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quarta-feira, 15 de junho de 2011

ALTAS HABILIDADES

CARACTERÍSTICAS DOS AHs

“Superdotados: educandos que apresentam notável desempenho e/ou elevada potencialidade nos seguintes aspectos, isolados ou combinados: capacidade intelectual, aptidão acadêmica, pensamento criador, capacidade de liderança, talento especial para arte, habilidades psicomotoras, necessitando atendimento educacional especializado”.
(Portaria CENESP/MEC-nº 69, 28/08/86, artigo 3º)

Apesar de não existir um padrão homogêneo de comportamento entre os portadores de altas habilidades, há algumas características que podem ser apontadas como relevantes na avaliação e identificação de indivíduos superdotados. É importante lembrar que os superdotados poderão apresentar vários dos traços descritos, mas não necessariamente todos eles. Um portador de altas habilidades pode apresentar as seguintes características gerais:

  • Desenvolvimento físico precoce: crianças que engatinham, falam ou andam mais cedo do que as outras;
  • Maior tempo de atenção e vigilância, reconhecendo as pessoas que cuidam dele desde cedo;
  • Linguagem adquirida mais cedo, com vocabulário avançado para a idade;
  • Aprendizagem rápida, com ajuda ou estímulo mínimos;
  • Curiosidade, com capacidade de elaborar perguntas complexas e persistência para a obtenção das respostas;
  • Grande concentração, motivação e persistência quando estão interessadas em algo;
  • Interesses quase obsessivos em áreas específicas, a ponto de se tornarem especialistas;
  • Alta sensibilidade, apresentando reações intensas a ruídos, dor e frustração;
  • Alto nível de energia, que pode ser confundido com hiperatividade, em especial quando não são suficientemente estimuladas.

Especificamente em relação as habilidade acadêmicas, podemos destacar:

  • Aquisição precoce da leitura, com instrução mínima e leitura voraz;
  • Fascinação por números e relações numéricas;
  • Memória poderosa e detalhada, em especial relacionada a uma determinada área de interesse;
  • Capacidade de raciocínio lógico e abstrato;
  • Facilidade para perceber relações de causa e efeito;
  • Capacidade de transferir aprendizagens de uma situação para outra;
  • Habilidade para estabelecer generalizações;
  • Ampla base de conhecimento, com grande quantidade de informações sobre um assunto específico de interesse ou sobre uma variedade de assuntos;
  • Habilidade de resolver problemas difíceis e incomuns;
  • Alto grau de concentração, envolvimento e persistência quando trabalhando em uma área de interesse;
  • Pensamento divergente: capacidade de gerar um grande número de soluções ou idéias para um determinado problema ou questão;
  • Grande capacidade de crítica e avaliação - consegue identificar inconsistências rapidamente.

Nos aspectos sociais e afetivos:

  • Apreço pela solidão, muitas vezes por não terem outras crianças com quem compartilhar seus interesses;
  • Preferência pela companhia de crianças mais velhas;
  • Senso de humor apurado, com a tendência de ver humor em situações que não parecem humorísticas para os outros;
  • Interesse por problemas filosóficos, morais, políticos e sociais;
  • Criatividade;
  • Sensibilidade para a beleza;
  • Capacidade de encontrar soluções intuitivamente, estabelecendo relações entre os conhecimentos prévios e situações desconhecidas;
  • Espírito de aventura, disposição para correr riscos;
  • Atitude não-conformista, capacidade de resistir à pressão do grupo;
  • Pouca necessidade de motivação externa quando envolvido em trabalho ou projeto relativo à área de interesse;
  • Preferência por situações nas quais possa ter responsabilidade pessoal sobre o produto dos seus esforços;
  • Auto-confiança;
  • Comportamento cooperativo;
  • Capacidade de comunicação e articulação de idéias;
  • Habilidade de organizar pessoas e situações, com tendência a dirigir atividades em grupo;
  • Tendência a ser respeitado pelos colegas;
  • Comportamento responsável e comprometido.

(cf. Winner,1998; Conbrasd,s/d; Johnsen,2006; Brasil,2002).

Outras características

  • Inconformismo com a rotina;
  • Senso de humor;
  • Interesse por desafios;
  • Espírito crítico;
  • Interesse por conceitos acadêmicos;
  • Curiosidade;
  • Estabelecer relações entre fatos.

Algumas dificuldades que podem apresentar os PAH:

  • Falta de interesse;
  • Baixo rendimento escolar;
  • Hiperatividade;
  • Isolamento;
  • Falta de amigos;
  • Sentimento de frustração; Introversão;
  • Agressividade;
  • Apatia;
  • Tristeza ou mágoa;
  • Outros.

Objetivos da APAHSD:

1) Detectar possíveis habilidosos por meio de avaliações específicas;

2) No caso de crianças, orientar suas famílias e professores;

3) Encaminhar crianças AHs à escolas particulares por meio de cartas contendo relatórios das avaliações feitas nas diferentes áreas;

4) Orientar, aconselhar e encaminhar AHs (crianças, adolescentes ou adultos);

5) Desafiar, desenvolver e equilibrar crianças de até 12 anos nas diferentes habilidades;

6) Ministrar cursos de orientação, capacitação e formação, para familiares professores e profissionais ligados a área de educação;

7) Ministrar palestras e workshops para pais e professores;

8) Encaminhamento a profissionais específicos, credenciados e qualificados pela associação.












































Bebê de dois meses que fala !

15/06/2011 - 16h23

Bebê de dois meses que fala surpreende camponeses na Nicarágua


Manágua (Nicarágua)

Um bebê de dois meses deixou seus pais espantados quando, depois de tomar leite, pronunciou as primeiras palavras em uma comunidade camponesa da Nicarágua, revelou a imprensa nesta quarta-feira.

"A primeira palavra que falou foi para mim; disse mamãe", relatou Isabel Mendoza ao El Nuevo Diario.

"As palavras que disse foram mamãe, papai, 'pipe' (menino)", afirmou a mulher.

O pai, Antony Huete, contou que seu filho, que possui o mesmo nome dele, pediu-lhe uma vez "água, água".

A avó materna do menino, Rosa Álvarez, contou que no início não dava crédito a esta história, até que ouviu o bebê dizer "água".

"Pediu água ao pai", relatou.

O caso insólito ocorreu na comunidade de El Palmar, no município costeiro de Tola, departamento de Rivas, perto da fronteira com a Costa Rica.

O jornal afirmou que alguns moradores temem que isto seja um sinal de que o fim do mundo se aproxima.

"Estou um pouco confusa, porque o pastor diz que é normal, mas eu digo que é um sinal do fim dos tempos", afirmou Enriqueta Mendoza, uma das vizinhas do casal.

"É algo inacreditável, assombroso, nunca visto", expressou, por sua vez, José del Carmen Pérez, que afirmou que o bebê se comporta de modo estranho e "olha feio para as pessoas".

"A Bíblia fala que nos últimos tempos veríamos coisas que jamais acreditaríamos", disse o pastor evangélico da aldeia, Saúl Gutiérrez.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Dificuldade de Aprendizagem ou de Sensibilidade?

_ Bom dia, professora Maura! Como hoje é seu primeiro dia de trabalho em nossa escola, ainda antes de apresentá-la aos alunos, gostaria que a senhora identificasse quais alunos irão desenvolver dificuldades de aprendizagem.

_ Ótimo, senhor diretor. O senhor pode me dizer quais são, se é que existe um ou alguns?

_ Isso eu ainda não sei professora. Não fizemos o teste, mas a senhora poderia começar sua atividade fazendo...

_ Teste? Que teste senhor diretor?

_ É simples, coloque pedacinhos de papel branco em uma bolsa e misture a eles cinco ou seis pedacinhos vermelhos. Peça depois a cada aluno, que sem olhar, retire um papelzinho. Os que saírem com o vermelho, por certo, apresentarão dificuldades de aprendizagem...

Exagero? Sem dúvida, mas de maneira alguma fantasia.

O que na realidade acontece na maior parte das nossas escolas é um procedimento mais ou menos análogo, ao se rotular crianças com dificuldade de aprendizagem. Se não existe o sorteio aleatório, existe a vontade de se considerar limitados os que apresentam alguma dificuldade na habilidade, que a escola ou a cultura vigente considera válida.

Uma criança, ou mesmo um adulto, com imensa inabilidade para desenvolver relacionamentos interpessoais não é rotulada como tendo dificuldade de aprendizagem, mas se apresenta dificuldade na leitura, o rótulo já lhe cai bem. Mas, convenhamos! O que é mais importante na vida? Aprender a ler ou fazer amigos? Saber matemática ou ser capaz de sobreviver à violência das grandes cidades? Apresentar facilidade para compor ou desenhar ou possuir notável capacidade de memorização para hierarquias dinásticas impostas pela História?

De maneira geral, todos os seres humanos apresentam limitações nesta ou naquela habilidade e praticamente ninguém é proficiente em absolutamente tudo, mas dependendo da cultura em que se nasce e da escola que se freqüenta, as nossas inabilidades são consideradas irrelevantes e, assim, somos rotulados como “normais”, enquanto que outros, por falta de sorte, ainda que extremamente habilidosos nesta ou naquela ação, recebem o rótulo de “anormais” porque não desenvolvem plenamente do domínio da leitura, da compreensão de mensagens, da capacidade de cálculo ou do raciocínio matemático ou ainda a audição, a fala ou a expressão escrita.

Não pretendemos com o exposto, afirmar que não existem dificuldades especificas e que estas não mereçam ser trabalhadas. Seria tolice e ato desumano defender essa tese e negar essa ajuda, quando possível. O que se pretende afirmar é que a rotulação inconseqüente é quase uma rotina e o elenco de habilidades importantes para viver são literalmente negligenciados pela educação convencional. Muitas vezes, uma criança apresenta dificuldades de leitura e compreensão de um texto, pelo infortúnio de apresentar disfunções somente notadas no ambiente cultural em que nasceu. A estrutura fonética da língua portuguesa, por exemplo, é essencialmente diferente da estrutura da língua inglesa e esta, por sua vez, apresenta insondáveis abismos em uma comparação com o árabe ou o chinês e, dessa forma, se a criança possui sérias deficiências na compreensão de sistemas de escritas logográficas, como a chinesa, mas nasceu no Brasil, será para sempre “normal”, como seria “normal” uma criança que com essas dificuldades nascesse na China, mas tivesse que viver apenas aprendendo e falando português.

Isto posto, ficam as questões que esta crônica pretende sugerir: primeiro, o corpo docente de uma escola após cuidadosa reflexão e plenamente sintonizada com o destino que deseja a seus alunos deve destacar quais habilidades importa desenvolver e, desta forma, ampliar o leque das que apresentam alguma dificuldade de aprendizagem; segundo, identificar crianças com essas efetivas dificuldades e buscar meios, instrumentos, recursos e pessoas, para que seja prestada efetiva ajuda, não esquecendo jamais que benefício algum se mostra eficiente se antes de perceber sua ação carimbamos ou rotulamos os alunos.

Do exposto sobra uma singela conclusão. Nada é mais fácil na atividade docente que rotular este ou aquele aluno, nada esconde mais depressa nossa efetiva incompetência que achar que a dificuldade de uma criança não se deve a qualidade de nosso trabalho e portanto na maior parte das vezes quando rotulamos uma pessoa como portadora de dificuldade de aprendizagem, estamos evidenciando nossa óbvia dificuldade de sensibilidade.


CELSO ANTUNES

Olhar Empático do Mestre

Imagine uma obra de Picasso vista por uma pessoa comum, sem instrução e sem nada saber sobre quem foi seu autor. Pense sobre como essa pessoa descreveria a obra e imagine qual resposta daria caso lhe perguntasse quanto por ela, se pudesse, acharia justo pagar? Imagine agora, a mesma obra vista por um colecionador, por pessoa versada em arte e que soubesse apreciar obras geniais. Não é difícil descobrir que esta última veria na obra o que o primeiro jamais seria capaz de enxergar e que aos seus olhos educados, um Picasso autêntico constitui peça invulgar. O que separa esses dois olhares?

Educação! Diria você. O primeiro observador não possui olhar "educado" e, dessa forma, apreciaria com a singeleza dos simples e, mesmo que fosse informado sobre o valor da obra, não compreenderia porque traços que lhe parecem tão grotescos podem ser assim valorizados. O segundo, ao contrário, preparado para identificar beleza, identifica nos traços do gênio o imenso poder de síntese e de criação do artista. Sem, dúvida, o fator relevante a separar os dois olhares é a educação, mas não só a educação.

Nem todas as pessoas cultas apreciam obras de arte. Essa possibilidade existe para alguns porquês acrescentam à educação, a empatia do olhar, o gosto pelo maravilhoso, a paixão que seduz e embriaga. Educação sem empatia ajuda um pouco, mas a verdadeira empatia imprime roteiros ao olhar, desperta a emoção que se agrega ao que se vê. E, empatia sem educação, por acaso existe?

Claro que existe. Veja essa empatia no artesão que não fez escola, mas que destacou-se de outros de seu entorno para, no entalhe que executa, chegar a sensibilidade que encanta. Repare nos pintores primitivos que sem freqüentarem academias de arte, souberem olhar de forma especial e diferente a natureza e as pessoas com a acuidade e sensibilidade incomum que esculpiram, compuseram ou pintaram obras de incontestável valor artístico, sem nunca terem ouvido nada sobre a nobreza da arte. O olhar carregado de ternura e de empatia e sensibilidade aprimora-se com a educação, mas seguramente a precede.

E o que essas considerações tem a ver com a sala de aula?

Muita coisa, principalmente para professores da Educação Infantil. Qual a amplitude do olhar desse professor? Com que nível de empatia e encanto acolhe a linguagem infantil, destacando-a, elogiando-a e fazendo com que a criança descubra-se "importante" pelo trabalho que faz? Ainda uma vez, vale insistir sobre a imensa diferença que existe entre o elogio falso, entre a hipocrisia de se dar ênfase com a indiferença de quem segue uma rotina e o olhar verdadeiramente empático de quem sabe se encantar, ainda que esse encanto não dispense a correção. Professores inesquecíveis são todos aqueles que parecem possuir uma invisível "lente de aumento" descobrindo na produção de seus alunos a qualidade oculta, o detalhe relevante que destaca o elogio sincero.

Para uma criança, mas não só para crianças, todo elogio autêntico funciona como alimento essencial a auto-estima, como prova de que sendo capaz de despertar admiração de um adulto é "pessoa importante" e como tal ganha a garantia serena da proteção que, inconscientemente, reclama. Um olhar empático e atento, carregado de sincera admiração, pode não ser a única competência importante para um mestre, mas é sem dúvida uma competência imprescindível.

CELSO ANTUNES

LUIZ GUSTAVO E SEUS “RECURSOS”

Luiz Gustavo é professor de Língua Portuguesa.

Por sinal, muito bom professor. Por essa razão, jamais se esquece de simultaneamente aos conteúdos que ensina, solicitar aos alunos o insistente uso de “habilidades operatórias”. Como bem explica, essas habilidades se expressam por “verbos de ação” que provocam e instigam aptidões e capacidades necessárias à compreensão e a intervenção dos saberes que se aprende, para mais saberes aprender. Luiz Gustavo exemplifica mostrando que todo conteúdo novo se conecta a outros fatos quando o aluno sabe usar esses verbos, como “comparar”, “relatar”, “medir”, “combinar”, “criticar”, “classificar”, “interpretar”, “deduzir”, “sintetizar”, “aplicar” e ainda muitos outros.

É claro que não existe uma habilidade mais importante que outra e que assim todos os verbos se bem usados ajudam a consolidar aprendizagens, mas ainda que reconheça igual importância, Luiz Gustavo se anima sempre quando descobre que seus alunos aprendem “argumentar”. Argumentar, destaca o professor, é saber pensar, é transformar pelo raciocínio um fato em conseqüência, uma conseqüência em dedução. E exatamente pela enorme admiração que revela por quem bem argumenta é que resolveu com seus alunos, usar e abusar do que chamou de “recurso”.

- Professor Luiz. Não concordo com minha nota. Acho que respondi de maneira correta o que foi perguntado e a nota não expressa essa correção.

- Parabéns Alfredo. Acho que não devemos mesmo concordar com tudo quanto nos impinge. Você está certo, entre com um “recurso” que farei uma revisão consciente na correção.

- Professor, gostaria de mudar de grupo! - Mestre, penso que é muita a lição! - Luiz, não acho certo ter que usar canetas de duas cores para apresentar o trabalho! E, tal como essas, Luiz Gustavo sempre provocava desafios, propunha alternativas que questionava a opinião de seus alunos. Não é um professor essencialmente “polêmico”, mas adora inventar polêmicas, para que possa sempre responder.

- Perfeito. Entre com um recurso que examinarei seus argumentos com atenção.

Claro que seria mais rápido e bem mais objetivo, responder verbalmente aos alunos, mas se valia da proposta para o recurso porque desejava que seus alunos se habituassem a reclamar por escrito e, sobretudo, pensar em argumentos. Na maior parte das vezes, ao examinar o recurso, Luiz Gustavo dava ganho de causa ao aluno. Nunca foi extremamente rígido ou inflexível, mas se propunha essa iniciativa, era exatamente para estimular argumentações, provocar o uso da escrita e ao comentar com o aluno a resposta a seu recurso, pouco a pouco, ensiná-lo a argumentar.

Muitas vezes, dizia a seus colegas. O uso de recursos é minha maneira de ensinar civismo, é a fórmula mais simples e mais simpática que desenvolvo, para mostrar a meus alunos que quem sabe argumentar e quem não teme apanhar a caneta e sair em defesa do que acha justo, não é apenas um aluno. É em verdade, um cidadão.

CELSO ANTUNES

O Panelaço

Bachelard observou que “a lembrança pura não tem data. Tem uma estação. É a estação que constitui a marca fundamental das lembranças. Que sol ou que vento fazia nesse dia memorável?”

Compreendi as palavras de Bachelard ao me lembrar daquele dia memorável, que não pode ser esquecido. Era o fim de tarde, quando a luz do dia que se vai se mistura com o escuro da noite que chega e tudo fica indefinido. A indefinição ficava mais indefinida ainda pela chuva fina que começava a cair. Foi então que aconteceu: um barulho surdo, metálico, sem melodia e sem ritmo, começou a subir das ruas, dos apartamentos, dos escritórios, barulho que não combinava com o momento... Fiquei assustado porque não tinha na minha memória registro de qualquer barulho urbano que se assemelhasse àquele que enchia a tarde-noite de São Paulo. Eu estava no quinto andar. Tomei o elevador para o térreo. Queria saber o que estava acontecendo.

Quando, no térreo, saí à rua, os rostos sorridentes dos motoristas de táxi me fizeram lembrar. Os motoristas cansados, ao fim do dia, usam as buzinas para exprimir sua irritação. E eles estavam buzinando sem parar, mas sem que houvesse nenhuma razão de tráfego para tal. Suas buzinas não eram irritadas. Buzinavam e sorriam. Parecia que estavam felizes.

Aí me lembrei e entendi. Olhei para cima e vi de onde vinha o barulho metálico: as janelas e varandas dos apartamentos estavam cheias de pessoas que batiam panelas com colheres. O barulho era ensurdecedor e lindo, musicalmente... Aquele barulho era o canto de um povo. A chuva caia um pouco mais forte, mas as pessoas que andavam pelas ruas não demonstravam contrariedade. Elas sorriam com a água a lhes escorrer pelo rosto. Era o panelaço: uma cidade sem armas que buzinava e batia tampas e panelas para derrotar um exército armado, à semelhança do ocorrido na cidade de Jericó cujas muralhas caíram pelo som das trombetas.

Chorei e me disse: “É muito bonito! Uma estória para ser contada e repetida! As crianças precisam saber...” E foi ali que se formou na minha imaginação a estória que escrevi O flautista mágico .

No artigo “Os Pássaros”, dirigido às crianças, publicado no dia 21.07.09 nessa sessão, eu sugeri que, olhando para nossos sólidos representantes no congresso, um escorando o outro, fica claro que a maioria deles não está disposta a trocar seu menu de costeletas, lombos e lingüiças por uma modesta dieta vegetariana de alface e cenoura... Numa alusão ao filme do Hitchcock, eu disse que era preciso chamar os pássaros... Eles só sairão do castelo de impunidade onde se encontram se os pássaros os obrigarem.

Pássaros fomos nós, naquela tarde do panelaço contra a ditadura. Pássaros poderemos ser nós, agora...

Recebi agora, via internet, a convocação dos pássaros, um manifesto do qual vou citar alguns trechos.

“Esta é a hora: 7 de setembro às 17 horas! (...) No dia 7 de setembro às 17 horas vamos paralisar o Brasil. Às 17 horas vamos promover um panelaço! Exija que as redes de televisão, rádios, jornais, revistas e o político de sua confiança divulguem esse movimento. Mobilize sua escola, seu sindicato, sua igreja, seus amigos. No dia 7 de setembro, às 17 horas, estenda na janela uma bandeira, uma toalha, um pano qualquer! Bata panelas! Toque cornetas! Se você estiver no carro, buzine! Vamos fazer a nação tremer por um minuto!” As hienas e os gambás fugirão dos pássaros!

Eu vou buzinar, vou tocar sino, vou bater tampa e panela, estender bandeira, tocar a Nona Sinfonia... Ninguém poderá dizer que eu morri sem espernear...

ESTA NA HORA

RUBEM ALVES

domingo, 22 de maio de 2011

Abordando a temática da sexualidade com nossas crianças: Informação e Prevenção

::. Abordando a temática da sexualidade com nossas crianças: Informação e prevenção René Schubert
Atua como psicanalista em consultório e a com a reabilitação de crianças especiais no Centro de Reabilitação Recanto Nossa Senhora de Lourdes
E-mail: schubert_rene@hotmail.com
www.reneschubert.hpg.com.br
Consultório: (11) 5572-1349


Quanto ao tema 'prevenção da pedofilia', obter informações sobre esta é o primeiro passo. Informar-se, debater e refletir sobre o tema é a primeira forma de prevenção. Só que neste ponto surgem dúvidas nos pais, educadores, adultos de forma geral: como e de que forma abordar o tema da pedofilia com as crianças?

Os adultos se informam, buscam conhecimento e aplicam leis e saberes a partir de seus estudos e vivências. Podem se informar sobre a pedofilia mas e quando a questão é falar sobre pedofilia à criança? Como nomear isto para uma criança?

É, a partir deste ponto percebemos que a questão não se restringe só ao debate da pedofilia, antes disto vem à tona o falar sobre sexualidade com a criança. Assunto considerado pela maioria dos adultos como "difícil e cabeludo". Por ser considerado desta forma, este acaba não sendo abordado e discutido com as crianças. A família acha que a criança é muito nova e posterga, dizendo que na escola ela estará "mais madura" e será instruída. Na escola, os educadores partem do princípio que a criança já foi instruída em casa e não querem tocar neste assunto "delicado e difícil", com medo de "excitar e levar a criança a maus pensamentos e comportamentos". Falar de pedofilia, abuso sexual, que seria um passo posterior, é possível desta forma?

Como explicar a questão do corpo, da intimidade e limites do corpo, do que é público e do que é da privacidade, de toques e carícias, de abuso e contato sexual....sem antes abordar a sexualidade?

Desta forma ninguém toca a "coisa". A coisa sexual, que é motivo de tantas piadas, brincadeiras, jogos e histórias no universo adulto e paradoxalmente tão negada ao universo infantil. Como se a criança não fosse Sujeito de um corpo, de sensações, de desejo, de questionamentos, enfim de uma sexualidade.

Antes de mais nada é importante definirmos sexualidade: após as descobertas da psicanálise no começo do século passado (especificamente em 1905) a sexualidade mudou um pouco de significado, deixando de ser um sinônimo de ato sexual para abranger todos os movimentos de busca de prazer e satisfação. A sexualidade engloba uma série de excitações e de atividades presentes desde a infância que proporcionam grande prazer na satisfação de uma necessidade fisiológica fundamental (exemplo: respiração, amamentação, função de excreção, toques pelo corpo e milhares de outros).

Inclui-se na sexualidade, fora o próprio ato sexual, toda uma série de excitações corporais, a sensualidade, a curiosidade pelo corpo (próprio e o alheio), a sedução, modos de se pintar e vestir, os jogos sexuais, os comportamentos sexuais e assim por diante. Sexualidade: essa palavra contém em si um erro comumente cometido por nós. Sexualidade não quer dizer apenas o sexo ou ato sexual.

Desta maneira, quando se fala de sexualidade infantil, não se quer dizer ato sexual ou movimentos de sexualidade erótica e/ou pornográfica na criança. A sexualidade infantil é a busca por satisfação, por sensações prazeirosas independentes de ato sexual. Esta busca está inicialmente ligada às sensações corporais e posteriormente às duvidas e questionamentos quanto ao corpo, suas funções, e principalmente, seu surgimento e origem.

Faz parte da opinião popular, quando se fala sobre sexualidade, achar que a mesma está ausente na infância e só despertará no período da vida designado de puberdade. Mas esse não é apenas um erro qualquer e comum, mas sim um equívoco de graves conseqüências, pois é o principal culpado de nossa ignorância de hoje sobre as condições básicas da vida sexual - Sigmund Freud abordou isto em 1905, e mesmo passado tanto tempo, ainda hoje encontramos muitas dúvidas sobre este tema, principalmente quando confrontados com este por intermédio das tentativas e descobertas curiosas de nossas crianças (independente de uma idade maior ou menor). Ainda hoje somos surpreendidos e não acreditamos na sexualidade infantil.

O fato é que ela existe e, cedo ou tarde vai se perfilar frente aos nossos olhos e ouvidos com perguntas insistentes tais como: "Pai, a cadeira tem pipi? Cadê o pipi da Maria? Meninas tem pipi pequeno? De onde veio a Maria? Por que meu pipi fica assim? Mãe por que o meu não é igual o do Pedro? Cadê meu pipi? Como o bebê foi parar dentro da mamãe?" e por meio de tentativas de descoberta corporal pela criança.

A aventura do descobrimento começa já nos primeiros meses, quando o bebê experimenta o prazer de explorar o próprio corpo, e se acentua nos anos seguinte quando sua atenção se volta para o corpo dos pais e de outras crianças.

As descobertas corporais na criança são tão naturais quanto aprender a andar, falar e brincar - todas as crianças passam por essa fase e fenômenos. Mas o adulto nega este acontecimento ou muitas vezes olha para o mesmo como se fosse uma aberração na criança.

Há uma clara incongruência na linguagem sexual do adulto, que é erótica, com a linguagem sexual da criança, que busca prazer por meio da descoberta de seu corpo - a primeira linguagem é genitalizada (adulto), a segunda é sensual (infantil). O adulto interpreta os fenômenos da sexualidade infantil a partir de seu referencial, por isso julga-a erroneamente pela via do erotismo ( FERENCZI,)

Na maioria das vezes, a distancia entre a moral do universo adulto e a ausência de pudor infantil resulta em ensinamentos cheios de "tira a mão daí, isso não pode fazer porque é feio, nojento, tem vergonha na cara, que absurdo, me respeite seu safado" - tratar o assunto com a naturalidade que merece é condição fundamental para possibilitar um diálogo aberto e saudável adulto-criança.

Ralar ou castigar a criança com reações extremadas quando esta está descobrindo seu corpo é pior, por que ela dificilmente vai abandonar o que lhe dá prazer, só o fará escondido. Muitas vezes a repressão do adulto é entendida pela criança como se ela fizesse algo muito errado e que fosse sujo ou inadequado. A criança fica com uma imagem deformada do que é a sexualidade e como reagir aos fenômenos de seu corpo. A sexualidade deixa de ser algo natural para tornar-se algo vergonhoso, motivo de receio ou fruto proibido.

E é exatamente por intermédio destas tentativas infantis de descoberta e questionamentos voltados ao seu corpo e origem que o adulto tem a chance de abordar o que é sexualidade humana, suas apresentações, conceitos (do que é adequado, do que é privado, da intimidade) e repercurções.

O homem, sendo um ser Bio-Psico- Social ( é influenciado por fatores biológicos tais como a genética, hereditariedade / fatores psicológicos tais como sua historia pessoal, emoções, sentimentos, caráter entre outros / e fatores sociais como a cultura em que nasceu e regras e leis sociais as quais responde como responsável, como cidadão ), desenvolveu-se desde a infância a partir de suas relações reais e/ou fantasiosas com as figuras materna e paterna ( nisso inclui-se quem faz a função materna e função paterna ). A base de sua segurança e senso de orientação estão nesses primeiros relacionamentos - o olhar e falar do outro traduz e apresenta-lhe a realidade. Sem a presença de outros surgem sentimentos de possível inadequação e insegurança. Todo ser humano adquire grande parte do senso de sua própria realidade pelo que os outros dizem e pensam a seu respeito.

Aquele que representa a figura de respeito e cuidado, o responsável pela criança será o tradutor da realidade para a criança e até para o adolescente - suas intervenções, falas, atos mostrarão ao jovem o que é saudável, o que é inadequado, o que socialmente se espera dele e o que não é aceitado e punido pela lei.

Por isso a função materna e/ou paterna é tão importante: ela direcionara e dará noções sociais e orientações para os movimentos sexuais do infante. Cabe àquele que executa tal função inicialmente escutar o que o a criança tem a dizer sobre suas investigações ou investidas sexuais, para a partir deste momento debater, explicar, conversar sobre o fenômeno.

Falar de sexualidade é difícil e embaraçoso para os pais e, é por esta razão que, a educação sexual nas escolas e a informação adequada disponível na comunidade, exercem um papel tão importante. Mas para que a comunicação com o a criança e o adolescente possa ocorrer, tanto em casa como no meio escolar, deve ser proporcionado um ambiente de compreensão, de sinceridade e de aceitação e respeito pela criança e suas dúvidas, sem fazer julgamentos de valor sobre as mesmas ou recriminá-la por suas questões ou apresentações.

Uma ressalva mostra-se importante: não dispare as informações de uma vez para a criança ou adolescente, esclareça e pontue a partir das dúvidas ou comportamentos apresentados. Se a criança pergunta por que a irmã não tem pipi, não é preciso explicar ato sexual ou gravidez, explique sobre a diferença entre homens e mulheres, meninos e meninas. Responda o que foi perguntado sem muitos rodeios ou elocubrações. Use palavras e expressões que sejam próximas à criança e esteja aberto para as geralmente comuns teorias fantasiosas que a criança lhe apresentar - escute atentamente e depois pontue o que é real do que é fantasioso. A criança coloca suas dúvidas aos poucos e se lha respondemos aos poucos teremos sua confiança e compreensão, agora se a ludibriarmos ou tentarmos explicar cientificamente e verborrágicamente tudo, ela procurará outros meios para satisfazer suas dúvidas e fantasias.

Sintetizando, existe um conjunto de informações muito importantes a serem transmitidas às crianças e aos adolescentes:

" Conversar sobre sexualidade (órgãos e fisiologia/funcionamento aparelho reprodutor, intimidade corporal, ato sexual, reprodução, gravidez, parto, entre outros), quando isto mostrar-se oportuno ou necessário;
" Abordar conceitos como intimidade e privacidade;
" Manter-se informado(a) sobre os movimentos da sexualidade no âmbito nacional e internacional (Exemplos atuais: os relacionamentos casuais, ficar / namorar, aumento nos casos de divórcio e diminuição de casamentos, sexo virtual, Homo-hetero- , Trans- e bissexualidade como formas atuais de busca de prazer, entre outros)
" Abordar a importância da comunicação e respeito com e pelo(a)s parceiro(a)s;
" Informar sobre os riscos de saúde da atividade sexual (doenças sexualmente transmissíveis);
" Esclarecer quais os riscos e conseqüências da gravidez na adolescência;
" Informar quais os métodos contraceptivos;
" Explicar onde encontrar mais informação ou procurar ajuda profissional (ginecologista, urologista, sexólogo, psicólogo, etc);

A partir do momento em que o tema da sexualidade for mais tranqüilo e motivo de aproximação entre pais e filhos, o debate sobre temas como os usos que se faz do corpo na modernidade, abuso e assédio sexual, pornografia infantil, e pedofilia fluirá com mais facilidade e sem tantos rodeios, remorsos, banalizações e preconceitos.


Literatura utilizada para o presente artigo:

ARANTY, L.R. - Sexualidade: A difícil arte do encontro. Editora Ática,Série Discussão
Aberta 2, São Paulo, 1998

FERENCZI, S. - Confusão de línguas entre adultos e crianças (1932). (in) MASSON, J. M.
- Atentado à verdade. J. Olympio Editora, Riod de Janeiro, 1984

FREUD, S. - Três ensaios sobre a teoria da sexualidade infantil (1905). Imago, Rio de
Janeiro, 2002

MACEDO, L. - O despertar do sexo - artigo da Revista da Folha, 7 de setembro de 2003, ano 12, N º 586, São Paulo

RAPPAPORT, C. R. - As fases do desenvolvimento. Vol. 1, EPU, 1981, São Paulo.

SUPLICY, M. & Colaboradores - Guia de Orientação sexual - Reedição Diretrizes e
Metodologia. Casa do Psicólogo, São Paulo, 2004

WINNICOTT, D. W. - A família e o desenvolvimento individual. Ed. Martins Fontes, 2ª
ed., São Paulo, 2001

Publicado em 20/02/2007

A Escola dos valores humanos

::. A Escola dos valores humanos Danielle Alves de Souto
Estudante de Pedagogia da Universidade Estadual da Paraíba, também cursei jornalismo na mesma universidade.
Email: daniellesoutoaraujo@hotmail.com


O trabalho que segue, falará um pouco de algumas virtudes fundamentais na escola e em qualquer lugar por onde percorramos, porém, justamente na escola, que se acredita ser o principal lugar para a educação, não são ensinadas tais virtudes. Abordarei dentre outras coisas, o significado de cada uma e o prejuízo que suas ausências acarretam.


Vivemos numa sociedade cercada de problemas entre pais, alunos, professores, políticos, amigos, familiares, etc. Ouvimos e vemos corriqueiramente: "isso é falta de ética", mas o que vem a ser ética? Todos apontam e justificam os erros, os problemas, as falcatruas, como falta de ética. Posso apontar aqui, algumas virtudes que juntas, respondem muito bem o que vem a ser ética. Porém, a nossa escola não ensina aos alunos o que realmente cada virtude dessa engrandece o ser e o faz agir como verdadeiro cidadão. A escola não se dar ao trabalho nem ao menos de questionar, de ouvir. Ela simplesmente dita normas e os alunos aceitam. Até porque, se não é ensinado nas salas de aula CORAGEM, PRUDÊNCIA, CORTESIA, JUSTIÇA, COMPAIXÃO, RESPEITO, não podemos esperar responsabilidade nem compromisso por parte de quem ensina, muito menos por parte de quem aprende. São tantos temas importantes que a escola não incorpora, não ensina, mas que os frutos dessa ausência, já colhemos hoje e infelizmente, colheremos no amanhã, pois parece que cruzamos os braços apenas para reclamar, apontar onde estão os erros... Mas, e as correções? Somos capazes de retificar todos, um a um, resta-nos agarrar a uma virtude que talvez seja a que realmente precisamos nas escolas: RESPONSABILIDADE. Sabemos que precisamos de humildade, de pureza, de fidelidade, de humor, de amor. Sabemos também, que todas as outras virtudes caminham e só funcionam se estiverem juntas, mas que a RESPONSABILIDADE é uma virtude marcante e que atrelada ao respeito, ao compromisso, e a todos os outros que já foram citados, trilharemos o caminho à educação digna e a formação de um cidadão mais consciente. A consciência, aliás, é quem analisa o melhor caminho e coisas, o professor tem que aprender falar menos e ouvir mais.
Talvez possamos agora, responder o que vem a ser ética. "Estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja determinada sociedade, seja de modo absoluto" (Dicionário Aurélio). Mas podemos simplesmente dizer que ética nada mais é que uma forma de humanizar as pessoas, humanizar no sentido real da palavra: tornar-se humano, adquirir hábitos sociais polidos, civilizar. Ética, palavra tão citada para justificar nossos erros, é na verdade, a presença de virtudes que deveríamos aprender em casa, especialmente na escola e em todos os âmbitos que a educação permei. Mas como podemos aprender na escola, se nos próprios cursos de formação de professores, a disciplina de ética está sendo extinta? Como os professores podem ensinar algo que nunca aprenderam?
Bem, passamos um pouco a falar sobre a crise de referências que também afeta a escola. Uma escola onde existam castigos físicos e psicológicos, não é uma escola ética, e por sua vez, a que tem políticas disciplinares (regras e normas dentro da escola, no diálogo) é sem dúvidas, permeada pela ética, e que essa se sobressai com méritos que aquela outra não obtém. Castigos que não ajudam em nada na educação das crianças e que só denigrem sua imagem como cidadã, estão cada vez mais presente dentro das escolas, a exemplo de: trabalho adicional, penoso, repetitivo, perda do recreio, exclusão do estudante em alguma atividade que ele goste, situação vexatória perante os alunos, etc. Acredito que com o diálogo e com o exemplo e ensinamento das virtudes já mencionadas, os alunos modificam seu comportamento. O homem esqueceu que é corpo, mente e espírito, concentrou suas forças apenas no mundo material, no avanço da tecnologia e no desenvolvimento da ciência; isso provocou uma desestruturação do ser humano nos deixando cada vez mais em meio a uma perigosa crise de valores. E assim, vamos abrindo caminho para a violência. Muitos são os flagrantes de intolerância, frieza, transgressões da ética e moral. Nossos pequenos estão perdidos porque muitos de nós, adultos, também perdemos o rumo da vida. É como se a tênue linha divisória entre o bem e o mal, entre o certo e o errado estivesse se apagando. Devemos compreender que o comportamento de nossas crianças é um reflexo da formação recebida em casa e na escola, da falta de respeito pelo outro, do desconhecimento de limites, da ausência de disciplina e da inversão de valores presente em nossa sociedade que gera desestruturação em nossos lares e escolas e com a qual acabamos por nos habituar. Se a educação que fornecemos às nossas crianças enfatiza o desenvolvimento intelectual sem preocupar-se com o cultivo das qualidades humanas, os meios de comunicação levam os indivíduos a modos padronizados de pensar, de agir, de consumir. Um grande domínio é assim exercido sobre nós, pequenos e grandes, e então paramos de questionar. Mas e nós, enquanto pedagogas estamos tendo informações, embasamento teórico para uma prática mais eficaz? Acredito sinceramente que não. Como será a educação daqui por diante, se até os dias atuais ainda temos essa disciplina em nosso curso de Pedagogia, ainda presenciamos casos claros de falta de ética, de ausência de ênfase no ensino das virtudes nas salas de aula, como será então, se na nova regulamentação, não teremos ética no currículo? Como se ensina algo que nunca aprendeu? Bem, discernimos todas as virtudes que aprendemos neste capítulo, sabemos o que significa ética, os frutos que colhemos com sua ausência e com sua presença, podemos então, fazer um confronto com a educação que presenciamos e com a que sonhamos. Resta-nos então, aprimorar-mos em nossa prática enquanto alunos, pais, colegas, filhos, professores. Se não temos condições de ensinar as virtudes que levam a uma ética na educação façamos então, uso dos exemplos. Sejamos pessoas e profissionais, cada vez mais cheios de virtudes, JUSTOS, COMPROMETEDORES e RESPONSÁVEIS acima de tudo.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

O sistema educativo está infestado de muitos problemas. Não tem conseguido promover no jovens o amor, a indulgência e a inteireza. Em vez disso, serve para incentivar a natureza animal dos estudantes, não havendo lugar para cultivar valores humanos como VERDADE e RETIDÃO. Os pais e professores se preocupam com a educação de seus filhos e alunos, mas não se preocupam com o tipo de educação que lhes é oferecida. A educação deve ajudar os estudantes a personificar valores humanos tais como: VERDADE, AMOR, RETIDÃO e NÃO VIOLÊNCIA. O conhecimento acadêmico pode ajudá-los a ganhar a sua subsistência, mas a educação deve ir além da preparação para se ganhar a vida. Deve preparar-nos moral e espiritualmente para os desafios da vida.

Publicado em 06/02/2008

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Devemos estar atentos sempre com nossas crianças!

Mortes em escola do Rio refletem
banalização da violência, dizem psiquiatras

Para especialistas, testemunhas do ataque terão dificuldades em superar trauma

Mariana Costa, do R7 | 08/04/2011 às 05h5
Reprodução Agência Estado
Reprodução Agência Estado
Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, foi descrito como "extremamente retraído"

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A banalização da violência no cotidiano escolar e fora dele pode ajudar a explicar, na opinião de psiquiatras ouvidos pelo R7, o que leva um jovem antissocial, possível vítima de bullying na infância, a extravasar sua raiva de forma tão extrema ao premeditar e executar um ataque à sua antiga escola na zona oeste do Rio. O massacre deixou ao menos 12 estudantes mortos e mais de dez feridos. O atirador se matou após ser baleado por um policial dentro da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo.

Especialistas em comportamento infantil ressaltam que o bullying, situação em que a criança ou adolescente é vítima de violência psicológica ou física de forma freqüente, sempre existiu, mas o aumento da agressividade nesses episódios é um fenômeno novo e preocupante.

Para o chefe do serviço de Psiquiatria e Psicologia Médica do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Marco Antônio Alves Brasil, é comum que pessoas se inspirem em situações que já aconteceram e que frequentemente são retratadas na televisão ou no cinema. Ele afirma que a sociedade “promove e é cúmplice” da violência.

- Todos nós temos uma parcela de culpa, pois há uma apologia da violência. A quantidade de cenas de violência que vemos cotidianamente na TV e no cinema é muito maior do que as que mostram situações de amor e carinho. Infelizmente, é um ambiente propício para episódios lamentáveis como esse.

Um dos poucos amigos do atirador revelou que o autor do massacre era "fissurado em terrorismo e conhecido como Al Qaeda".

Política antibullying

Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, deixou uma carta em que faz referência a questões de natureza religiosa. Ele pede para ser colocado em um lençol branco na hora do sepultamento e para ser colocado ao lado da sepultura da mãe. O atirador também pede perdão a Deus.

Amigos e conhecidos da família descrevem Wellington como uma pessoa extremamente retraída e isolada.

Para o psiquiatra infantil Gustavo Teixeira, o massacre de Realengo é apenas “a ponta de um iceberg” que esconde uma grande banalização da violência nas escolas. Autor do recém-lançado Manual Antibullying, ele critica a insegurança no cotidiano de estudantes e profissionais de educação.

- Não é um ato isolado. O clima de segurança já existe nas escolas, com episódios frequentes de agressão e até pela presença de arma de fogo. A escola deixou de ser prazerosa e interessante.

Para Teixeira, esse é o momento de “haver uma discussão de forma mais profunda” sobre a adoção de uma política antibullying. Ele ressalta que estudos mostram que quem sofre esse tipo de violência terá marcas para o resto da vida.

- A minoria, infelizmente, pode ter atitude agressiva contra colegas e a própria instituição, que, na concepção da vítima, nada fez para defendê-lo.

Trauma

O massacre de Realengo também vai deixar marcas profundas nas crianças e jovens que testemunharam tamanha violência em um ambiente em que deveriam estar protegidas. O terror de assistir à violência sem explicação contra amigos e colegas dificilmente será esquecido e deve causar o chamado estresse pós-traumático.

O psiquiatra Marco Antônio Alves Brasil afirma que as crianças têm muito mais dificuldade em superar traumas do que adultos e vão precisar de atenção e tratamento.

- São fatos que vão muito além do que elas estão habitualmente acostumadas. Sobretudo no caso das crianças, é uma situação que vai muito além da capacidade de adaptação delas. Algumas terão problemas pra dormir, terão medo e falta de apetite, mas vão superar rápido. Em outras, o trauma vai persistir. Essas vão precisar de tratamento por mais tempo.

Entre os sintomas comuns nesse tipo de situação, estão ansiedade, depressão e fobia de ir à escola, que podem acometer também professores, funcionários e até familiares dos estudantes.

Entenda o caso

Por volta das 8h de quinta-feira (7), Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, entrou no colégio após ser reconhecido por uma professora e dizer que faria uma palestra.

Armado com dois revólveres calibre 38, ele invadiu uma sala de aula no primeiro andar e outra no segundo, e fez vários disparos contra estudantes que assistiam aula. Ao menos 12 morreram, de acordo com levantamento da Secretaria Estadual de Saúde.

Duas adolescentes baleadas, uma delas na cabeça, conseguiram fugir e correram em busca de socorro. Na rua Piraquara, a 160 m da escola, elas foram amparadas por um bombeiro. O sargento Márcio Alexandre Alves, de 38 anos, lotado no BPRv (Batalhão de Polícia de Trânsito Rodoviário), seguiu rapidamente para a escola e atirou contra o abdômen do criminoso, após ter a arma apontada para si. Ao cair na escada entre o segundo e o primeiro andar, o jovem se matou atirando contra a própria cabeça.

Com ele, havia uma carta em que anunciava que cometeria o suicídio. O ex-aluno fazia referência a questões de natureza religiosa, pedia para ser colocado em um lençol branco na hora do sepultamento, queria ser enterrado ao lado da sepultura da mãe e ainda pedia perdão a Deus.

Os corpos dos estudantes e do atirador foram levados para o IML (Instituto Médico Legal), no centro do Rio de Janeiro, para serem reconhecidos pelas famílias. Os velórios e os enterros serão realizados a partir desta sexta-feira (8).

A Divisão de Homicídios da Polícia Civil concluiu a perícia na escola no início da noite de quinta-feira. O inspetor Guimarães, responsável pela análise, disse que o assassino deve ter atirado de maneira aleatória contra os alunos. A polícia está investigando se os estudantes que morreram eram do 8º ano de escolaridade (antiga 7ª série). A perícia deve confirmar que as vítimas atingidas estavam sentadas na primeira fileira da sala de aula.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Recebi e achei maravilhoso, obrigado Chafic!

Olá Jacqueline, como vai?

Escrevi outros artigos expressando minha opinião sobre datas comemorativas. Apontei alguns dias cuja celebração não passa de artimanha consumista, sem fundamento mais nobre para a sua instituição. Mas também ressaltei algumas datas cuja lembrança é fundamental. Uma dessas datas que concordo com a distinção no calendário é o Dia Internacional da Mulher, ao lado do Dia das Mães, entre outras datas realmente memoráveis.

Não é o caso, por exemplo, do Dia do Evangélico. Uma manobra política para lançar o nome de um deputado no cenário nacional, causando uma incoerência com os ensinamentos cristãos e sem qualquer necessidade a não ser o de se acumular mais um dia sem trabalho no calendário da turba apóstata.

Mais do que um fato de importante proporção social, um dia para ser especial no calendário precisa conter, na minha opinião, uma causa que justifique sua razão de ser. O Dia da Mulher tem todos os ingredientes que uma data precisa para ser memorável.

Na revolução insdustrial, com a contratação em massa de mão de obra feminina as mulheres trabalhadoras eram submetidas a péssimas condições de trabalho, incluindo exaustiva jornada de 16 horas diárias e remuneração equivalente a 1/3 do salário de um trabalhador do sexo masculino.

Por suas constantes reivindicações o movimento tomou corpo de insurreição e em 8 de março de 1857 130 tecelãs grevistas foram queimadas na fábrica onde trabalhavam em Nova York. Além desse fato, a história registra em 1917 um movimento de mulheres russas que também militavam por melhores condições de trabalho, além de tentar persuadir Lenin a não entrar na primeira grande guerra.

Desde a antiguidade até o século passado as mulheres ocupavam espaço secundário na vida social. Elas eram como "acessórios" de reis, imperadores e estadistas. No Oriente elas não podiam entrar nas sinagogas, suas orações não eram aceitas; e os sacerdotes fariseus oravam a Deus agradecendo por três coisas: Por não ser gentio, por não ser escravo, e por não ter nascido mulher. Alguns grupos nômades enterravam vivos seus recém-nascidos do sexo feminino, alegando que mulheres atraem forasteiros para roubá-las e escravizá-las, enquanto meninos era sinal de "bênçãos" do Senhor.

As mulheres foram e até os dias de hoje ainda são subjugadas pela sociedade, pelos seus patrões e até pelos seus consortes. O dia 8 é exatamente para não esquecermos disso e, ao contrário, zelar para que homens, mulheres, crianças e idosos tenham uma vida digna, sem distinção de raça, cor ou credo religioso.

Poderia citar outras várias razões pelas quais acredito ser digno de distinção o Dia Internacional da Mulher, estabelecido em 1975 pela ONU com base em uma série de fatos e eventos de grande relevância social, mas o pouco aqui lembrado é mais do que suficiente àqueles que são amigos da justiça, da paz e das boas virtudes.

A escolha do dia oito também foi femininamente providencial, embora seja o mesmo dia da grande queima daquelas operárias grevistas, observo que o próprio número oito (8), dentre os numerais arábicos, é o mais parecido com a mulher, em suas formas curvilíneas aviolonadas. é um número forte, gracioso, completo; quando visto na horizontal simboliza o infinito, tal qual são as emoções, capacidade criativa, inteligência e potencial das mulheres.

As Nações, os órgãos Públicos, o Setor Privado e o Terceiro Setor, ao contrário daqueles estúpidos e ignorantes americanos que queimaram suas operárias, descobriram que a mão de obra feminina é menos braçal, porém, mais diligente, mais meticulosa, mais glamorosa, mais humana e, portanto, com muito mais qualidade de operacionalização e finalização de processos sendo inúmeras vezes mais produtiva e rentável para todos. As estatísticas atestam esse perfil da mão de obra feminina quando apontam que atualmente mais de 53% dos cargos executivos no Brasil tem uma mulher no comando. A mulher é atualmente o gênero com maior escolaridade e, portanto, a categoria melhor preparada para prospecção funcional em todas as áreas.

Seja no acabamento da construção civil, na direção de um taxi ou de um caminhão, no serviço de limpeza e manutenção; seja como noviça, freira, missionária ou pastora; seja como secretária, supervisora, coordenadora, diretora ou professora; seja como executiva do lar, coach empresarial ou presidente do Brasil, aqueles que reconhecem o valor da mulher de bem, sabem a sorte que tem por tê-las por perto.

Nada mais justo às mulheres de bem terem um dia para chamar de seu! Parabéns a todas mulheres de bem pelo Dia Internacional da Mulher, comemorado todo dia 8 de março, desde 1975.

Com flores,

Prof. Chafic Jbeili
www.unicead.com.br

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Pais e filhos na educação...

Um pai, uma palavra ...

Cesar Augusto Dionisio

Por vezes, fico imaginando uma resposta para a função dos pais na educação de um ser. Não do pai e da mãe. Dos pais mesmo. Pais, plural de pai. Não pais como coletivo de pai e mãe. Estudos, sobretudo freudianos, sugerem que o pai está para a determinação da intelectualidade do filho, assim como a mussarela está para a pizza, ou o molho de tomate para a macarronada. O que tem de novo (ou aparentemente novo) é a constatação de que o nível intelectual do pai revelará o nível intelectual do filho. Note-se: estou falando, aqui, de intelectualidade, e não de inteligência. Assim, ao olharmos um aluno, precisamos nos perguntar quem são seus pais. Pai e mãe, mas, no caso desta reflexão, exclusivamente os pais. Não é machismo, não. É metodologia científica. Sabemos que tudo afeta tudo. Pai afeta a mãe que afeta o filho. Filho afeta o pai que afeta a mãe. Mãe afeta o filho que afeta o pai. Tudo indo e vindo. Para o bem e para o mal. Mas, nós, pesquisadores e pensadores da educação, precisamos isolar para juntar. Seguimos em frente e uma pré-conclusão precisa ser exposta: um aluno sentado na cadeira da sala de aula já é um resultado; ele vai para a aula e leva o livro de Matemática, estojo, a apostila de História e o pai. Não imaginemos que todos são iguais e aprenderão igualmente. Isso, parece, já sabemos. Mas às vezes, por mais óbvio e lógico que isto possa parecer, esquecemos dessa regra fundamental: somos diferentes porque somos resultados de processos diferentes. E quem é o pai que contribui para o processo de um aluno que nos desafia, incomoda ou que nos acomoda? Filhos são desafiados pelos pais no plano intelectual e isso será decisivo e decisório para o filho decidir se intelectualizar cada vez mais ou largar a escola. “Quero ser melhor que meu pai”, e lá vai o menino rumo à intelectualidade sem fim. “Nunca serei melhor que meu pai”, e lá vai o aluno para o fim do fundo do poço da escola, e se torna um rebelde, um estranho no ninho de casa e da escola. Claro que isso acontece subliminarmente, sem escândalo visível, no inconsciente. Porém, empiricamente, só posso falar com propriedade de um pai que conheci bem: o meu. Das lembranças de infância que carrego, uma delas me aparece sempre sensível: como meu pai me ensinou a amar as palavras. Ao final da tarde, depois de chegar da escola, eu sentava no colo de meu pai. Sentava, na verdade, em uma das pernas dele. Minhas pernas não tocavam o chão. Isso tudo acontecia na mesa da cozinha. Uma mesa vermelha e redonda. Sentado à cadeira, meu pai me faz lembrar, hoje, o Pensador de Rodin. Eu estava no colo do Pensador. A mesa limpa. Apenas nossos instrumentos de trabalho sobre a mesa limpa: um dicionário, caderno e um lápis. Eu e ele a postos para começar a brincadeira, vinha a primeira palavra. Meu pai escolhia uma palavra difícil, incomum, que ele conhecia, mas eu não. Então ele escrevia, com linda letra, a palavra no caderno. Escrevia a palavra na página branca e colocava um sinal de igual na frente. Então, calmamente, eu abria o dicionário e procurava o significado daquela palavra e escrevia no caderno. Não só aprendi uma infinidade de palavras, mas também aprendi a ter afinidade com as palavras. O que para muitas crianças poderia ser uma tortura, era, para mim, um prazer. Um jogo que apenas eu e ele sabíamos jogar e que ninguém mais poderia se intrometer. É verdade que minha mãe passava às vezes, para cuidar dos afazeres da cozinha, mas não interrompia a brincadeira, a atividade, a aula. Aula com amor. Amor de pai com cara de aula. Textos acontecem quando estão prontos dentro da gente. A maturidade de um texto é uma maturidade que vem do ser. Ser e escrever: somos resultados de nossa maturidade intelectual e de vida regada por palavras. Somos resultados de nossas provocações. Crescemos a cada estímulo proposto. Fermentamos nosso pensamento a cada palavra nova. A cada ideia nova, um novo pensamento, uma nova palavra. O músculo do braço só cresce quando levamos o braço para um passeio na academia. Só passamos a saber mais, a duvidar mais, a crer mais, quando somos provocados. Nem crer em tudo, nem duvidar de tudo. Mas sempre crescendo. Pais que falam palavrões criarão crianças que não falam sequer palavras. Pais que ensinam seus filhos a trabalhar com as palavras tornarão alunos em malabaristas de palavras, contorcionistas de pensamentos, mágicos de ideias. Pais melhores, alunos melhores.

Artigo publicado na revista Profissão Mestre de agosto de 2010.

SEJA BEM-VINDO!

"A disciplina é a parte mais importante do sucesso"Truman Capote

"As dificuldades devem ser usadas para superar obstáculos e vencer, não para desencorajar. O espiríto humano cresce mais forte no conflito".Willilam Channing

"O plano que não tem lugar para mudanças é um plano ruim"Syrus

"Não confunda jamais conhecimento com sabedoria. Um o ajuda a ganhar a vida; o outro a construir uma vida."Sandra Carey

"Não basta conquistar a sabedoria, é preciso usá-la."Cícero

"Quanto maior a dificuldade, tanto maior o mérito em superá-la."H.w.Beecher

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http://yasminrs.com/pps/034-Pedagogia-para-a-Vida.html

"Por educação espiritual entendo a educação do coração. O desenvolvimento apropriado e completo da mente dá-se, portanto, só quando caminham no mesmo ritmo a educação das faculdades físicas e a educação das faculdades espirituais da criança. Elas constituem um todo indivisível. Segundo esta teoria, portanto, é erro grosseiro supor que podem ser desenvolvidas separadamente uma das outras." Mahatma Gandhi

Bulling

Você pode Tudo! Supere! (diminua ou pare a mídia do blog, para assistir o vídeo)

MULHER

À você mulher Bem aventurada a mulher que cuida do próprio perfil interior e exterior, porque a harmonia da pessoa faz mais bela a convivência humana. Bem aventurada a mulher que, ao lado do homem, exercita a própria insubstituível responsabilidade na família, na sociedade, na história e no universo inteiro. Bem aventurada a mulher chamada a transmitir e a guardar a vida de maneira humilde e grande. Bem aventurada quando nela e ao redor dela acolhe faz crescer e protege a vida. Bem aventurada a mulher que põe a inteligência, a sensibilidade e a cultura a serviço dela, onde ela venha a ser diminuída ou deturpada. Bem aventurada a mulher que se empenha em promover um mundo mais justo e mais humano. Bem aventurada a mulher que, em seu caminho, encontra Cristo: escuta-O, acolhe-O, segue-O, como tantas mulheres do evangelho, e se deixa iluminar por Ele na opção de vida. Bem aventurada a mulher que, dia após dia, com pequenos gestos, com palavras e atenções que nascem do coração, traça sendas de esperança para a humanidade. Autor: (Desconhecido)

UMA VITÓRIA!

15/12/2009 Câmara aprova a regulamentação da profissão de psicopedagogia A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou há pouco o Projeto de Lei 3512/08, da deputada Raquel Teixeira (PSDB-GO), que regulamenta a atividade de psicopedagogia. Aprovada em caráter conclusivo, a proposta seguirá para análise do Senado. O relator, deputado Mauricio Quintella Lessa (PR-AL), advertiu que não é possível ao Legislativo ter iniciativa para criar o conselho da classe, como apontou a Comissão de Trabalho, de Administração e de Serviço Público. Ele votou pela constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa da proposta. Agência Câmara