos de nós, adultos, também perdemos o rumo da vida. É como se a tênue linha divisória entre o bem e o mal, entre o certo e o errado estivesse se apagando. Devemos compreender que o comportamento de nossas crianças é um reflexo da formação recebida em casa e na escola, da falta de respeito pelo outro, do desconhecimento de limites, da ausência de disciplina e da inversão de valores presente em nossa sociedade que gera desestruturação em nossos lares e escolas e com a qual acabamos por nos habituar. Se a educação que fornecemos às nossas crianças enfatiza o desenvolvimento intelectual sem preocupar-se com o cultivo das qualidades humanas, os meios de comunicação levam os indivíduos a modos padronizados de pensar, de agir, de consumir. Um grande domínio é assim exercido sobre nós, pequenos e grandes, e então paramos de questionar. Mas e nós, enquanto pedagogas estamos tendo informações, embasamento teórico para uma prática mais eficaz? Acredito sinceramente que não. Como será a educação daqui por diante, se até os dias atuais ainda temos essa disciplina em nosso curso de Pedagogia, ainda presenciamos casos claros de falta de ética, de ausência de ênfase no ensino das virtudes nas salas de aula, como será então, se na nova regulamentação, não teremos ética no currículo? Como se ensina algo que nunca aprendeu? Bem, discernimos todas as virtudes que aprendemos neste capítulo, sabemos o que significa ética, os frutos que colhemos com sua ausência e com sua presença, podemos então, fazer um confronto com a educação que presenciamos e com a que sonhamos. Resta-nos então, aprimorar-mos em nossa prática enquanto alunos, pais, colegas, filhos, professores. Se não temos condições de ensinar as virtudes que levam a uma ética na educação façamos então, uso dos exemplos. Sejamos pessoas e profissionais, cada vez mais cheios de virtudes, JUSTOS, COMPROMETEDORES e RESPONSÁVEIS acima de tudo.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

O sistema educativo está infestado de muitos problemas. Não tem conseguido promover no jovens o amor, a indulgência e a inteireza. Em vez disso, serve para incentivar a natureza animal dos estudantes, não havendo lugar para cultivar valores humanos como VERDADE e RETIDÃO. Os pais e professores se preocupam com a educação de seus filhos e alunos, mas não se preocupam com o tipo de educação que lhes é oferecida. A educação deve ajudar os estudantes a personificar valores humanos tais como: VERDADE, AMOR, RETIDÃO e NÃO VIOLÊNCIA. O conhecimento acadêmico pode ajudá-los a ganhar a sua subsistência, mas a educação deve ir além da preparação para se ganhar a vida. Deve preparar-nos moral e espiritualmente para os desafios da vida.

Publicado em 06/02/2008

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Devemos estar atentos sempre com nossas crianças!

Mortes em escola do Rio refletem
banalização da violência, dizem psiquiatras

Para especialistas, testemunhas do ataque terão dificuldades em superar trauma

Mariana Costa, do R7 | 08/04/2011 às 05h5
Reprodução Agência Estado
Reprodução Agência Estado
Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, foi descrito como "extremamente retraído"

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A banalização da violência no cotidiano escolar e fora dele pode ajudar a explicar, na opinião de psiquiatras ouvidos pelo R7, o que leva um jovem antissocial, possível vítima de bullying na infância, a extravasar sua raiva de forma tão extrema ao premeditar e executar um ataque à sua antiga escola na zona oeste do Rio. O massacre deixou ao menos 12 estudantes mortos e mais de dez feridos. O atirador se matou após ser baleado por um policial dentro da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo.

Especialistas em comportamento infantil ressaltam que o bullying, situação em que a criança ou adolescente é vítima de violência psicológica ou física de forma freqüente, sempre existiu, mas o aumento da agressividade nesses episódios é um fenômeno novo e preocupante.

Para o chefe do serviço de Psiquiatria e Psicologia Médica do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Marco Antônio Alves Brasil, é comum que pessoas se inspirem em situações que já aconteceram e que frequentemente são retratadas na televisão ou no cinema. Ele afirma que a sociedade “promove e é cúmplice” da violência.

- Todos nós temos uma parcela de culpa, pois há uma apologia da violência. A quantidade de cenas de violência que vemos cotidianamente na TV e no cinema é muito maior do que as que mostram situações de amor e carinho. Infelizmente, é um ambiente propício para episódios lamentáveis como esse.

Um dos poucos amigos do atirador revelou que o autor do massacre era "fissurado em terrorismo e conhecido como Al Qaeda".

Política antibullying

Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, deixou uma carta em que faz referência a questões de natureza religiosa. Ele pede para ser colocado em um lençol branco na hora do sepultamento e para ser colocado ao lado da sepultura da mãe. O atirador também pede perdão a Deus.

Amigos e conhecidos da família descrevem Wellington como uma pessoa extremamente retraída e isolada.

Para o psiquiatra infantil Gustavo Teixeira, o massacre de Realengo é apenas “a ponta de um iceberg” que esconde uma grande banalização da violência nas escolas. Autor do recém-lançado Manual Antibullying, ele critica a insegurança no cotidiano de estudantes e profissionais de educação.

- Não é um ato isolado. O clima de segurança já existe nas escolas, com episódios frequentes de agressão e até pela presença de arma de fogo. A escola deixou de ser prazerosa e interessante.

Para Teixeira, esse é o momento de “haver uma discussão de forma mais profunda” sobre a adoção de uma política antibullying. Ele ressalta que estudos mostram que quem sofre esse tipo de violência terá marcas para o resto da vida.

- A minoria, infelizmente, pode ter atitude agressiva contra colegas e a própria instituição, que, na concepção da vítima, nada fez para defendê-lo.

Trauma

O massacre de Realengo também vai deixar marcas profundas nas crianças e jovens que testemunharam tamanha violência em um ambiente em que deveriam estar protegidas. O terror de assistir à violência sem explicação contra amigos e colegas dificilmente será esquecido e deve causar o chamado estresse pós-traumático.

O psiquiatra Marco Antônio Alves Brasil afirma que as crianças têm muito mais dificuldade em superar traumas do que adultos e vão precisar de atenção e tratamento.

- São fatos que vão muito além do que elas estão habitualmente acostumadas. Sobretudo no caso das crianças, é uma situação que vai muito além da capacidade de adaptação delas. Algumas terão problemas pra dormir, terão medo e falta de apetite, mas vão superar rápido. Em outras, o trauma vai persistir. Essas vão precisar de tratamento por mais tempo.

Entre os sintomas comuns nesse tipo de situação, estão ansiedade, depressão e fobia de ir à escola, que podem acometer também professores, funcionários e até familiares dos estudantes.

Entenda o caso

Por volta das 8h de quinta-feira (7), Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, entrou no colégio após ser reconhecido por uma professora e dizer que faria uma palestra.

Armado com dois revólveres calibre 38, ele invadiu uma sala de aula no primeiro andar e outra no segundo, e fez vários disparos contra estudantes que assistiam aula. Ao menos 12 morreram, de acordo com levantamento da Secretaria Estadual de Saúde.

Duas adolescentes baleadas, uma delas na cabeça, conseguiram fugir e correram em busca de socorro. Na rua Piraquara, a 160 m da escola, elas foram amparadas por um bombeiro. O sargento Márcio Alexandre Alves, de 38 anos, lotado no BPRv (Batalhão de Polícia de Trânsito Rodoviário), seguiu rapidamente para a escola e atirou contra o abdômen do criminoso, após ter a arma apontada para si. Ao cair na escada entre o segundo e o primeiro andar, o jovem se matou atirando contra a própria cabeça.

Com ele, havia uma carta em que anunciava que cometeria o suicídio. O ex-aluno fazia referência a questões de natureza religiosa, pedia para ser colocado em um lençol branco na hora do sepultamento, queria ser enterrado ao lado da sepultura da mãe e ainda pedia perdão a Deus.

Os corpos dos estudantes e do atirador foram levados para o IML (Instituto Médico Legal), no centro do Rio de Janeiro, para serem reconhecidos pelas famílias. Os velórios e os enterros serão realizados a partir desta sexta-feira (8).

A Divisão de Homicídios da Polícia Civil concluiu a perícia na escola no início da noite de quinta-feira. O inspetor Guimarães, responsável pela análise, disse que o assassino deve ter atirado de maneira aleatória contra os alunos. A polícia está investigando se os estudantes que morreram eram do 8º ano de escolaridade (antiga 7ª série). A perícia deve confirmar que as vítimas atingidas estavam sentadas na primeira fileira da sala de aula.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Recebi e achei maravilhoso, obrigado Chafic!

Olá Jacqueline, como vai?

Escrevi outros artigos expressando minha opinião sobre datas comemorativas. Apontei alguns dias cuja celebração não passa de artimanha consumista, sem fundamento mais nobre para a sua instituição. Mas também ressaltei algumas datas cuja lembrança é fundamental. Uma dessas datas que concordo com a distinção no calendário é o Dia Internacional da Mulher, ao lado do Dia das Mães, entre outras datas realmente memoráveis.

Não é o caso, por exemplo, do Dia do Evangélico. Uma manobra política para lançar o nome de um deputado no cenário nacional, causando uma incoerência com os ensinamentos cristãos e sem qualquer necessidade a não ser o de se acumular mais um dia sem trabalho no calendário da turba apóstata.

Mais do que um fato de importante proporção social, um dia para ser especial no calendário precisa conter, na minha opinião, uma causa que justifique sua razão de ser. O Dia da Mulher tem todos os ingredientes que uma data precisa para ser memorável.

Na revolução insdustrial, com a contratação em massa de mão de obra feminina as mulheres trabalhadoras eram submetidas a péssimas condições de trabalho, incluindo exaustiva jornada de 16 horas diárias e remuneração equivalente a 1/3 do salário de um trabalhador do sexo masculino.

Por suas constantes reivindicações o movimento tomou corpo de insurreição e em 8 de março de 1857 130 tecelãs grevistas foram queimadas na fábrica onde trabalhavam em Nova York. Além desse fato, a história registra em 1917 um movimento de mulheres russas que também militavam por melhores condições de trabalho, além de tentar persuadir Lenin a não entrar na primeira grande guerra.

Desde a antiguidade até o século passado as mulheres ocupavam espaço secundário na vida social. Elas eram como "acessórios" de reis, imperadores e estadistas. No Oriente elas não podiam entrar nas sinagogas, suas orações não eram aceitas; e os sacerdotes fariseus oravam a Deus agradecendo por três coisas: Por não ser gentio, por não ser escravo, e por não ter nascido mulher. Alguns grupos nômades enterravam vivos seus recém-nascidos do sexo feminino, alegando que mulheres atraem forasteiros para roubá-las e escravizá-las, enquanto meninos era sinal de "bênçãos" do Senhor.

As mulheres foram e até os dias de hoje ainda são subjugadas pela sociedade, pelos seus patrões e até pelos seus consortes. O dia 8 é exatamente para não esquecermos disso e, ao contrário, zelar para que homens, mulheres, crianças e idosos tenham uma vida digna, sem distinção de raça, cor ou credo religioso.

Poderia citar outras várias razões pelas quais acredito ser digno de distinção o Dia Internacional da Mulher, estabelecido em 1975 pela ONU com base em uma série de fatos e eventos de grande relevância social, mas o pouco aqui lembrado é mais do que suficiente àqueles que são amigos da justiça, da paz e das boas virtudes.

A escolha do dia oito também foi femininamente providencial, embora seja o mesmo dia da grande queima daquelas operárias grevistas, observo que o próprio número oito (8), dentre os numerais arábicos, é o mais parecido com a mulher, em suas formas curvilíneas aviolonadas. é um número forte, gracioso, completo; quando visto na horizontal simboliza o infinito, tal qual são as emoções, capacidade criativa, inteligência e potencial das mulheres.

As Nações, os órgãos Públicos, o Setor Privado e o Terceiro Setor, ao contrário daqueles estúpidos e ignorantes americanos que queimaram suas operárias, descobriram que a mão de obra feminina é menos braçal, porém, mais diligente, mais meticulosa, mais glamorosa, mais humana e, portanto, com muito mais qualidade de operacionalização e finalização de processos sendo inúmeras vezes mais produtiva e rentável para todos. As estatísticas atestam esse perfil da mão de obra feminina quando apontam que atualmente mais de 53% dos cargos executivos no Brasil tem uma mulher no comando. A mulher é atualmente o gênero com maior escolaridade e, portanto, a categoria melhor preparada para prospecção funcional em todas as áreas.

Seja no acabamento da construção civil, na direção de um taxi ou de um caminhão, no serviço de limpeza e manutenção; seja como noviça, freira, missionária ou pastora; seja como secretária, supervisora, coordenadora, diretora ou professora; seja como executiva do lar, coach empresarial ou presidente do Brasil, aqueles que reconhecem o valor da mulher de bem, sabem a sorte que tem por tê-las por perto.

Nada mais justo às mulheres de bem terem um dia para chamar de seu! Parabéns a todas mulheres de bem pelo Dia Internacional da Mulher, comemorado todo dia 8 de março, desde 1975.

Com flores,

Prof. Chafic Jbeili
www.unicead.com.br

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Pais e filhos na educação...

Um pai, uma palavra ...

Cesar Augusto Dionisio

Por vezes, fico imaginando uma resposta para a função dos pais na educação de um ser. Não do pai e da mãe. Dos pais mesmo. Pais, plural de pai. Não pais como coletivo de pai e mãe. Estudos, sobretudo freudianos, sugerem que o pai está para a determinação da intelectualidade do filho, assim como a mussarela está para a pizza, ou o molho de tomate para a macarronada. O que tem de novo (ou aparentemente novo) é a constatação de que o nível intelectual do pai revelará o nível intelectual do filho. Note-se: estou falando, aqui, de intelectualidade, e não de inteligência. Assim, ao olharmos um aluno, precisamos nos perguntar quem são seus pais. Pai e mãe, mas, no caso desta reflexão, exclusivamente os pais. Não é machismo, não. É metodologia científica. Sabemos que tudo afeta tudo. Pai afeta a mãe que afeta o filho. Filho afeta o pai que afeta a mãe. Mãe afeta o filho que afeta o pai. Tudo indo e vindo. Para o bem e para o mal. Mas, nós, pesquisadores e pensadores da educação, precisamos isolar para juntar. Seguimos em frente e uma pré-conclusão precisa ser exposta: um aluno sentado na cadeira da sala de aula já é um resultado; ele vai para a aula e leva o livro de Matemática, estojo, a apostila de História e o pai. Não imaginemos que todos são iguais e aprenderão igualmente. Isso, parece, já sabemos. Mas às vezes, por mais óbvio e lógico que isto possa parecer, esquecemos dessa regra fundamental: somos diferentes porque somos resultados de processos diferentes. E quem é o pai que contribui para o processo de um aluno que nos desafia, incomoda ou que nos acomoda? Filhos são desafiados pelos pais no plano intelectual e isso será decisivo e decisório para o filho decidir se intelectualizar cada vez mais ou largar a escola. “Quero ser melhor que meu pai”, e lá vai o menino rumo à intelectualidade sem fim. “Nunca serei melhor que meu pai”, e lá vai o aluno para o fim do fundo do poço da escola, e se torna um rebelde, um estranho no ninho de casa e da escola. Claro que isso acontece subliminarmente, sem escândalo visível, no inconsciente. Porém, empiricamente, só posso falar com propriedade de um pai que conheci bem: o meu. Das lembranças de infância que carrego, uma delas me aparece sempre sensível: como meu pai me ensinou a amar as palavras. Ao final da tarde, depois de chegar da escola, eu sentava no colo de meu pai. Sentava, na verdade, em uma das pernas dele. Minhas pernas não tocavam o chão. Isso tudo acontecia na mesa da cozinha. Uma mesa vermelha e redonda. Sentado à cadeira, meu pai me faz lembrar, hoje, o Pensador de Rodin. Eu estava no colo do Pensador. A mesa limpa. Apenas nossos instrumentos de trabalho sobre a mesa limpa: um dicionário, caderno e um lápis. Eu e ele a postos para começar a brincadeira, vinha a primeira palavra. Meu pai escolhia uma palavra difícil, incomum, que ele conhecia, mas eu não. Então ele escrevia, com linda letra, a palavra no caderno. Escrevia a palavra na página branca e colocava um sinal de igual na frente. Então, calmamente, eu abria o dicionário e procurava o significado daquela palavra e escrevia no caderno. Não só aprendi uma infinidade de palavras, mas também aprendi a ter afinidade com as palavras. O que para muitas crianças poderia ser uma tortura, era, para mim, um prazer. Um jogo que apenas eu e ele sabíamos jogar e que ninguém mais poderia se intrometer. É verdade que minha mãe passava às vezes, para cuidar dos afazeres da cozinha, mas não interrompia a brincadeira, a atividade, a aula. Aula com amor. Amor de pai com cara de aula. Textos acontecem quando estão prontos dentro da gente. A maturidade de um texto é uma maturidade que vem do ser. Ser e escrever: somos resultados de nossa maturidade intelectual e de vida regada por palavras. Somos resultados de nossas provocações. Crescemos a cada estímulo proposto. Fermentamos nosso pensamento a cada palavra nova. A cada ideia nova, um novo pensamento, uma nova palavra. O músculo do braço só cresce quando levamos o braço para um passeio na academia. Só passamos a saber mais, a duvidar mais, a crer mais, quando somos provocados. Nem crer em tudo, nem duvidar de tudo. Mas sempre crescendo. Pais que falam palavrões criarão crianças que não falam sequer palavras. Pais que ensinam seus filhos a trabalhar com as palavras tornarão alunos em malabaristas de palavras, contorcionistas de pensamentos, mágicos de ideias. Pais melhores, alunos melhores.

Artigo publicado na revista Profissão Mestre de agosto de 2010.

REFLEXÃO!

Eu não sabia que era errado...

“Um professor pediu demissão da escola depois que um aluno adolescente interrompeu uma reunião e tentou esfaqueá-lo” – trecho da reportagem divulgada no Jornal Nacional de 8 de fevereiro. Quando me formei em 1982, no extinto curso Magistério – equivalente ao ensino médio, profissionalizante –, houve em minha casa uma grande festa. Lembro-me do meu avô orgulhar-se em dizer aos amigos e vizinhos: “a minha neta é professora”. Fico imaginando o que ele diria hoje; talvez: “Coitada da minha neta, formou-se professora” ou, ainda, “minha neta, que é professora, precisa de seguro de vida para exercer sua profissão”. A televisão tem apresentado um comercial que valoriza a figura do professor, mas isso não será suficiente se antes de se demonstrar o “valor” do professor, não for devidamente informado, demonstrado e aplicado tudo sobre os deveres das crianças e dos adolescentes. Tenho visto muitos pais esbravejarem os direitos de seus filhos, outros acuados e, em algumas vezes, amedrontados com o perigo de serem “presos e condenados”, por tomarem a atitude de educar seus filhos com palmadas corretivas, coisa, aliás, que muitos de nós recebemos e merecemos, contudo não nos frustramos tão pouco nos desequilibramos e, muito pelo contrário, somos pessoas do bem, valorizamos a honestidade, nos preocupamos com nossa imagem e reputação, gostamos de trabalhar, de nos reunir com amigos, somos prestativos e temos muito prazer nisso tudo. Os direitos estão tão à frente dos deveres, que hoje vemos jovens fortes, robustos e bem alimentados sentados confortavelmente (em um ônibus, por exemplo), enquanto que mulheres grávidas ou com crianças de colo e idosos ficam em pé, e esses jovens têm tanta certeza de seus “direitos”, que não se lembram de que as outras pessoas também têm os mesmos direitos – tomara que eles não precisem se sentar quando chegar a velhice, se chegar. Está passando a hora de ensinarmos e exigirmos que as pessoas conheçam melhor e apliquem adequadamente os deveres e só se preocupem com os direitos quando uma situação lhes trouxer prejuízos, como era em nosso tempo de criança. Está na hora de se definir os papeis, pois não é responsabilidade do professor ensinar aos nossos filhos os princípios de educação, aquelas palavrinhas “mágicas” (“por favor”, “obrigada” e “com licença”), e tão pouco ensinar que não se mexe no que não é seu porque você não tem o direito, mas tem o dever de respeitar o que é do outro. Está na hora de se definir os papeis, pois não é responsabilidade do professor ensinar aos nossos filhos os princípios de educação, aquelas palavrinhas “mágicas” (“por favor”, “obrigada” e “com licença”), e tão pouco ensinar que não se mexe no que não é seu porque você não tem o direito, mas tem o dever de respeitar o que é do outro. Os pais não chamam a atenção dos filhos malcriados e quando esses são repreendidos, os pais se ofendem e vão defender os filhos – como se ameaçar um professor, responder a uma pessoa mais velha ou ficar falando palavrões fosse apenas o direito dele. Existe uma frase, muito inteligente, que diz assim: “É melhor você chorar hoje do que eu chorar amanhã.” Certamente, se os pais daquele menino (da notícia do começo deste texto) o tivessem deixado chorar ao invés de fazerem todas as suas vontades, hoje eles não seriam manchete negativa na televisão, contudo, hoje são eles que choram, mas, acreditem, esses pais irão buscar a “justiça” para defender o seu filho e, o professor ameaçado ainda será culpado, porque a justiça é cega, surda, muda, porém burra. É sempre melhor ensinar do que lamentar...

Texto da pedagoga Angelica Bocca Rossi, assessora para assuntos educacionais do ensino superior, enviado ao Jornal Virtual.E-mail: angelica.bocca@gmail.com

domingo, 14 de novembro de 2010

PARABÉNS, PSICOPEDAGOGOS!

MUDANÇA


Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama... Assista a outros programas de tv, compre outros jornais... leia outros livros.
Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.
A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental... Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda !
Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!

Edson Marques.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O papel do educador na Escola Pública



Prof. Chafic Jbeili – www.unicead.com.br

Dia 15 de outubro comemora-se o dia do professor, este profissional cuja função principal está permeada na multiplicidade de papéis que precisa desempenhar em sala de aula. De tantos papéis secundários e terciários que lhe são cobrados, exigidos, inspirados e até constrangidos representar em sala de aula e na vida dos educandos, perdeu-se de foco o papel principal que lhe cabe de fato: o de educar formalmente o sujeito!

Educar é o mesmo que incentivar o gosto pela aprendizagem, desenvolver habilidades, aprimorar conhecimentos, mediar informações estratégicas e formar o cidadão. Educar é subtrair a genérica ignorância das pessoas e iniciá-las na ecleticidade cultural para sugerir horizontes de acordo com as vocações percebidas. Educar é balizar saberes para o bem viver pessoal, social e profissional dos educandos em todas suas fases. E isto é pleito antigo!

Desde 1827 quando Dom Pedro I baixou o Decreto Imperial criando o Ensino Elementar no Brasil já se discutiam política didático-pedagógica, disciplinas curriculares, questões salariais, entre outros assuntos constantes nas pautas modernas sobre Educação. De lá pra cá várias ações foram sugeridas por meio de projetos e portarias, mas muito poucas mudanças significativas foram efetivadas. Dentre as ações de estímulo está a comemoração do dia do professor, como se um dia de festa, com escolas fechadas e vazias, servisse de fato para dignificar a profissão docente, como prevê o Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. E isto é engodo antigo!

Passados cento e oitenta e três anos do Decreto Imperial e quarenta e sete anos do Decreto Federal fundamentando a Educação no Brasil e homenageando o profissional educador, respectivamente, percebe-se que muitos avanços foram inseridos nas escolas, porém a discussão de base sobre a classe profissional permanece estática, sem grandes alterações, sem maiores incentivos, sem novas perspectivas, mas com muitas promessas e esperanças, sim!

A docência é a profissão do passado, do presente e do futuro. Os países que passaram por grandes guerras e se viram arruinados descobriram que a Educação é o alicerce que dá crescimento sustentável e tecnológico a toda sociedade. Sem registro, transmissão, manutenção e aprimoramento do conhecimento é impossível uma pessoa ou uma nação se desenvolver e sobreviver com decência. Por isto o professor precisa e deve ser reconhecido e estimado por todos.

A mediação do conhecimento é uma arte extremamente honrada e valorizada nos países orientais. Os principais países mais ricos do mundo são aqueles que no passado, por alguma razão tradicional ou necessidade de sobrevivência investiram majoritariamente em educação e valorizaram o profissional docente. O Brasil parece despertar para a valorização (ainda que timidamente) na Educação e no professor. E isto é sinal de bons tempos!

Educadores também precisam investir em suas carreiras, zelar pela formação continuada. Mesmo ganhando pouco, é preciso fazer sacrifícios e investir em capacitações de qualidade ao invés de procurar cursos e livros pelo preço apenas. Fico triste quando vejo educadores maltrapilhos; falando e escrevendo muito mal; sem acesso a internet; se acabando para granjear o pão de cada dia, às vezes sendo obrigado a se comportar como mendigo e, como quem tem a mão estendida e em formato de concha, rezinga como se vivesse da caridade alheia. O que vamos comemorar agora?

O educador no Brasil precisa ser tratado como o desbravador das fronteiras mentais, aquele que sugere infinito horizonte onde antes só se conseguia ver o alto e chapiscado muro da ignorância compelida. Ele tem o mapa do bom senso e a bússola da inteligência. Ora se faz de placa indicativa, ora se faz de guia. O educador sabe onde encontrar as informações e se dispõe andar junto o caminho da aprendizagem, orientando pessoas nas trilhas do saber.

O educador é o alquimista que facilita o processo de transmutação da informação em conhecimento. Por isto, precisa conhecer bem os elementos que intelectualmente maneja, porque ao provocar conhecimento também faculta ao educando degustar poder. O poder do saber e o domínio do não-saber.

O educador de hoje provoca idéias, estimula raciocínios, faz pensar, facilita encontrar ou construir soluções para o bem. Ele seduz o tímido e o excluído para excitar suas criatividades e provocar regozijo de realizações e relações produtivas. O educador trata a coisa séria de forma lúdica e desvela nas sórdidas brincadeiras coisas sérias demais.

Neste contexto imagine que em sala de aula, por nano segundos, o educador é sem saber ou notar: o juiz, o réu, o médico, o psicólogo, o pai, a mãe, a tia e a avó, o deputado e o delegado; é o vendedor e o comprador; embaixador e advogado; o coisa-ruim e o santo. Nestes papéis, sendo tudo para todos em um momento, no final da aula corre o risco de sair sentindo-se um ninguém, porque todo aquele que muito se doa, natural que em algum momento se sinta vazio. Em outro momento sai da sala se achando “o tal” (e realmente foi!), mas somente até a próxima reunião pedagógica, quando será cobrado daquilo que não lhe foi instruído ou oferecido suporte, daí volta à estaca zero, sem saber o que realmente faz ali, naquela reunião, naquela escola, naquela profissão e principalmente sem saber qual será o seu próximo papel.

A todos os professores, com todo meu respeito, carinho, admiração e gratidão, feliz dia dos professores!

Prof. Chafic Jbeili

quarta-feira, 6 de outubro de 2010


ADORO OS RELATOS...APRENDEMOS MUITO

ESSA TURMA É DEMAIS, A RECEPÇÃO E O CONGRESSO FORAM EXCELENTES, PARABÉNS MENINAS!

IARA NOSSA CANDITADA!




A TURMA DO INSTITUTO RONALDINHO, MARAVILHA!









MINHA COLEGA KASSIA, UM BEIJO!

FABI PARABÉNS E OBRIGADO POR TUDO QUE FIZESTES POR NÓS, BEIJOS E TUDO DE BOM!




POR ENQUANTO É ISSO! DESCULPAS PELA DEMORA.

domingo, 22 de agosto de 2010

MIL DESCULPAS!

Estou afastada por uns tempos meu marido esta se recuperando de uma cirúrgia no joelho, estava fazendo tratamentos mas não foi possível evitar a cirúrgia, agora graças a Deus estamos bem, volto logo assim que der!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

CONGRESSO INTERNACIONAL SOBRE DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM E ENSINO (GRAMADO-RS)



MARAVILHOSOS PROFISSIONAIS, RUI TRINDADE E ARIANA COSME de Portugal, SANDRA BOZZA, ISABEL PAROLIN, sou fã!

TERESA MALDONADO palestrando sobre bulling e cyberbulling, muito bom o livro.





TELMA PANTÂNO muito querida, EMÍLIA CIPRIANO uma simpatia, THEREZA PENNA FIRME um exemplo de vida e uma profisional que não se cansa de ensinar, maravilhosa!

terça-feira, 18 de maio de 2010

TAPINHAS ,NÃO...
17 de outubro de 2009
Tapa não é carinho: a violência física e a nova Lei

Quando o desencanto nos rouba momentaneamente o vigor das batalhas uma boa notícia nos surpreende. Ora vejam: do Congresso Nacional, que gera a cada dia novos escândalos e acordos duvidosos, surge um dos maiores avanços em termos de defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes dos últimos 10 anos no Brasil. Em janeiro de 2006, dois importantes projetos de leis são aprovadas por esta Casa, ambas relacionadas à educação de crianças e adolescentes. Essas leis, a médio e longo prazo, mudarão a trajetória do desenvolvimento e da vida de muitas crianças e jovens no Brasil.Uma dessas leis se refere à política de financiamento da educação brasileira, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB). Outro projeto de lei, de número 2.654/03, de autoria da Deputada Maria do Rosário (RS), aprovada em primeira instância pela Câmara dos Deputados, também promoverá avanços significativos na educação de nossas crianças e jovens.Enquanto a primeira lei, que trata do FUNDEB, tem uma aceitação global, a segunda, que pretende erradicar o castigo físico, enfrenta resistências. Opiniões contrárias ao tema têm sido expressas na imprensa local. Porém, tenho dúvidas se a maioria da população realmente conhece, profundamente, as propostas da Lei.O Projeto de Lei 2.654/03 nasce de uma intensa e histórica luta de muitos profissionais e instituições que atuam na área de defesa dos direitos infanto-juvenis, no Brasil e no mundo. É uma lei polêmica. Até mesmo avançada para a nossa cultura, que infelizmente ainda adota, comumente, a violência física como modelo de disciplinamento das novas gerações. Embora polêmica, a lei teve o primeiro aval dos congressistas.O uso de castigos físicos na socialização das novas gerações é um fenômeno mundial e histórico. Ao longo do tempo, essa prática tem afetado crianças e adolescentes, independente de seu estágio de desenvolvimento. O número de distúrbios afetivos e comportamentais, de seqüelas físicas e mortes decorrentes do uso da violência física em crianças e adolescentes é alarmante em nosso país. No Brasil, em 1998, foram internadas por essa causa 16.376 crianças menores de dez anos, com predomínio do sexo masculino. Desse total, 56,8% eram menores de cinco anos, sendo representativo o número de internações em menores de um ano (SOUZA; JORGE, 2005). Nas urgências dos hospitais brasileiros, 10% das crianças que se apresentam com menos de cinco anos são vítimas de violência física (AZEVEDO; GUERRA, 1995).A realidade revelada nos números da violência física no Brasil é aviltante e fere a nossa honra, como nação. Medidas legais que alterem esta realidade são urgentes e necessárias. Vale citar um fato: os países que conquistaram avanços mais significativos na superação da prática da violência física como modelo disciplinar contaram com o suporte legal específico. O Brasil precisava, então, de uma lei que tratasse do tema.O Projeto de lei 2.654/2003 é fruto de uma luta coletiva e contou com o protagonismo do conceituado instituto LACRI/USP – especializado em estudos na área infanto-juvenil. Esse projeto de lei possui também o respaldo de outras conceituadas instituições, tanto brasileiras como internacionais, como a Save the Children/Suécia, o Instituto Promundo, a Fundação Xuxa Meneghel, a Organização Comunicarte e a Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI). Além do apoio de diversas organizações, o projeto de lei atende as recomendações do Comitê dos Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas (ONU). Atualmente, 15 países proibiram terminantemente, por lei, os castigos físicos contra as crianças e adolescentes. São eles: Suécia (aprovada em 1979), Finlândia (1983), Dinamarca (1985), Noruega (1987), Áustria (1989), Chipre (1994), Letônia (1998), Croácia (1999), Alemanha, Bulgária e Israel (2000), Islândia (2003), Ucrânia e Romênia (2004) e Hungria (2005). Se a lei for aprovada, o Brasil integrará esta privilegiada lista. Outros 25 países estão no mesmo caminho: leis similares estão em tramitação em seus congressos nacionais.O objetivo do projeto de lei brasileiro não é o de punir os pais. A sua finalidade é conscientizá-los quanto à ineficácia da punição corporal como método educativo, incentivando a busca de alternativas para estabelecer os limites na educação de crianças e de adolescentes. Ela visa ainda contribuir para a formação de um ambiente livre de violências, mais propício ao desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes.O Projeto de Lei 2.654 propõe alterações na Lei 8069/90, do Estatuto da Criança e do Adolescente, assim especificada: “A criança e o adolescente têm direito a não serem submetidos a qualquer forma de punição corporal, mediante a adoção de castigos moderados ou imoderados, sob a alegação de quaisquer propósitos, no lar, na escola em instituição de atendimento público ou privado ou em locais públicos” e “confere especial proteção à situação de vulnerabilidade à violência que a criança e o adolescente possam sofrer em conseqüência, entre outras, de sua raça, etnia, gênero ou situação socioeconômica”.Outra proposta do Projeto de Lei 2.654 é altera o artigo 1.634 da Lei 10.406, do Novo Código Civil, que passaria a ter a seguinte redação: “Compete aos pais, quanto à pessoa dos filhos menores: exigir, sem uso da força física, moderada ou imoderada, que lhes prestem obediência, respeito e os serviços próprios de sua idade e condição”.E mais: estabelece diretrizes para a atuação do Estado com a sociedade: “O estímulo de ações educativas para conscientizar o público sobre a ilicitude do uso da violência contra crianças e adolescentes, ainda que sob a alegação de propósitos pedagógicos; 2) A divulgação de instrumentos nacionais e internacionais de proteção dos direitos da criança e do adolescente, e 3) A promoção de reformas curriculares, com vistas a introduzir disciplinas voltadas à proteção da criança e do adolescente”.As leis não têm efeitos mágicos – como elixir –, que instantaneamente alteram crenças e atitudes pessoais. Porém, são instrumentos civilizatórios, que auxiliam nas mudanças sociais. Um bom exemplo: a abolição do uso da palmatória e outros castigos corporais nas escolas inglesas, em 1969. Neste mesmo ano, o homem põe os pés na lua e descobre que a Terra é azul. Por que lembro disso? É, no mínimo, estranho o ser humano: mesmo com tantos avanços tecnológicos, conquistados em tão pouco tempo, nós, humanos, continuamos ainda rudimentares no nosso desenvolvimento afetivo e relacional.Mas voltemos, rapidamente, aos ingleses. As fortes imagens de violência física e psicológica, aplicadas contra crianças inglesas, que o filme The Wall, do grupo Pink Floyd ilustram horror das práticas punitiva e humilhantes. Com metáforas e símbolos, o filme consegue retratar, sem erro e exagero, uma realidade. A violência estava, de fato, presente na vida dos estudantes ingleses.A eliminação do castigo físico na Inglaterra não aconteceu, naquela época, sem oposição. Uma ampla reação conservadora se levantou contra as medidas que proibiam o uso do castigo físico nas escolas. Mil argumentos foram considerados, alguns com base em supostas teses científicas. Pais e professores se indignaram, manifestando publicamente sua oposição à lei que tratava do tema. Milhares de professores – muitos amorosos e querendo sempre o bem de seus alunos – não conseguiam imaginar como seria possível o processo de educação sem o uso de palmatórias ou de outros instrumentos similares.Hoje, qualquer pai ou mãe brasileiro, do mais rico ao mais pobre, acharia inconcebível o uso da palmatória como um método pedagógico na educação formal de seus filhos. As grandes conquistas sociais possuem uma dinâmica permanente de contraposição entre forças progressistas e conservadoras. Mas os avanços chegam! E a aprovação do Projeto de Lei 2.654 pode representar mais passo conquistado na longa caminhada que nos levam a construção de práticas educativas não violentas e humilhantes.

Uma versão de Artigo foi publicada no Jornal O Popular em 25 de fevereiro de 2006. Goiânia Goiás.Cida Alves - psicóloga com formação em psicodrama terapêutico e em terapia de família e casal, especialista em atendimentos de pessoas em situação de violência, mestre em Educação pelo Programa de Pós-graduação da Faculdade de Educação/UFG e ex-secretária municipal de saúde de Bela Vista de Goiás.Postado por Cida Alves às 17:52

MAIS OPINIÕES!

Tendências e Debates
Qualquer tapinha dói

24/04/2009Em outubro de 2008, um professor de um colégio em Alexandria, no Egito, espancou um aluno de 11 anos até a morte por ele não ter feito o dever de casa. Em Caxias do Sul (RS), uma professora foi demitida em março passado por ter tapado a boca de um aluno de 5 anos com fita adesiva porque ele falava demais em sala de aula.Estes são apenas dois dos milhares de exemplos de castigos físicos praticados em escolas de todo o mundo. Segundo um estudo feito em 2008 pela ONG International Plan, 90 dos 197 países monitorados permitem legalmente a prática de castigos corporais por parte dos professores. No Egito, por exemplo, 80% dos meninos e 67% das meninas já haviam sofrido castigo físico na escola. E isso não é algo restrito a países atrasados. Coréia, França e diversos estados da Austrália e dos Estados Unidos permitem castigos físicos. Nos EUA, inclusive, a “síndrome do bebê sacudido” é a maior causa de mortes entre os bebês.

Violência se aprende

Um outro relatório, divulgado em 2006 pela Organização das Nações Unidas (ONU), revela que, só na América Latina, mais de 6 milhões de crianças e adolescentes sofrem maus-tratos e abusos graves. Organizado pelo cientista político brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP), o estudo aponta que pelo menos 80 mil crianças morrem em consequência das lesões.Para Eleonora Ramos, coordenadora do projeto “Proteger”, em Salvador (BA), que faz parte da rede “Não Bata, Eduque”, apesar de nas escolas brasileiras os castigos físicos não serem comuns, eles são ainda bastante presentes dentro das famílias: “O castigo físico é ainda aceito como método educacional em todos os ambientes pela sociedade brasileira, que acredita que o castigo ‘leve’ é eficiente e legítimo. É uma herança cultural adquirida dos nossos colonizadores. Mas decorre também da desinformação”.Em nome da tradição ou por motivos religiosos, os castigos físicos como palmadas, chineladas, beliscões, safanões e ameaças são práticas comuns. A chamada “Pedagogia da Palmada” encara os castigos como um simples corretivo, mas o que pouca gente compreende é que eles representam um problema muito maior a ser combatido, que é a banalização do uso da violência como meio de educar.Em todas as épocas, a educação violenta aumenta a violência como um todo na sociedade. “Crianças que aprenderam a resolver conflitos e alcançar seus objetivos e desejos através da força física tendem a se tornar adultos violentos e a reproduzir esses métodos violentos”, explica Eleonora.

Quem ama não bate

A campanha nacional “Não Bata, Eduque”, visa erradicar toda e qualquer forma de castigo físico da sociedade brasileira: “Fazemos parte de uma rede internacional que já conseguiu aprovar reforma legislativa em países da América Latina como Uruguai, Venezuela e Costa Rica. Hoje, no mundo, cerca de 30 países já proíbem castigos físicos em todos os ambientes”.No Brasil, o projeto de lei nº 2654/2003, que proíbe qualquer forma de castigo físico em crianças e adolescentes, já foi aprovado na Câmara de Constituição e Justiça e de Cidadania e aguarda, há seis anos, a votação no plenário.Mudar leis e comportamentos é mais difícil do que se pensa. Afinal, quem de nós nunca levou ou deu uma palmada? Para os especialistas, no entanto, por mais leve que seja a palmada, ela é humilhante e causa dor à criança. Eleonora afirma que é preciso convencer os pais de que violência nunca educa: “As crianças têm os mesmos direitos dos adultos de não sofrerem agressões e humilhações. É preciso estabelecer limites na educação delas. Os pais devem exigir o cumprimento dos deveres e o respeito por parte dos filhos e descobrir maneiras não violentas de punição”. Para ela, é preciso cultivar muito o diálogo e o respeito. Como forma de estabelecer limites, uma alternativa são os castigos restritivos que, quando aplicados com bom senso, podem ter um resultado positivo.Tudo para evitar lembranças como a do escritor José Lins do Rego, que escreveu, sobre seus tempos de escola: “Há duas horas que estava de pé. As mãos inchadas dos seis bolos e uma consciência limpa de culpa recalcando uma raiva de morte contra um tirano.”Caro leitor,Como você avalia o castigo corporal no ambiente escolar? Quais as reais consequências?E em sua própria casa? Isso já aconteceu?Qual seria, portanto, a melhor forma de educar?Afinal, qualquer tapinha dói, sim, mas algumas pessoas pensam que é um “mal necessário” de vez em quando. Você concorda?

*Para esta Sexta-feira Premiada, a parceria entre a Editora Ediouro e o Opinião e Notícia oferece os seguintes livros:“Inocência roubada“, de Elissa Wall com Lisa Pulitzer.“As Poderosas Rainhas“, de Amy Dickinson.“A Carne dos Anjos“, de Siobhan Dowd.Escrito por: Patrícia Costa

OPINIÕES!

terça-feira, 18 de maio de 2010

BATER EM CRIANÇA É COVARDIA

É alarmante a quantidade de pais que ainda recorrem à palmada como método de “educação” em pleno século vinte e um. É lastimável saber que pais “modernos” têm criado seus filhos à luz do autoritarismo, da agressividade e da frieza da educação “tradicional”, alegando ser um ato de amor, mesmo sabendo que a palmada não é uma prática educativa.Inseridos na “era da informação”, temos acesso facilmente a publicações das mais diversas naturezas, pesquisas e campanhas de toda sorte que claramente demonstram quanto a palmada e outros tipos de castigos físicos são prejudiciais para o desenvolvimento da criança não apenas do ponto de vista físico, mas também do moral, social, afetivo. Além de não ser educativa, a palmada é extremamente contraditória. Quem ama, não agride! Quem ama, não bate! Quem ama, educa, mas, infelizmente, bater é muito mais fácil que educar. Bater em crianças é um atestado de incompetência, desequilíbrio e fracasso do adulto, que culmina em uma descarga de raiva quase sempre seguida por um sentimento de culpa. O ato de bater em crianças reforça a tão criticada relação de submissão do mais fraco ao mais forte, caracterizando um claro exemplo de covardia. Trata-se de um ato estressante para o adulto e traumático para crianças. Além disso, não tem nenhuma garantia de eficácia e pode ocasionar dor, medo, ressentimento, rejeição e rebeldia que a curto, médio e longo prazo resultam sérios danos emocionais ao indivíduo agredido.É preciso que nós, pais, aprendamos a educar nossos filhos de fato e, para isso, é necessário construir aos poucos um novo modelo de educação que proporcione às nossas crianças valores sólidos e disciplina sem utilização de qualquer tipo de violência física ou psicológica como ameaças, por exemplo, que podem ter um efeito negativo na construção da personalidade da criança. Uma boa maneira de educar é fortalecer os vínculos e dar novos rumos à relação entre pais e filhos, construindo um ambiente de carinho, confiança e, sobretudo, respeito mútuo.Elogie as boas condutas do seu filho. Aproxime-se, beije-o, abrace-o. Converse com ele. Pergunte-lhe como foi seu dia. Explique-lhe os porquês da vida. Faça seu filho entender que os direitos dele terminam onde começam os do outro. Diga “sim” quando puder e “não” quando for o caso. Ensine seu filho a lidar com as frustrações do cotidiano. Escute-o com atenção. Dê o exemplo, seja o exemplo. E, sobretudo, ame-o. Eduque-o com carinho e jamais utilize a violência para dar limites ao seu filho porque: BATER EM CRIANÇA É COVARDIA! LEI SECA CONTRA A PALMADA JÁ!

Ana Carolina Thompson, professora, MÃE de dois filhos e participante da comunidade Pediatria Radical.


18 de maio de 2010Tapa na bunda educa?

Um projeto de lei que está tramitando no Congresso pretende proibir o "castigo físico, moderado ou não", impingido às crianças pelos pais.Na prática, a idéia é proibir o velho "tapinha na bunda" com viés educativo.Meu pai contava que "no seu tempo", a moda era a vara de marmelo. A criança saía da linha, tome vara de marmelo nas pernas. Depois, quando foi sua vez de exercer o papel de pai, a vara de marmelo deu lugar às sandálias de borracha. Disso eu me lembro. Andei levando umas chineladas quando passava da conta, mas nada que tenha me deixado traumatizado.Mas chegou minha vez, e quando eu já estava na condição de pai, o chinelo também havia saído de moda e, em nome da praticidade, não era preciso perder tempo indo buscar o chinelo não sei onde. Bastava abrir a mão e... vapt!... palmada na bunda.Agora, confesso que nunca cheguei ao "vapt!". Cheguei, sim, uma única vez, a espalmar a mão, levantar o braço mirando a bundinha da minha filha, mas estanquei lembrando que meu porte físico era avantajado demais diante daquele pequenino ser, e que seria uma covardia inominável desferir o tapa.Se o tal projeto vai virar lei, eu não sei. Mas que está fadado ao fracasso, como tantas outras leis inócuas, disso eu tenho certeza.Afinal, como fiscalizar esse tipo de atitude? Quem irá denunciar um tapinha na bunda? Quem irá punir? A "punição" prevista no projeto de lei seria o envio do "agressor" a um tratamento psiquiátrico "especializado".Ou seja: a aplicação dessa lei teria o mesmo fim de muitas outras: a impunidade.A impunidade permite que cidadãos ajam como se estivessem acima da lei. Considerando que a melhor educação é a que se dá pelo "exemplo", o péssimo exemplo de quem se acha inimputável será dado às crianças que, por sua vez, só serão refreadas com uma boa palmada. Ou não?Ah... sei lá...Só sei que precisamos acabar com esse círculo vicioso.E o melhor meio, creio eu, ainda é o da educação.

dinoPostado por Duo Blog

sábado, 8 de maio de 2010

A ALEGRIA DE SER MÃE

Ser mãe é o desejo de grande parte das mulheres, e a alegria de ser mãe é contada em poemas para as mães e linda histórias que alegram e enchem de saúde e beleza o coração das pessoas. A maioria das pessoas tem lembranças únicas com suas mães, sentimentos gregários que não podem ser explicados pela razão, talvez oriundos do fato da mãe ser a responsável por nossa vida. Não existe pessoa que possa substituir nossa mãe, que nos deram à vida, nos amam, cuidam de nós, se preocupam com nossa segurança, e querem o melhor para nós, não importa a nossa idade, elas jamais deixam de ser mães, e sejam da forma que for, todos os tipos de mãe, alegres ou tristes, gordas ou magras, intelectuais ou analfabetas, carinhosas ou nem tanto, de qualquer forma não há como descrever a dádiva que nos concederam.

A Alegria de Ser Mãe


Nenhuma experiência no mundo se compara a alegria de ser mãe, estar grávida, gerar um filho e tanto para as mães adotivas quanto para as mães biológicas: ver o rosto do filho pela primeira vez, este será sempre um momento único em sua beleza e singularidade. Esses momentos intensos são apenas o inicio de uma grande caminhada que chamamos maternidade. Amar, proteger, cuidar, alimentar, ensinar, são instintos da natureza da mãe, seja ela humana ou não, pois até os animais cumprem esse papel junto aos seus filhotes, e quando vemos na televisão uma mãe abandonando um filho recém nascido num saco de lixo qualquer, somos obrigados a refletir sobre os graves distúrbios pelos quais passam a nossa sociedade moderna, onde um ser humano se violenta de tal forma que é capaz de se auto-infligir o abandono de parte de sua própria vida. Com certeza são pessoas que não tem inteligencia emocional, mental…

Mensagem

As mães trazem em si uma mensagem de vida, e os seus filhos não nascem somente do corpo, mas são gerados pelo coração dessas mulheres. O dia das mães pretende ser um dia em que se rende uma homenagem a essas mulheres magníficas, capazes de atos tão heróicos como anônimos em prol de seus rebentos. Qualquer que sejam os presentes dia das mães, nenhum vai ser capaz de realmente representar toda a mensagem de amor e gratidão que elas merecem. Existe um provérbio da cultura popular judaica que diz: “Como Deus não pode estar em todos os lugares, Ele criou as mães…”. Nesse dia das mães o melhor presente que podemos ofertar a essas pessoas maravilhosas é expressar de forma simples e clara o nosso amor e a nossa gratidão, pelo amor incondicional que delas recebemos, presentes especiais que recebemos durante toda nossa vida.

Família

Só quando chegamos a vida adulta e temos nossos próprios filhos temos condições de avaliar corretamente a dimensão do amor, da alegria e do orgulho que a mulher sente de ser mãe, e sempre digo aos meus filhos: ninguém no mundo será capaz de amá-los mais do que eu,…e digo isso para os meus filhos biológicos e muito mais para aqueles que acolhi somente com o coração, especialmente porque esses foram os filhos que eu fui buscar…e com certeza os que tem de mim um amor ainda mais especial. Ser mãe não é um caminho fácil, mas com certeza é o mais gratificante de todos, e tenho certeza que quando chegar ao fim de minha vida e me encontrar com Deus ele me perguntará pelo que fiz com os filhos que ele me emprestou… Feliz dia das mães!

07/05/2010 - 8:15
PAPEL NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS É INSUBSTITUÍVEL

MÃES- Dia das Mães deve ser um momento de reflexão sobre o importante papel desempenhado pela mulher.
A afirmação, do mestre em Psicologia da Infância e da Adolescência e especialista em Psicologia Clínica, Caio Feijó, demonstra o quanto é importante o papel das mães como modelos para os filhos e para a sociedade. Mais do que uma data festiva e comercial, o Dia das Mães deve ser também um momento de reflexão sobre o importante papel desempenhado pela mulher. “O papel das mães na educação dos filhos é insubstituível”, defende o mestre em Psicologia da Infância e da Adolescência e especialista em Psicologia Clínica para jovens, adultos e famílias, Caio Feijó. Segundo o psicólogo as mães são como modelos para os filhos e para a sociedade, detêm extraordinárias características afetivas e a uma inesgotável capacidade de adaptação às exigências da vida.Feijó explica que, no processo educativo dos filhos, o afeto materno é fundamental para o desenvolvimento da personalidade. “Até os cinco ou seis anos formamos a personalidade das crianças, depois só conseguimos alterar comportamentos. E as mães são peça-chave neste período de formação”.O especialista lembra ainda que, a mulher precisa lidar com as exigências da vida moderna. “Estou falando do desdobramento feminino: mãe, esposa, filha e profissional. A mulher tem uma capacidade extraordinária em acumular responsabilidades sem perder a ternura, a capacidade criativa e a motivação maternal"conclui Feijó.
Fonte: Jornal Mato Grosso do Sul

SEJA BEM-VINDO!

"A disciplina é a parte mais importante do sucesso"Truman Capote

"As dificuldades devem ser usadas para superar obstáculos e vencer, não para desencorajar. O espiríto humano cresce mais forte no conflito".Willilam Channing

"O plano que não tem lugar para mudanças é um plano ruim"Syrus

"Não confunda jamais conhecimento com sabedoria. Um o ajuda a ganhar a vida; o outro a construir uma vida."Sandra Carey

"Não basta conquistar a sabedoria, é preciso usá-la."Cícero

"Quanto maior a dificuldade, tanto maior o mérito em superá-la."H.w.Beecher

SLIDES PEDAGOGIA PARA A VIDA, LINDO! CLIQUE.


http://yasminrs.com/pps/034-Pedagogia-para-a-Vida.html

"Por educação espiritual entendo a educação do coração. O desenvolvimento apropriado e completo da mente dá-se, portanto, só quando caminham no mesmo ritmo a educação das faculdades físicas e a educação das faculdades espirituais da criança. Elas constituem um todo indivisível. Segundo esta teoria, portanto, é erro grosseiro supor que podem ser desenvolvidas separadamente uma das outras." Mahatma Gandhi

Bulling

Você pode Tudo! Supere! (diminua ou pare a mídia do blog, para assistir o vídeo)

MULHER

À você mulher Bem aventurada a mulher que cuida do próprio perfil interior e exterior, porque a harmonia da pessoa faz mais bela a convivência humana. Bem aventurada a mulher que, ao lado do homem, exercita a própria insubstituível responsabilidade na família, na sociedade, na história e no universo inteiro. Bem aventurada a mulher chamada a transmitir e a guardar a vida de maneira humilde e grande. Bem aventurada quando nela e ao redor dela acolhe faz crescer e protege a vida. Bem aventurada a mulher que põe a inteligência, a sensibilidade e a cultura a serviço dela, onde ela venha a ser diminuída ou deturpada. Bem aventurada a mulher que se empenha em promover um mundo mais justo e mais humano. Bem aventurada a mulher que, em seu caminho, encontra Cristo: escuta-O, acolhe-O, segue-O, como tantas mulheres do evangelho, e se deixa iluminar por Ele na opção de vida. Bem aventurada a mulher que, dia após dia, com pequenos gestos, com palavras e atenções que nascem do coração, traça sendas de esperança para a humanidade. Autor: (Desconhecido)

UMA VITÓRIA!

15/12/2009 Câmara aprova a regulamentação da profissão de psicopedagogia A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou há pouco o Projeto de Lei 3512/08, da deputada Raquel Teixeira (PSDB-GO), que regulamenta a atividade de psicopedagogia. Aprovada em caráter conclusivo, a proposta seguirá para análise do Senado. O relator, deputado Mauricio Quintella Lessa (PR-AL), advertiu que não é possível ao Legislativo ter iniciativa para criar o conselho da classe, como apontou a Comissão de Trabalho, de Administração e de Serviço Público. Ele votou pela constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa da proposta. Agência Câmara