borboletas

c

arte e terapia

MULHER!


Dia da Mulher - Recados Para Orkut

Confira mais figuras para Dia da Mulher:
[red]***[/red]http://www.ocomentarios.com/orkut/609/1/dia-mulher.html[red]***[/red]

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

MEMORIZAÇÃO E INTEGRAÇÃO


Técnicas de memorização ajudam no estudo 
      
Confira algumas dicas:
Você já pensou em por que nós nunca esquecemos coisas que aprendemos quando criança? O ser humano aprende, preferencialmente, pela repetição. A criança repete o que os pais falam, o que os pais fazem, as músicas e os gestos.
Mas na hora do estudo, a repetição para decorar o material didático não é a melhor fórmula. “Decoreba funciona? Sim! Muitos alunos passam de ano decorando. É a melhor estratégia? Não! Perde-se tempo e confiança no processo”, considera Renato Alves, preparador mnemônico e autor do livro “Não Pergunte se Ele Estudou – Como Desenvolver nos Filhos o Interesse e a Motivação nos Estudos”.
“É possível acelerar em até dez vezes o aprendizado utilizando ferramentas simples de memorização e pequenas mudanças de hábitos na rotina do aprendizado”, completa.
1ª Dica: Deixar de estudar uma matéria porque você não gosta dela – Nem todo mundo gosta de matemática. Mas você conhece alguém que tenha passado em um vestibular, por exemplo, sem saber o mínimo da matéria? O importante é intercalar: se você detesta matemática e adora história, pode começar com a primeira e, depois, se concentrar na disciplina mais “prazerosa”.
2ª Dica: Deixar dúvidas para trás – Não tirar dúvidas pode trazer sérios problemas. E se o que cair na prova for justamente o que você ficou com dúvida? É importante que o estudante frequente plantões ou arranje outros métodos para tentar entender o assunto. Durante os estudos, é prudente que ele anote os pontos obscuros da matéria para evitar que os esqueça.
3ª Dica:  Comer algo (muito) diferente na véspera de uma prova – Imagine a situação: um estudante tem, por hábito, comer uma feijoada de café da manhã, todos os dias. No dia do vestibular, ele decide comer algo “leve” e encara uma salada. O resultado é que, se ele não tiver sorte, pode até desmaiar de fome durante a prova. Claro que, em um dia de provas, o estudante deve preferir alimentos que deem energia (macarrão pode ser uma saída, por exemplo). No entanto, não dá para ingerir algo muito diferente do que se está habituado -o efeito pode ser pior. Peixes magros, linhaça, frutas amarelas e cítricas, muita água e chocolate amargo são alimentos que ajudam a manter a concentração.
4ª Dica: Não parar para descansar – Não estude mais do que quatro horas por dia, além do período que você está na escola. Maria Beatriz Loureiro de Oliveira, coordenadora do serviço de orientação do campus de Araraquara da Unesp (Universidade Estadual Paulista), recomenda uma soneca, caso o estudante esteja em casa depois de voltar da escola. “Descanse no mínimo 20 minutos. Uma cochilada. Eu fazia isso com meus filhos. Antes das 15h, não comece”, diz.
5ª Dica: Fazer anotações pouco eficientes – Quem nunca fez uma anotação e, dias depois, não conseguiu entender uma letra do que estava lá? Por isso, é importante ser preciso e criar estratégias de anotação, para que se tenha (pelo menos) ideia do que está na frente. Veja algumas dicas de como fazer boas anotações.
6ª Dica: Deixar de criar um hábito de estudos – Segundo a professora Maria Beatriz, criar um “padrão” de estudos ajuda bastante. Por exemplo: reúna tudo o que você precisa no seu local de estudos -como caneta, cadernos, livros etc. De acordo com ela, isso, claro, pressupõe uma organização anterior, para saber exatamente o que é necessário. “O aluno fala: ‘Ah, esqueci minha caneta’. Mas, daí, vai na geladeira pegar um suco…”.
7ª Dica: Estudar em grupo e levar tablet, celular, notebook… – Se os estudantes não tiverem um foco muito específico, esses objetos podem tirar a concentração e atrapalhar toda a organização de estudos. A professora Maria Beatriz ainda dá um aviso a pais e mães: não fiquem ligando para o filho para perguntar se ele está estudando. Isso só vai provocar o efeito contrário.
8ª Dica: Usar a internet para estudar e deixar Facebook, Orkut e MSN abertos – A professora Maria Beatriz dá um exemplo. “Tem alunos que dizem assim: ‘eu fico bem, deixo o computador ligado, estudo numa boa’. Daí fica dando sinal [de chat] no Facebook”, diz. Não serve a desculpa de “vou deixar o chat ligado para tirar uma dúvida com um amigo”: você pode tirá-la, depois, pessoalmente ou em um plantão de dúvidas.
9ª Dica: Usar estimulantes – Tomar café, energético ou alguma bebida à base de cafeína na hora do estudo só adia o cansaço: ele volta, depois, muito mais forte. O ideal é parar de estudar e descansar um pouco.
10ª Dica: Usar provas muito antigas para estudar para o vestibular – O ideal é pegar as provas aplicadas nos três últimos anos e verificar, também, se não houve mudanças no formato do vestibular. Questões de exatas, como as de matemática e física, por terem mais itens “clássicos”, estão menos sujeitas a mudanças. No entanto, questões de história e geografia cobram mais itens da atualidade, o que deixa provas mais antigas desatualizadas.
*-*-*
Para a coordenadora do serviço de orientação do campus de Araraquara da Unesp (Universidade Estadual Paulista), Maria Beatriz Loureiro de Oliveira, é importante que o estudante crie um hábito, uma rotina. E como criar esse hábito?
“Para criar hábitos de estudos e concentração, o estudante tem que tirar todas as outras preocupações. Naquele momento, ele tem que ficar mais ligado na questão de estudar”, diz.
Segundo a professora, há algumas dicas que ajudam. Ao chegar em casa depois da escola (ou do cursinho), por exemplo, descanse. “Nunca emende uma atividade na outra. Tire uma soneca de 20 minutos, faça um relaxamento. Busque nunca fazer atividade que exija ficar ligado em outras coisas”.
Além disso, é importante ser organizado. “Para criar hábitos de estudo, é preciso que se tenha todas as coisas. Isso pressupõe uma organização anterior. Deixe todas as coisas que serão necessárias por perto. O aluno fala: ‘Ah, esqueci minha caneta’. Mas, daí, vai na geladeira pegar um suco”, diz.
Tire as dúvidas depois
Maria Beatriz lembra um “truque” muito usado por estudantes para ficar, por exemplo, com o celular na mão enquanto estudam: consultar um amigo no caso de “dúvida”. “Deixa para depois. Faz um caderninho de anotação. Isso não tira concentração, dá mais tranquilidade e permite que eles se organizem no sentido de buscar esclarecer os pontos que estão difíceis”, afirma. Depois de “catalogar” as dúvidas no caderno, leve-as a professores ou a plantões.
Pais e mães podem ajudar nesse aspecto -evitando ligar justamente para perguntar se o filho está estudando. “A pessoa nunca deve deixar naquele espaço que ninguém interfira. Só em casos de urgência. Ninguém cria hábitos se houver alguém fiscalizando.”
O erro mais comum “O estudante quer absorver todo o conteúdo numa leitura só. A leitura de um texto implica em uma segunda leitura. Essa releitura é que faz o aluno fixar o aprendizado. O erro mais comum é a falta de paciência”, aponta Alves
O tempo para o estudante esquecer aquela informação é, em média, de três segundos, por isso um aluno que estudou o conteúdo superficialmente esquece rápido aquilo que leu.
Usar estratégias mnemônicas na hora do estudo estimula o aprendizado e faz com que o indivíduo guarde aquele conteúdo na memória por mais tempo, seja por três semanas ou para o resto da vida.
Elyzabeth Caetano, 34, gestora de recursos humanos, diz que os métodos de memorização ajudaram na hora de realizar a segunda graduação na universidade.
“Entrei com duas semanas de atraso na faculdade e, naquela semana, haveria uma prova de direito previdenciário. Eu não dominava o assunto e tinha uma apostila de 80 páginas para estudar. Aprendi a técnica de resumo e fichamento e isso me ajudou a realizar uma leitura mais rápida e objetiva e reter o conteúdo em um curto período”, conta.
Fonte: Uol Educação


Quem somos
Ações para integrar os alunos transferidos no segundo semestre  

Chegar a uma escola nova nunca é fácil para um estudante. A situação fica ainda um pouco mais complicada quando essa mudança é feita no meio do ano letivo. É preciso tomar uma série de providências para que esse aluno seja bem recebido, se sinta bem na escola nova e ainda tenha sua aprendizagem garantida, mesmo que ele tenha chegado à nova instituição com algumas defasagens.
Em meio a essa série de mudanças, o estudante e a família dele precisam de uma atenção especial da equipe escolar. A transição do aluno tem de ser feita com atenção para evitar que ele se sinta desmotivado e perca a curiosidade pela escola. Nesta e nas próximas páginas, listamos sete atitudes que devem ser tomadas pela equipe gestora para tornar esse processo mais eficiente:
1. Chame os pais para uma conversa informal
Na conversa com os pais, o coordenador pedagógico tem que ter o máximo de cuidado ao investigar os motivos pelos quais esse aluno está mudando de escola, principalmente se a causa não for mudança de endereço. Neste primeiro contato, é muito importante deixar a família livre para enumerar seus motivos e, eventualmente, omitir algumas informações. “É preciso primeiro estabelecer uma relação de confiança”, afirma Arlete Persoli, gestora do Centro de Convivência Social e Cultural de Heliópolis, em São Paulo. “Com o passar do tempo, professores e coordenadores pedagógicos descobrem algumas coisas”, diz. Nem sempre a família se sente à vontade para expor os problemas numa primeira conversa – não deixe a entrevista com um caráter investigativo, nem apareça com questionários ou formulários para os pais responderem. Um bate papo informal neste momento pode valer muito mais a pena.
Os pais precisam estar à vontade para contar os problemas e sentir que podem contar com a escola para resolvê-los.
2. Apresente a escola ao novato
A apresentação da escola aos novos alunos pode ser feita pela coordenação pedagógica ou pelos próprios colegas. Na EMEF Desembargador Amorim Lima, em São Paulo, quando um novo estudante chega no meio do ano, são os próprios alunos quem apresentam os espaços da escola. “Acreditamos que o aluno se sente mais à vontade quando é recepcionado por alguém que é seu par, e não por um gestor da escola”, diz Ana Elisa Siqueira, diretora da escola.
Seja qual for o modo de apresentação, é essencial que no dia em que essa criança começar, ela seja apresentada aos professores que vão dar aulas para ela e aos colegas que estudarão na sala dela. “Na hora da apresentação, reforce aos colegas da criança que eles vão precisar ajudar o amigo na hora do intervalo, apresentar os espaços da escola, mostrar onde é servida a merenda, onde fica o jardim, a quadra”, afirma Maria Inês Miqueleto, coordenadora pedagógica da EE Profª Maria Aparecida dos Santos Oliveira, em Ibitinga, São Paulo.
3. Apresente a escola e suas normas aos pais do aluno
Explicar o projeto político pedagógico da escola aos pais, bem como apresentar quais serão os conteúdos que o aluno terá até o final daquele ano letivo são atitudes essenciais para que a família saiba por que a criança vai ter ou não determinado conteúdo e de que forma ele será dado. Nesse momento, também é oportuno falar sobre o uso de uniformes e dar orientações sobre como essa criança pode cuidar do próprio material. Ao conhecer as regras da escola, os pais podem ajudar seus filhos a se adaptar mais rapidamente. Apresente também as conquistas já realizadas pela escola no decorrer dos anos, mas não se esqueça de expor as dificuldades e as providências que estão sendo tomadas para superá-las. “Manter o diálogo com os pais e gerar um sentimento de corresponsabilização da família pela participação e pelo desempenho dos filhos é bem importante neste momento”, afirma Arlete.
4. Converse com a criança
A criança precisa se sentir acolhida não só na sala de aula, mas na escola como um todo. Para isso, converse com ela no dia em que chegar à escola – procure saber de qual disciplina ela mais gosta e por que, peça para ela mostrar o material para você. Assim, ela mesma já conta o que aprendeu, quando etc.
Essa aproximação é importante porque, dependendo do contexto pelo qual esse aluno mudou de escola, ele já pode chegar achando que não vai ser bem recebido ou que está sendo observado de forma diferente. Aproveite este momento para informar ao estudante algumas regras básicas da escola – horários, abertura dos portões de entrada e saída, uso do uniforme e cuidado com os materiais.
5. Investigue o que esse aluno já sabe
Busque e analise o currículo da escola de onde esse aluno veio e conheça minimamente quais foram os trabalhos desenvolvidos pela criança. Se possível, peça aos pais que tragam o material didático que o filho usava na escola anterior – livros, cadernos, avaliações e o que mais tiverem à disposição. “Isso vai ajudar a definir qual será o melhor grupo de trabalho em que ele pode ser encaixado”, afirma Ana Elisa.
Nem sempre aplicar atividades de diagnóstico por escrito para esse aluno é o melhor caminho. Chegar à escola e começar a fazer um monte de avaliações pode desestimular o aluno. Analisar o desempenho dele nas atividades desenvolvidas em sala de aula, por meio do retorno dos professores, e ajudar a desenvolver estratégias para que esse estudante avance e alcance seus colegas podem ser estratégias mais interessantes.
Quando esse aluno chega com muita defasagem, às vezes é necessário encaminhá-lo para aulas de reforço. “O coordenador precisa que os pais se comprometam a levar os filhos, isso porque essas aulas acontecem no contraturno”, explica Maria Inês. “Essa recomendação é ainda mais importante quando as crianças são muito novas e não conseguem ir sozinhas para a escola”, diz.
6. Cuide dos procedimentos burocráticos
No ato da matrícula, a família já deve trazer o histórico escolar do aluno. Porém, a ausência do documento não pode impedir que a matrícula seja feita. A equipe gestora deve dar um prazo a esses pais, que não pode ultrapassar 60 dias, para receber a papelada – histórico, atestado de vacina, RG e CPF dos pais ou responsáveis e a ficha de matrícula preenchida. A transferência oficial deste aluno (mudança do registro dele no sistema) é feita por meio das Secretarias envolvidas.
7. Dedique um tempo da reunião de formação para falar exclusivamente desses alunos
O desempenho do aluno em sala e as respostas que ele dá a partir das intervenções feitas pelos professores precisam ser observados com atenção especial pelos docentes. Enquanto esse aluno estiver em fase adaptação, ele deve ser um dos assuntos previstos na pauta das reuniões da coordenação com os professores. Só conhecendo exatamente suas potencialidades e suas fraquezas é que a equipe escolar poderá ajudar esse aluno a se integrar à rotina da escola.

Fonte: Revista Abril

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

INTERNET LETRADA

Internet letrada

Quando a internet pousou nas telas dos computadores pessoais, proliferaram os profetas a afirmar a morte do texto. Este seria esmagado pelo pelotão de imagens e sons. Se uma imagem já valia mil palavras, na rede mundial passaria a valer um milhão delas.
Sons e imagens ganharam uma maravilhosa plataforma. Nasceu o Youtube dando canal a uma animada galera de videoastas e músicos. Mas o texto seguiu vivo e procriando, pois nunca a humanidade leu e escreveu tanto.
E-mail, chat, msn, wiki, twitter, facebook, espaços para comentários em sites e portais suplicam para que nossos dedinhos pressionem letrinhas no teclado. Expressar gosto, opinião, emoção, razão, amor e ódio - por meio de palavras - tornou-se tão natural quanto matar sede com água.

Empresas contratam caçadores digitais com o intuito de monitorar o que andam escrevendo sobre os seus produtos. Também por escrito, os web usuários trocam recomendações e críticas acerca de serviços. É a lança com flecha de verbo.
Pessoas escrevem blogs que vão da circunferência do próprio umbigo ao resgate do planeta, passando por todas as coisas e seres vivos ou mortos sobre a face da terra. Nem Gutenberg (1398-1468) - inventor da prensa móvel - daria conta desse derrame de letras.

É evidente que a qualidade do escrito varia na mesma proporção do aumento da quantidade. Há os que dizem que a escrita na internet é ruim. Reclamam do abuso de abreviaturas, dos erros de ortografia, das semânticas disléxicas, das sintaxes tortuosas.
Deve ser verdade. Mas essa verdade não modifica o fato de que jamais se escreveu tanto. Filhas e filhos de pais que só escreviam bilhetes, ou folhinhas de cheque, hoje não se furtam a comentar o mundo pela rede digital.
Mas vamos ao ponto: como se tornar minimamente visível num universo com excesso de escribas? Como garantir que seu comentário, mensagem, poema, declaração sejam lidos? Não há receita.
Sem manual, vale o bom senso. Quanto melhor você escrever, maior a chance de cativar leitores. Então cuida aí do português, relendo antes de postar. Cuida das frases para que elas tenham ritmo, coesão e coerência.
E persiga - com obstinação, técnica, coração - as três medalhas de ouro da comunicação escrita. São elas: clareza, clareza e clareza.
* Foto: "Instalação Sophie Calle", Régine Ferrandis, de Avignon.

terça-feira, 31 de julho de 2012

RACISMO!

Racismo se aprende em casa

Quais são os valores que você está passando para os seus filhos? (Foto: Thinkstock)
Oi, leitores! Há uma semana, mais ou menos, noticiei no Primeiro Jornal a denúncia de que uma avó não queria que o neto de 4 anos dançasse com uma coleguinha negra na escola. O caso teria acontecido em Contagem (MG) e, segundo a professora Denise Cristina Aragão (que pediu demissão depois do acontecido por achar que a escola foi negligente), a avó, uma senhora de 54 anos, teria xingado a menina negra de "preta horrorosa e feia" e ameaçado tirar o neto da quadrilha por causa da parceira de dança dele.
O caso continua sendo investigado, já que o delegado Juarez Gomes acredita não ter indícios suficientes para enquadrar a avó pelo ocorrido, pois a menina não foi impedida de dançar. Aliás, o preconceito é um crime inafiançável, ou seja, não pode ser "anulado" com o pagamento de fiança.
A lei diz que o racismo é caracterizado pela Lei Federal nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989 que, em linhas gerais, diz que fica configurado o crime quando há impedimento ou negação de acesso, emprego, matrícula, hospedagem, entre outros, por conta de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito por conta dos mesmo fatores, da forma geral, também é considerado racismo. Segundo advogados, nesse caso a pena pode chegar a nove anos de prisão de acordo com as combinações de artigos. A injúria é tipificada pelo artigo 140 do Código Penal e a pena varia de um a seis meses de detenção ou multa em caso de ofensa da dignidade ou do decoro de uma pessoa. Também há o agravante da violência, que eleva a pena para a variação entre três meses e um ano de detenção, além da multa e punição pela violência. O último agravante diz respeito à injúria com elementos de raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. Nesse caso, a pena varia de um a três anos de reclusão, além da multa.
Não sou juíza, delegada, não tenho aqui o objetivo de discutir leis. Mas esse é um espaço que usamos para discutir temas relacionados a maternidade, certo? Pois bem, o preconceito é um tema importante. Ninguém sai da maternidade com preconceito. Nenhum bebê branco implica com bebê negro, ou japonês, ou azul, ou verde no berçário. Isso é passado dos pais (avós, tios, que seja)  para os filhos. Pena que enquanto muitos pais tentam passar bons exemplos, outros transmitam esse tipo de absurdo.
O que fica dessa história toda para mim, e que resume o que eu penso, é a declaração que eu vi da mãe da menininha no fim da reportagem que exibimos no Primeiro Jornal. A atendente de telemarketing Fátima Adriana Viana da Silva de Souza, de 41 anos, disse apenas que sentia muito por esse menino, que pode crescer acreditando que é melhor que os outros. É, Fátima! Se Deus quiser, sua filha vai esquecer esse episódio e vai crescer  com valores e respeito ao próximo. Quanto ao menino, não podemos garantir isso, tudo vai depender da educação que ele recebe.
Beijos
Pati

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Loucura!

Arregace o cérebro

Houve uma época em que o estudo precedia o trabalho. Caderno, lápis, borracha antecediam a máquina de escrever, a caixa registradora, o talão de nota fiscal. Vivíamos em um mundo ordenado, indo da causa ao efeito na linha do tempo. Primeiro, você era aluno. Depois, profissional.

Essa lógica escafedeu-se pelo buraco da camada de ozônio. Foi para o espaço! Hoje somos aprendizes e professores em uma só pessoa. Não importa se você tem dois meses ou trinta e sete anos de experiência. Mesmo com níveis e necessidades diferentes, o mais jovem e o mais velho precisam seguir estudando.

Apreender não só novos conhecimentos, competências, habilidades. O prato do dia é aprender a se mover em um mundo que - numa velocidade expressionante - muda, surpreende, machuca, deleita, deleta, incorpora.

É como se todos estivéssemos vendo tudo pela primeira vez. Sensação agudizada pelas TICs - tecnologias da informação e comunicação. Faz pouco tempo ninguém, de 3 a 90 anos, imaginava o que era um tablet. Agora não só sabemos, descobrimos como usá-lo.

Nosso papo está indo para aonde? Para a certeza de que ninguém está pronto a dispensar conhecimentos. Caderno, borracha, lápis podem ter ficado nas gavetas do passado, mas a aprendizagem ganhou uma urgência urgentíssima. O aprender o tempo todo é o canto do galo das novas manhãs.

Tanto faz o jeito. Você pode aprender degustando livros e jornais em uma biblioteca. Aprender no quarto da sua casa suburbana acessando a imensa rede digital. Aprender conversando com desconhecidos na rua. No trajeto da barca Rio-Niterói. Na linha amarela do metrô de Sampa. Nos currais dos bois Garantido e Caprichoso em Parintins.

Você terá que fazer. Pouco importa quais ferramentas usará para fomentar as atualizações. Elas o farão seguir vivo na sua profissão, no seu negócio, na sua Ong, no seu ócio. É tudo muito rápido. O que sabemos hoje teremos que saber melhor amanhã.

Quando a necessidade de aprender conhecimentos, competências, habilidades, lógicas acaba? Não acaba. Quer dizer, ela termina quando a gente termina. Aliás, terminar-se ou findar-se é única coisa no mundo para qual não carece pressa.

* iPhonografia: Régine Ferrandis, de Paris

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Psicanálise - A função da Família na Educação.


bar.gif (331 bytes)
A Função da Família na Educação
 
É imprescindível que as crianças para se tornarem cidadãos instruídos, precisam de uma boa formação escolar. Isso é possível quando se encontram com professores desejosos de transmitir o que sabem para, assim, desenvolver no aluno um desejo de saber, o que é lido como curiosidade e investigação para aprender.
A escola representa um lugar de emancipação da criança a respeito de seu grupo familiar, onde a criança vai poder estar e falar com outros além de seus pais. Sendo um campo onde ela estabelece outros laços que lhe possibilitam receber recursos que poderá utilizar no futuro: com outros semelhantes, na escolha de profissão, etc.
Dito isso, fica claro que a escola propicia a socialização da criança, mas, é a família e sua função um dos maiores responsáveis pela educação e desenvolvimento dos filhos. Até para que a Educação pedagógica possa ser efetivada, para que ela tenha eficácia, depende da estrutura familiar do aluno.
Quando a família valoriza os estudos - a aprendizagem - estimula no filho o mesmo. O interesse dos pais no que seus filhos produziram, aprenderam, faz com que eles (filhos) sintam-se valorizados em relação ao que fizeram.
O gosto pela leitura, a curiosidade em saber, em descobrir são homólogas a outras curiosidades e não estão desvinculadas da curiosidade sexual. Mas em muitas famílias o sexual é um assunto proibido e, dependendo do grau de dificuldade em falar sobre esse assunto, isso aparecerá na dificuldade da criança em ter outras curiosidades, incluindo a de saber em sala de aula.
As garatujas, os rabiscos, os desenhos e as letras são produções que primeiramente são endereçadas ao Outro – entenda-se, por Outro, a mãe e o pai ou aquele que tem a função de cuidar e ensinar à criança. E vai depender de como vai ser o acolhimento disso, o que a criança fará depois.  Se vão continuar produzindo ou se sofrerão inibições, impossibilidades de continuar descobrindo, evoluindo e fazer associações com a família das letras.
Sabemos que quando algo não vai bem na esfera familiar, os sintomas aparecem na escola, tais como: as dificuldades de leitura, de aprendizagem; dificuldades em disciplina, o que chamamos limites, na participação em grupos, etc.
A aquisição da leitura, portanto, é um processo que depende da passagem por outras fases: primeiro tem lugar os rabiscos, os traços no papel onde somente a criança pode dizer o que desenhou. Pois o traço no papel representa a estrutura psíquica dela e é homóloga a uma assinatura. Por esse motivo o desenho de uma criança não se confunde com o de outra. Depois, temos as formas até chegar às letras, as sílabas e por fim as frases e seu encadeamento.
E o desenvolvimento desse processo dependerá da estrutura familiar. Dependência, que está vinculada aos limites, à possibilidade de que estejam operando em casa, para que isso seja possível.
Um lar desestruturado, sem limites, sem condições básicas, atrapalha o desenvolvimento escolar da criança. Uma dificuldade escolar - seja ela qual for - geralmente está camuflando outras dificuldades, o que chamamos de sintomas emocionais. Por que tem um conflito emocional, a criança apresenta em seu corpo e comportamento aquilo que não está podendo ser dito em palavras.
Encontro em minha experiência de psicanalista, crianças com sérias dificuldades escolares e, nas entrevistas com os pais, descubro que existem outros problemas. Dificuldades no casal parental, em relação ao nascimento de um filho, dificuldades no trabalho, algumas vezes uma doença na família, uma mudança, etc. Portanto, á maioria das dificuldades que as crianças apresentam são provenientes de sintomas dos pais. Acontecimentos que os pais ou um deles não está conseguindo resolver e isso é transmitido aos filhos.
“O pensamento não é autônomo, é por sua articulação com o desejo, que o sujeito se reconhece autor de seu pensamento”.

A criança quando não tem dificuldades de ler ou escrever, de fazer uso das letras, de mostrar o que sabe, geralmente é porque está convivendo em uma boa harmonia familiar, quando não tem obstáculos em suas relações familiares.
Mas também, é fundamental que os ensinantes, os educadores, tenham uma boa formação, conhecimentos e desejo para transmití-los aos seus alunos. Um professor com pouco desejo terá pouca ou nenhuma possibilidade de transmissão, pois ele não “contagiará” seu aluno, se ele não tiver causado.
Em contrapartida, encontramos exemplos de alunos que têm bons professores, escolas e condição ambientais favoráveis (materialmente), mas não se desenvolvem como esperado, pois a causa reside em conflitos familiares. Podemos encontrar pais que não se interessam por seus filhos (porque acreditam que eles vão para a escola para brincar); brigas na família; doença em algum familiar; pouca expectativa no filho, crianças muito mimadas. Enfim, a relação pode ser extensa.
Podemos encontrar um exemplo bem comum que é, quando os pais passam por um processo de separação, os filhos apresentam dificuldades escolares. E dependendo de como os pais vão fazer, como falarão com seus filhos, estes poderão deslocar ou extinguir os sintomas. Sendo muito importante que eles falem com seus filhos, que expliquem o que lhes aconteceram para tomarerm tal decisão.
O que mais encontramos são famílias que não querem falar sobre o assunto, calam-se e o não saber sobre sua história, desloca-se para o não-saber em sala de aula.
Atendi uma garota de 4 anos que não conseguia aprender na escola e quando fui atender aos pais e fazer as entrevistas, descobri que ela ainda era tratada e cuidada como um bebê; usava fraldas, tomava mamadeiras, chupava chupeta e não conversavam com ela, “pois achavam que ela não entendia”. A consequência disso foi o fracasso que a garota tinha na escola “pois os bebês não podem fazer coisas relativas à criança de 4 anos”. À medida que esses pais foram tratando sua filha como uma garota capaz, ela foi se desenvolvendo na escola.
Para concluir, quando algo não vai bem em sua casa, quando a estrutura familiar não possibilita harmonia, ou quando os pais não se interessam pelo que seu filho faz, o reflexo disso aparecerá na atividade escolar. Poderá até - em alguns casos - aprender as letras, aprender a escrever, mas não conseguirá estabelecer laços nem com o professor, nem com os semelhantes. Poderá com muito custo e dispêndio atravessar sua fase escolar.
Como disse acima, na escrita a criança se mostra, é sua imagem que ela representa no (rabisco) garatuja, traços, formas e letras, porém, se tem algo que não vai bem em seu psíquico, se ela tiver algum sofrimento emocional, muito provavelmente terá dificuldades na escola.
Geralmente a problemática familiar já existe, mas a entrada da criança na escola vai revelar o mal estar subjacente, pois é o momento em que ela vai se mostrar para os outros, que vai ter que organizar-se para poder aprender ás letras, dirigir sua pesquisa para outro saber, não somente o saber sobre o sexual, nascimento dos bebês, teorias sexuais infantis, mas, o saber dirigido ao intelecto.
E como esse comportamento - dificuldade escolar - aparece no meio social, os pais sentem-se pressionados para procurar uma ajuda. Existindo, porém, uma grande dificuldade em pedi-la, como se isso atestasse que eles falharam. O que eu fiz? Será que não é um problema de adaptação? Perguntam.
A escola muitas vezes fica em um impasse, pois sabem que algo não está bem com a criança, mas, sabe da dificuldade de alguns pais em aceitar que a criança ou eles precisam de uma ajuda. Porém, é imprescindível que fiquem atentos para os sintomas escolares que seus alunos apresentam, que os questionem, investigue sobre a história familiar, que não coloquem uma mão simbólica em cima, que faça seu aluno falar, para que eles possam colocar em palavras o que ele está mostrando em ato.

Andreneide Dantas

terça-feira, 3 de julho de 2012

Depressão dos pais pode influenciar problemas emocionais na criança


Um quarto dos filhos com pais depressivos sofrem com distúrbios comportamentais

Por Minha Vida - publicado em 09/11/2011

Crianças com pais que possuem sintomas de depressão ou outra condição mental têm um risco maior de desenvolver problemas comportamentais ou emocionais, diz estudo da New York School of Medicine (EUA) e publicado no periódico Pediatrics.

A pesquisa analisou 21.993 crianças que moram com seus pais. Eles perceberam que, se a mãe tem sintomas depressivos, o risco de a criança ter problemas emocionais ou comportamentais é maior do que se o pai é afetado por esses mesmos sintomas.

Os pesquisadores descobriram que a taxa desses problemas nas crianças são:

- 25% se ambos os pais têm sintomas de depressão;
- 19% se apenas a mãe é afetada;
- 11% se apenas o pai é afetado;
- 6% se nenhum dos pais é afetado.

Para os estudiosos, pesquisas futuras são necessárias para identificar problemas mentais nos pais. 
Dicas para você sair da depressão

Todos os dias podem parecer uma batalha quando você está deprimido. O tratamento médico e as terapias são os passos mais importantes a serem dados para a plena recuperação. Porém, existem coisas que você pode fazer que ajudam a se sentir melhor. Veja as dicas que a psicoterapeuta cognitivo comportamental Evelyn Vinocur dá para você se afastar de vez da depressão:

1) Reconheça os sinais precoces
É importante reconhecer e tratar a depressão o mais precoce quanto possível, o que diminuirá os riscos de você deprimir novamente. Se você fingir que o problema não está ocorrendo, provavelmente você se sentirá pior. Você precisa observar os tipos de eventos que contribuíram para a depressão no passado e ficar alerta aos sintomas precoces.

2) Estabeleça objetivos possíveis
Você pode se sentir esgotado pelas mínimas que fizer em casa ou no trabalho. Não seja durona com você. Lembre-se que a depressão é uma doença e que você não deve extrapolar além das suas possibilidades. Mantenha o foco em metas objetivas, pequenas, realísticas e alcançáveis e assim você vai facilitar a sua volta as rotinas em casa, com a família e no trabalho.

3) Faça o que gostar
Tire um tempo para fazer coisas que goste. Reúna-se com amigos. Caminhe. Vá ao cinema. Jogue um jogo que você já não joga há anos.

4) Não tome decisões importantes
Uma vez que a depressão pode distorcer a sua interpretação das coisas, é mais prudente não tomar nenhuma decisão importante nesse momento, como pedir demissão do emprego, ou se mudar, etc., até você melhorar da depressão.

5) Não beba
Apesar de você achar que o álcool pode fazê-lo se sentir melhor, o álcool pode piorar muito a sua depressão. Pessoas deprimidas estão em alto risco de se envolver em abuso de álcool ou de outras substâncias psicoativas e o álcool interage com os antidepressivos.

6) Faça exercícios
Existem cada vez mais evidências que o exercício ajuda na depressão leve ou moderada. Encontre uma atividade que você goste, comece devagar e repita três vezes na semana, por 20 a 30 minutos.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Insucesso Escolar: Intervenção atempada é a solução

Defende especialista em psicopedagogia

Insucesso Escolar: Intervenção atempada é a solução

Uma intervenção precoce e uma supervisão do trabalho realizado pelos diferentes intervenientes no apoio a alunos com dificuldades escolares fariam reduzir o insucesso escolar destas crianças, defendeu esta quinta-feira Amélia Martins, especialista em Psicopedagogia.

16/02/2012

Em declarações à Lusa, a propósito de um estudo que realizou no âmbito da sua tese de doutoramento, a professora de Ensino Educação Especial e especialista em Psicopedagogia Especial, concluiu que "os apoios eram dados dentro da sala de aula, iniciados tardiamente e que o trabalho desenvolvido nem sequer era conhecido pelo professor do ensino regular responsável pela turma".
Desta forma, a especialista defende que "a supervisão tem de ser imediatamente implementada, porque só assim se faz uma orientação prévia e atempada, de forma a encontrar recursos e espaços adequados para um trabalho contextualizado e adequado a cada criança".
Amélia Martins entende que essa supervisão deveria ser feita pelo professor de Educação Especial, porque é "o que domina as áreas todas, a pedagógica e a da psicologia".
De acordo com a docente, quando os responsáveis não procuram apoio atempadamente, as crianças podem apresentar sintomas de ansiedade ou sinais depressivos, como perturbações do sono, perda de apetite, dores sem causa física aparente, tristeza, isolamento, aumento da desmotivação escolar e aumento de problemas comportamentais.
Todos estes factores, resultantes do insucesso escolar, tendem a agravar-se, se não forem adoptadas as medidas mais corretas para debelar as causas que explicam o insucesso manifestado pela criança.
Para Maria Amélia Dias Martins, um dos erros frequentes dos pais e educadores é rotular as crianças de desinteressadas e preguiçosas.
"Todas as crianças querem ter sucesso e todas desejam fazer boa figura perante os pais, professores e colegas. Quando tal não acontece, é porque algo se está a passar e a criança precisa de ser avaliada e, se tal se justificar, de ser tratada", acrescentou.

sábado, 2 de junho de 2012

Como a educação infantil influencia na vida adulta do seu filho

Marcio OrsoliniAtualizado em 27.04.2012

Getty Images


Ele pode não se lembrar, mas o impacto positivo das brincadeiras, da contação de história e de outros estímulos na infância persistirão por até 30 anos, refletindo em maior facilidade para construir uma carreira

.
A, B, C... Independentemente da classe social, as famílias querem sempre deixar uma herança comum aos filhos: uma boa educação. É claro que o tema instiga a discussão sobre escolas caras, cursos de artes, música, línguas, entre outros. Mas o foco do assunto é outro.

Um estudo da Universidade da Carolina do Norte utilizou as mesmas letras que distinguem as classes sociais para mostrar que uma formação educacional de qualidade independe da renda. Em 1972, o chamado projeto Abecedário recrutou 111 crianças de famílias americanas de baixa renda, a partir dos 4 meses de idade. O grupo foi acompanhado periodicamente, ao longo de 30 anos, com o objetivo de entender como a educação infantil refletiria na vida adulta em comparação com um grupo de controle.


Os principais resultados: os anos de escolaridade do time avaliado somaram, em média, 13.46 anos, enquanto o grupo de controle contabilizou 12.31 anos. Aos 30 anos, os participantes da pesquisa tinham 4,6 vezes mais probabilidades de obter diplomas universitários e 2 vezes mais chances de conseguir um emprego, embora não tenham sido mensurados os impactos socioeconômicos de uma graduação superior. A partir dessas constatações, os cientistas foram buscar justificativas e as encontraram nos estímulos que esses indivíduos receberam na educação infantil. Isso se traduz na participação dos pais em brincadeiras simples, leitura de livros e outras atividades que desafiavam a capacidade cognitiva dos filhos quando pequenos. Leia mais sobre o papel dos pais no aprendizado infantil.


A formação das principais características da personalidade da criança acontece nos três primeiros anos de vida. “É quando ela começa a aprender sobre o mundo”, diz Elizabeth Pungello, co-autora do estudo. “Nessa fase, o desenvolvimento do cérebro está em pleno vapor. É uma boa oportunidade para os adultos o estimularem de maneira lúdica, divertida, ou seja, contarem histórias adequadas à idade, levarem as crianças ao mercado, dando explicações sobre os itens que compram”, exemplifica. Saiba outras informações sobre estímulos e desenvolvimento.


De acordo com a cientista, essa bagagem permitirá que a criança identifique, quando crescer, as melhores oportunidades para ela. Nos primeiros anos de vida, destaca-se o desenvolvimento da autorregulação de competências. Em outras palavras, o pequeno aprende a focar a atenção em questões importantes, adquire comportamentos de controle e habilidades de comunicação.


Vale ressaltar que, nos casos estudados, as crianças frequentavam escolas que as reuniam em pequenos grupos. “É melhor procurar instituições de ensino em que os professores sejam responsáveis por um número menor de alunos”, aconselha a pedagoga Rosa Coelho, que trabalhou durante 30 nas redes públicas de São Paulo, com características semelhantes às da pesquisa americana. “Turmas muito grandes não permitem que os professores dediquem a devida atenção aos pequenos, desenvolvendo atividades criativas.”, justifica.


Em casa, os pais também podem contribuir para o desenvolvimento, com alguns recursos simples . “Estimule seu filho com brincadeiras instrutivas, converse com ele”, diz Rosa. Por fim, “nunca empregue aquele linguajar infantilizado para se igualar ao bebê. Fale com ele corretamente, para que ele se habitue à pronúncia da língua.”

Dez coisas que uma criança com Síndrome de Asperger gostaria que você soubesse

http://www.facebook.com/l/6AQGlpduhAQGhXmSw8TOHS-Sobbyzxc4wajCIRHDPXS59zg/www.youtube.com/watch?v=4tzHqUtUaA8&feature=share

Mãe comemora a 2ª Formatura de filho com down!

http://www.facebook.com/l/HAQHYH4MKAQEDSogV1QgQQbdy7vA-1OkBdwjkoanfpc6aJg/g1.globo.com/parana/noticia/2012/05/mae-comemora-2-formatura-de-filho-com-down-superamos-o-preconceito.html

Os cérebros mais eficazes são os das pessoas mais distraídas

 

Autor: João Miguel Ribeiro
Quinta-feira, 22 Março 2012 13:00
As pessoas com maior memória operacional têm maior tendência a distraírem-se. Um estudo recente demonstrou que quem realiza mais raciocínios em simultâneo tem menor capacidade para absorver a informação durante as tarefas de rotina.

Quem consegue captar mais informação e trabalhá-la é, também, quem mais facilmente se distrai. Segundo um estudo científico publicado na revista Psychological Science, os investigadores Daniel Levinson e Richard Davidson (universidade de Wisconsin-Madison, EUA) e Jonathan Smallwood (instituto Max Planck, Suíça) estabeleceram a ligação entre a maior memória operacional e a tendência do cérebro em dispersar-se por diversos pensamentos.
"Os nossos resultados sugerem que o tipo de planificação que as pessoas fazem frequentemente na vida diária, como quando estão no autocarro, vão de bicicleta para o trabalho ou tomam duche, é, provavelmente, efetuado através da memória operacional", afirmou Jonathan Smallwood, explicando que "os cérebros estão a tentar alocar recursos nos problemas mais prementes".
Esta forma de definir prioridades leva a que a maior memória operacional atribua uma maior capacidade para a realização de diversos raciocínios em simultâneo, tendo como consequência a dispersão da concentração. "É quase como se a atenção estivesse tão absorvida por outros pensamentos que não sobrasse espaço para recordar o que pretendiam estar a ler", referiu Daniel Levinson.
Isto porque a tendência de dispersão é maior quanto mais rotineira é a tarefa. Neste caso, o investigador referia-se a uma das conclusões observadas no estudo, em que os voluntários com maior memória operacional demonstraram um maior esquecimento de um livro que haviam lido durante a experiência. Esta conclusão foi reforçada com a introdução de fatores de distração sensorial, os quais vieram diminuir a tendência para a dispersão.
O estudo teve por base a observação dum grupo de voluntários que tinha de repetir algumas tarefas básicas, como premir um botão ao ler determinada letra num ecrã ou ao ritmo de cada inspiração. Registados quais os voluntários que mais se dispersavam da tarefa a executar, os investigadores passaram a medir a memória operacional, através da memorização de séries de letras enquanto resolviam problemas matemáticos.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

NÃO MISTURE AS COISAS SE VOCÊ AMA SEUS FILHOS!

Mãe de Salto Alto

Separação: como proteger os filhos da dor?

Oi, gente! No meu tempo de escola as crianças que tinham pais separados eram minoria. Entre as minhas amigas não tinha nenhum caso. Cresci e as coisas mudaram bastante. Entre minhas amigas hoje a maioria está no segundo casamento. Outras até no terceiro. O que significa isso? Significa que as famílias mudaram, como todo mundo sabe, e que a gente tem que mudar nossa cabeça, o que pouca gente se dispõe a fazer.
Digo isso porque conheço poucos casos como o da madrinha da minha filha Maitê. Muitos anos atrás ela se casou com um homem que era separado e tinha dois filhos. Recebeu as crianças como se fossem filhos dela. Até aí tudo bem, até é normal. O bacana foi o que ela fez com a ex do marido. Generosa como poucas pessoas, ela ajudou essa mulher a entender que estava lá para somar, para ser mais um membro daquela família. E foi isso que aconteceu. Hoje eles todos formam uma grande família. Tempos atrás uma das meninas engravidou e a minha amiga recebeu a notícia, por meio da ex do marido dela, da seguinte maneira: eu e você vamos ser avós! Legal, né? É, mas nem sempre é assim... muito pelo contrário!
Sei que a separação é um momento delicadíssimo e que as pessoas saem machucadas dele. Sei que muita gente não aceita e luta com todas as forças pra reconquistar um amor que já não existe mais. E sei também que, por tudo isso, muitas vezes as mães usam os filhos para torturar os ex-maridos. Será que é justo?
Como será que cresce uma criança que ouve a mãe depreciar o pai? Uma criança que é jogada contra a nova companheira desse pai? Que cabeça vai ter essa criança quando crescer e for formar uma nova família? Nem precisamos ir tão longe...que cabeça vai ter essa criança pra lidar com os problemas dela, do cotidiano (escola, namorados)?
Será que nessa hora não seria mais bacana deixar o egoísmo de lado e permitir que a criança forme os laços que ela quiser com o pai, a madrasta, os novos irmãos? Será que vale a pena transformar a vida de todo mundo num inferno ou é melhor conquistar novos aliados, gente que, no futuro, pode te ajudar na educação e criação dos seus filhos?
Não tenho dúvidas da resposta. Todo mundo sabe tudo que os especialistas preconizam nesses casos. Mas hoje quero levar você a refletir. Será que quando o amor do outro acaba nós temos que acabar com a relação dos nossos filhos com o nosso ex-amor? Acho que não, né? O seu ex pode ter sido um péssimo marido pra você, mas pode ser um ótimo pai para seus filhos.
Um beijo
Pati


Especialistas ensinam como utilizar as ferramentas da web para ter uma boa reputação online e se destacar dos demais candidatos.




*Por Mariana Parizotto
No começo deste ano, vários sites e jornais noticiaram o caso da inglesa Kimberley Swann que foi demitida após comentar no Facebook, site de relacionamento mais acessado no mundo, que seu trabalho era chato. O chefe da jovem ficou sabendo e Kimberley recebeu uma carta informando seu desligamento do emprego.
Muitos podem acreditar que se trata de um caso isolado, porém o acesso ao mundo virtual já é uma tendência de mercado. "Às vezes as empresas entram no perfil virtual dos candidatos e até mesmo dos funcionários para saber mais sobre a pessoa, por isso tem que tomar cuidado com as comunidades, as fotos e as palavras que possam demonstrar falha de caráter", explica Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.com.br.
Para Andreia Ferreira, consultora da Luandre Recuros Humanos, quem está disputando uma vaga de emprego tem que redobrar as atenções, já que algumas empresas de recrutamento acessam os perfis virtuais dos candidatos como uma ferramenta complementar ao processo seletivo. "O perfil virtual (Orkut, facebook) pode fornecer mais informações sobre o candidato através das comunidades relacionadas, do estilo de comunicação que o mesmo estabelece em seu network, suas preferências e aspirações. Desta forma, é possível cruzar as informações virtuais com as fornecidas durante entrevista", relata.
Resumidamente, as empresas já descobriram que a internet é uma ótima fonte de pesquisa para avaliar e conhecer melhor os candidatos, portanto utilizá-la de maneira inteligente faz toda a diferença!
Reputação Online

A grande dica para manter uma imagem positiva na internet é ter um perfil equilibrado e decente. No orkut, por exemplo, comunidades como "Eu odeio meu chefe", "Eu odeio trabalhar de segunda-feira" ou "Odeio acordar cedo" devem ser abolidas do perfil. "Esse tipo de comunidade passa uma imagem ruim da pessoa. Você quer contratar profissionais que tenham bons relacionamentos, boas atitudes", comenta Marcelo Abrileri.
Por mais que algumas redes de relacionamento ofereçam um ambiente mais descontraído, é preciso imaginar a internet como uma vitrine. "Dependendo do conteúdo do perfil, parece que a pessoa só se interessa por festas, alguns demonstram comportamento ou vocabulário promíscuo e isso é muito desfavorável", conta Bianca Maria do Valle, especialista em Recursos Humanos da Trendset Consultoria.
Ainda neste aspecto, Guilherme Tossulino, analista de sistemas e de planejamento de soluções web, afirma que manter um perfil no Orkut apenas para compartilhar fotos das festas do final de semana e das viagens de férias com seus amigos não agrega muito para a carreira.
Muito mais do que manter uma boa imagem e evitar "gafes virtuais" que possam comprometer sua vida profissional, a reputação online também está ligada ao que você produz na web. "É interessante participar de fóruns de discussão, blogs com temas relacionados ao trabalho, à formação acadêmica. Escrever requer estudo e conhecimento, com isso o profissional se obriga a estudar e a entender sobre aquilo que está escrevendo. Exercita a crítica, a formação de opinião, a escrita e ajuda muito na formação da reputação online", aconselha Guilherme Tossulino.
Segundo o presidente da Currículum, as empresas apreciam candidatos que utilizam as ferramentas que a web oferece. "O profissional que tem trabalhos publicados na internet ou se mostra de maneira bem posicionada nos fóruns de discussão passa a idéia de ser ativo, ligado e atuante. As empresas procuram isto!", ressalta Marcelo.
Outra opção é participar de redes sociais destinadas à vida profissional, como o Linkedin, um verdadeiro banco de currículos profissionais e networking digital. "Em alguns sites especializados e redes de relacionamento já é possível deixar depoimentos sobre como foi trabalhar com tal pessoa e isto acaba funcionando como uma referência profissional online", aponta a consultora Andreia Ferreira.
O fato é que a internet é uma fonte inesgotável de conhecimento e possiblidades, então o profissional que deseja estar na frente precisa, antes de tudo, saber usar as ferramentas do mundo virtual a seu favor!
*Mariana Parizotto é jornalista do site Dicas Profissionais.


EU RECOMENDO  http://www.internetdinheiro.com.br/70423

terça-feira, 22 de maio de 2012

A importância da Família como primeiro espaço educativo



A família é o primeiro espaço onde cada indivíduo se insere e o qual ajuda na promoção de o ser pessoa. É neste contexto que ele se conscientiza dos seus papéis primários e onde se inicia o processo de socialização primária, que o leva à articulação com a comunidade.
É no seio familiar que se faz a transmissão de valores, costumes e tradições entre gerações.
A educação, aqui, é processada sem regulamentos técnicos, onde constitui maior relevância aquilo que o indivíduo é e não aquilo que ele é capaz de fazer.
Desde sempre, a família acaba por surgir como um lugar onde se aprende a viver, ser e estar, e onde se começa o processo de conscientização dos valores sociais inerentes à sociedade e sem os quais esta não consegue subsistir. É neste ambiente que o indivíduo aprende a respeitar os outros e a colaborar com eles.
A família surge com direitos e deveres. Estes deveres estão consagrados na Constituição da República e nos valores sociais e morais respectivos à sociedade. Os pais dão vida aos filhos, a partir daqui cabe a eles dar-lhes o apoio de que necessitam, a educação e as condições necessárias para o seu crescimento saudável.
A família tem um papel educativo essencial. Dela vai depender a definição do quadro de referência primário para a prática educativa. No entanto, o desenvolvimento contínuo da função parental está longe de ser linear e positivo. Existem períodos de concordância que resultam em desenvolvimento para todos, mas também surgem momentos de desacordo que põe a família frente à educação com um profundo mal-estar.
O meio familiar exerce uma das mais importantes influências no desenvolvimento das capacidades cognitivas e na estruturação das características afetivas dos filhos. No entanto, a educação familiar não deve entoar só os efeitos do desenvolvimento dos filhos. A família deve ser considerada um ecossistema da educação.

Como você age com seu filho?

Relação entre pais e filhos nos dias atuais:

Como está o mundo hoje?

• Violência;
• Guerras;
• Novas descobertas científicas, novos remédios, novas técnicas de operação (micro-cirurgias ao invés de grandes cortes nas pessoas, etc.);
• Um bombardeio de informações através da televisão, jornal, rádio, internet;
• Novos produtos, maciça propaganda de lançamentos de produtos para todas as finalidades;
• Aumento do desemprego;
• Exigência de novas especializações para as pessoas poderem se empregar
• Ex: pessoas ter o segundo grau ou nível médio para poder ser caixa de supermercado; saber trabalhar usando o computador, etc.
• Frente a tudo isso, o pai e a mãe olha para seu filho e sente preocupação de educá-lo para a vida, para enfrentar essa nova realidade. O QUE FAZER? Como deve ser a relação entre pais e filhos nos dias atuais?

Como deve ser o lar?

• Lugar de acolhida, proteção e amor;
• É o ninho da intimidade: sem o medo, livre de preocupações, tensões, pressões;
• É o oásis da tranqüilidade: o lugar onde há sempre alguém que espera.
• É o porto onde nos equipamos para enfrentar o mundo exterior;
• É o ginásio de esporte onde se treina. Podem expressar suas forças e idéias, pois são amados.
• Em casa pode-se aprender errando;
• É a clínica do coração: perdão e encorajamento;
• É o lugar do intercâmbio afetivo entre gerações;
• É o terreno onde afundam as raízes da identidade.
• Dentro da casa nasce o “nós”, a nossa família;
• É o lugar mais bonito para se viver e crescer.

É vital ensinar os filhos a amarem a casa da família e a sentirem-se responsáveis por ela, para que todos possam transmitir sempre esta mensagem:

“Sinto-me tão feliz por estar aqui, com você”.

Que atitudes devem ser evitadas pelos pais?

Por que esse cuidado?

Sem o perceberem, os pais, em seus diálogos, estão transmitindo um verdadeiro MANUAL DE COMPORTAMENTO aos filhos, fora do que pensam fazer quando “estão educando as crianças”.

• Atitudes como impaciência (gritos: já disse, falei, dane-se, isto é problema seu, eu avisei, não me aborreça, não comece de novo, não vou entrar na sua, pelo amor de Deus, chega, já estou saturado, não pegue no meu pé, etc., etc...);
• Descontrole emocional provocando crises de choro, clastomania (destruição de objetos: pratos, livros, cartas, retratos);
• Desmaios, atitudes compulsivas (sair de casa, fechar-se num quarto);
• Agressão física (socos, pontapés, bofetadas, empurrões);
• Ameaças (abandono do lar, vender tudo e sair de casa, sair para não voltar);
• Autopunição (puxar os cabelos, arranhar-se, bater-se);
• Tentativas reais ou simuladas de auto-eliminação;
• Desonestidade (não fui eu, não disse tal coisa, você mente, você inventa, você é falso);
• Ofensas verbais (estúpido, louco, histérico, vagabundo, desordeiro, bêbado, cruel, mal educado e outras ).
Quais as atitudes positivas dos pais com os filhos ?
• Os filhos devem compreender que os pais apóiam seu esforço para tornarem-se autônomos, mas que, como pais, têm o dever de protegê-los dos perigos;
• Uma regra importante: pai e mãe estarem de acordo;
• Pai e mãe estabelecendo as mesmas regras;
• É útil distinguir, na educação dos nossos filhos, o que é importante e o que é irrisório.
• Em momentos particulares de proximidade e serenidade, os pais devem lembrar aos filhos que ser “único” é muito melhor do que ser “como os outros”;
• Preparar os filhos para a criatividade;
• Desenvolver nos nossos filhos o senso crítico, para que possam ter discernimento do certo e do errado, do bom e do mau;
• Desenvolver e estimular o culto e a prática da liberdade (com responsabilidade);
• Desenvolver o respeito à pessoa;
• Desenvolver o sentido da autonomia;
• Desenvolver o sentido da mobilidade, pois devem ser capazes de se adaptar constantemente às novas situações, capazes de descobrir respostas novas para novos desafios;
• Desenvolver o sentido da constância;
• Grande desafio: a partir dos 9-10 anos ensinar nossos filhos, frente a um trabalho, problema, tarefa, etc.:
• Primeiro: pensar;
• Segundo: imaginar como fazer;
• Terceiro: Agir (fazer).
• Quantos exemplos nós conhecemos de pessoas que agem por impulso na compra de um produto, mercadoria, em fazer um crediário acima de suas possibilidades financeiras, etc., apenas porque primeiro agiu, depois pensou e depois chorou.
• Não proibir a criança de agir, experimentar e aprender por si mesma, pois as sucessivas críticas e reprovações às suas iniciativas podem gerar sentimentos de inferioridade, baixa estima, ou timidez.
• Tanto as proibições, como a permissividade dos pais podem perturbar o desenvolvimento da criança e comprometer o seu futuro.

O que facilita o relacionamento pais e filhos?

• Estar perto de nossos filhos. Como? Brincando e ouvindo nossos filhos.
• Dar chance para nossos filhos pensarem, decidirem e fazerem coisas, atividades, tarefas;
• Evitar mentir para os filhos;
• Evitar divulgar os segredos dos nossos filhos. Há certas coisas que devem ficar restritas somente aos pais. Outras pessoas não devem saber;
• Estar disponível para o filho poder conversar com os pais;
• Procurar manter momentos de lazer em família, mesmo que seja um passeio pela praça, a um parque, etc.;
• Não ridicularizar o filho, usando expressões como:
• Você é burro, nunca vai aprender;
• Você é incapaz de fazer tal coisa;
• Você é um mão furada, tudo que pega deixa cair;
• Você é um eterno irresponsável, nunca consegue terminar nada.

E na educação dos nossos filhos, o que mais podemos fazer?

• Sendo exemplo para nossos filhos;
• Orientando nossos filhos: passando os nossos e o porque;
• Ensinando-os a aprenderem a julgar;
• Ensinando que raiva, medo, e outros são sentimentos comuns, mas que devemos saber expressá-los;
• Praticar: o perdão e a solidariedade;
• Entender a frustração;
• Ensinando-os sobre a frustração: não podemos ter tudo na vida, nem ter as coisas que queremos na hora que achamos que devemos ter. Devemos, isto sim, batalhar para podermos, paulatinamente, dando um passo de cada vez, conseguir as coisas que desejamos através do trabalho e planejamento, para chegar lá;
• Ensinado-os a perdoar. Mesmo estando certos, é necessário perdoar a quem nos culpa ou ofende. Na vida conjugal, no futuro, vai ser muito importante saber perdoar a esposa ou o esposo de qualquer ato que tenha sido feito;
• Usando de autoridade: firme, amorosa. Sem autoritarismo.
É necessário que a criança compreenda o significado do NÃO. E os pais devem saber quando dizer...

O que valorizar ?

• Iniciativa dos nossos filhos;
• Ser flexível;
• Aceitar mudanças;
• Procurar sempre se atualizar;
• Aceitar responsabilidades;
• Não esquecer nunca que o homem é um ser humano e não uma máquina (que pensa, sofre, está sujeito a pressões, etc.).

O que evitar em excesso?

• A falta de diálogo;
• O isolamento de cada um dentro da sua casa;
• Cada um com a sua TV, computador, etc.
• Não existir momentos para a família se reunir, falar uns com os outros, etc.

O que compartilhar?

• Os sonhos, os anseios, as aspirações;
• O afeto, o amor, as palavras mágicas: desculpe, por favor, obrigado, com licença, etc.;
• As tarefas domésticas: cada um contribuindo com a sua parte;
• O “é meu” ceder espaço para o “é nosso”;
• Ouvir a todos;
• Paciência.

O que harmonizar?

Devemos tentar harmonizar:

• Máquinas de mais (telefone, TV, computador, video-games);
• Relacionamentos de menos (menos momentos juntos).
E, finalmente, o que não pode faltar?
• Afeto, amor;
• Acalento;
• Toque;
• Confiança;
• Se mentirmos: rompe a confiança, rompe o diálogo, o relacionamento fica difícil e o nosso filho irá procurar fora de casa os esclarecimentos ou dúvidas que tenha;
• Acreditar na potencialidade de nosso filho;
• Nunca esquecer de aceitá-lo como ele é e não como gostaríamos que fosse;
• Educar filhos não é uma tarefa fácil;
• Paciência, respeito, compreensão e orientação são indispensáveis em todos os momentos;
• Criamos os nossos filhos para o mundo, devemos criá-los para serem felizes!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

REGULAMENTAÇÃO

SENADO FEDERAL

Secretaria-Geral da Mesa

Acompanhamento de Matérias

As seguintes matérias de seu interesse sofreram ações em: 10/04/2012

SF PLC 00031 2010

Ementa: Dispõe sobre a regulamentação do exercício da atividade de Psicopedagogia. ...

09/04/2012 CE - Comissão de Educação, Cultura e Esporte

Devolvido pelo gabinete do relator, Senador Randolfe Rodrigues, atendendo à solicitação desta Secretária.

09/04/2012 CE - Comissão de Educação, Cultura e Esporte

Situação: AUDIÊNCIA PÚBLICA

A Comissão, reunida no dia 27/03/12, aprova Requerimento nº 17/12 - CE, anexado às fls. 31 a 32, de autoria do Senador Randolfe Rodrigues, propondo a realização de Audiência Pública para instruir o presente projeto. A matéria fica sobrestada aguardando realização de Audiência Pública.

09/04/2012 CE - Comissão de Educação, Cultura e Esporte

Situação: AUDIÊNCIA PÚBLICA

A Comissão, reunida no dia 03/04/12, aprova o Requerimento nº 22/12-CE, anexado à fl. 33, de autoria do Senador Cyro Miranda, em aditamento ao Requerimento nº 17/12-CE, propondo a inclusão do nome da Srª. Luciana Barros de Almeida, Presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, no rol de convidados da Audiência Pública.

10/04/2012 CE - Comissão de Educação, Cultura e Esporte

Situação: MATÉRIA COM A RELATORIA

Como vcs viram vai ser marcado uma audiência pública, temos que nos mobilizar, e quando for marcado esta audiência, quem não puder participar, esforçarse para avisar os colegas de Brasilia para que compareçam.

 Convidamos a todos os psicopedagogos, bem como todos aqueles que reconhecem a importância da Psicopedagogia a assinar o manifesto que se encontra no site da ABPp www.abpp.com.br.


CÂMARA DOS DEPUTADOS

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA REDAÇÃO FINAL  PROJETO DE LEI Nº 3.512-C DE 2008


Dispõe sobre a regulamentação do exercício da atividade de Psicopedagogia.


O CONGRESSO NACIONAL decreta:


Art. 1º É livre, em todo o território nacional, o exercício da atividade de Psicopedagogia, observadas as  disposições desta Lei.


Art. 2º Poderão exercer a atividade de Psicopedagogia no País:

I -os portadores de diploma em curso de graduação em Psicopedagogia expedido por escolas ou instituições devidamente autorizadas ou credenciadas nos termos da legislação pertinente;


II -os portadores de diploma em Psicologia, Pedagogia ou Licenciatura que tenham concluído curso de especialização em Psicopedagogia, com duração mínima de 600 (seiscentas) horas e carga horária de 80% (oitenta por cento) na especialidade;


III -os portadores de diploma de curso superior que já venham exercendo ou tenham exercido, comprovadamente, atividades profissionais de Psicopedagogia em entidade pública ou privada, até a data de publicação desta Lei.


Art. 3º É assegurado aos atuais ocupantes de cargos ou funções de Psicopedagogo, em órgãos ou instituições públicas, o direito de continuar no exercício de suas respectivas atividades, desde que credenciados pelos órgãos competentes.

CÂMARA DOS DE P UTADOS

Art. 4º São atividades e atribuições da Psicopedagogia sem prejuízo do exercício das atividades e atribuições pelos profissionais da educação habilitados:


I -intervenção psicopedagógica, visando à solução dos problemas de aprendizagem, tendo por enfoque o indivíduo ou a instituição de ensino público ou privado ou
outras instituições onde haja a sistematização do processo de aprendizagem na forma da lei;


II – realização de diagnóstico e intervenção psicopedagógica, mediante a utilização de instrumentos e técnicas próprios de Psicopedagogia;


III -utilização de métodos, técnicas e instrumentos psicopedagógicos que tenham por finalidade a pesquisa, a prevenção, a avaliação e a intervenção relacionadas
com a aprendizagem;


IV -consultoria e assessoria psicopedagógicas, objetivando a identificação, a compreensão e a análise dos problemas no processo de aprendizagem;


V -apoio psicopedagógico aos trabalhos realizados nos espaços institucionais;


VI -supervisão de profissionais em trabalhos teóricos e práticos de Psicopedagogia;


VII -orientação, coordenação e supervisão de cursos de Psicopedagogia;


VIII – direção de serviços de Psicopedagogia em estabelecimentos públicos ou privados;


IX -projeção, direção ou realização de pesquisas psicopedagógicas.


Art. 5º O psicopedagogo tem o dever de manter sigilo sobre os fatos de que tenha conhecimento em virtude do
exercício de sua atividade.



CÂMARA DOS DE P UTADOS

§ 1º As informações obtidas em virtude do exercício profissional podem ser compartilhadas com outros profissionais envolvidos no atendimento do cliente, desde que também estejam sujeitos a sigilo profissional.


§ 2º A inobservância do presente artigo configura infração disciplinar grave.


Art. 6º Para o exercício da atividade de Psicopedagogia é obrigatória a inscrição do profissional junto ao órgão competente.


Parágrafo único. São requisitos para a inscrição:


I -a satisfação das exigências de habilitação profissional previstas nesta Lei;


II -ausência de impedimentos legais para o exercício de qualquer profissão;


III -inexistência de conduta desabonadora no âmbito educacional.


Art. 7º O Psicopedagogo que exercer sua atividade em outra região ficará obrigado a visar, nela, o seu registro.


Art. 8º São infrações disciplinares:


I -transgredir preceito de ética profissional;


II -exercer a profissão quando impedido de fazêlo ou facilitar, por qualquer meio, o seu exercício aos não inscritos ou impedidos;


III -praticar, no exercício da atividade profissional, ato que a lei defina como crime;


IV -descumprir determinações dos órgãos competentes depois de regularmente notificado;


V-deixar de pagar, na data prevista, as contribuições e as taxas devidas ao órgão competente.



CÂMARA DOS DEPUTADOS

Art. 9º As infrações disciplinares estão sujeitas à aplicação das seguintes penas:


I -advertência;


II -multa;


III -censura;


IV -suspensão do exercício profissional até 30 (trinta) dias;


V -cassação do exercício profissional.


Art. 10. Esta Lei entra em vigor na data de instituição do órgão fiscalizador da profissão de psicopedagogo.


Sala da Comissão, em


Deputado ELISEU PADILHA
Presidente


Deputado SANDRO MABEL
Relator

 PROJETO DE LEI No , DE 2008
(Da Sra. Professora Raquel Teixeira)

Dispõe sobre a regulamentação do
exercício da atividade de Psicopedagogia.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º É livre, em todo o território nacional, o exercício da atividade de Psicopedagogia, observadas as disposições desta Lei.

Art. 2º Poderão exercer a atividade de Psicopedagogia no País:

I -os portadores de diploma em curso de graduação em Psicopedagogia expedido por escolas ou instituições devidamente autorizadas
ou credenciadas nos termos da legislação pertinente;

II -os portadores de diploma em Psicologia, Pedagogia ou Licenciatura que tenham concluído curso de especialização em
Psicopedagogia, com duração mínima de 600 horas e carga horária de 80% na especialidade.

III -os portadores de diploma de curso superior que já venham exercendo ou tenham exercido, comprovadamente, atividades
profissionais de Psicopedagogia em entidade pública ou privada, até a data de publicação desta Lei.

Art. 3º É assegurado aos atuais ocupantes de cargos ou funções de Psicopedagogo, em órgãos ou instituições públicas, o direito de
continuar no exercício de suas respectivas atividades, desde que credenciados pelos órgãos competentes.

Art. 4º São atividades e atribuições da Psicopedagogia sem prejuízo do exercício das atividades e atribuições pelos profissionais da
educação habilitados:

I -intervenção psicopedagógica, visando a solução dos problemas de aprendizagem, tendo por enfoque o indivíduo ou a instituição de
ensino público ou privado ou outras instituições onde haja a sistematização do processo de aprendizagem na forma da lei;

II – realização de diagnóstico e intervenção psicopedagógica, mediante a utilização de instrumentos e técnicas próprios de
Psicopedagogia;

III -utilização de métodos, técnicas e instrumentos psicopedagógicos que tenham por finalidade a pesquisa, a prevenção, a
avaliação e a intervenção relacionadas com a aprendizagem;

IV -consultoria e assessoria psicopedagógicas, objetivando a identificação, a compreensão e a análise dos problemas no
processo de aprendizagem;

V -apoio psicopedagógico aos trabalhos realizados nos espaços institucionais;

VI -supervisão de profissionais em trabalhos teóricos e práticos de Psicopedagogia;

VII -orientação, coordenação e supervisão de cursos de Psicopedagogia;

VIII – direção de serviços de Psicopedagogia em estabelecimentos públicos ou privados;

IX -projeção, direção ou realização de pesquisas psicopedagógicas.

Art. 5º Para o exercício da atividade de Psicopedagogia é obrigatória a inscrição do profissional junto ao órgão competente.

Parágrafo único. São requisitos para a inscrição:

I -a satisfação das exigências de habilitação profissional previstas nesta Lei;

II -ausência de impedimentos legais para o exercício de qualquer profissão;

III -inexistência de conduta desabonadora no âmbito educacional.

Art. 6º O Psicopedagogo que exercer sua atividade em outra região ficará obrigado a visar, nela, o seu registro.

Art. 7º São infrações disciplinares:

I -transgredir preceito de ética profissional;

II -exercer a profissão quando impedido de fazê-lo ou facilitar, por qualquer meio, o seu exercício aos não inscritos ou impedidos;

III -praticar, no exercício da atividade profissional, ato que a lei defina como crime;

IV -descumprir determinações dos órgãos competentes depois de regularmente notificado;

V-deixar de pagar, na data prevista, as contribuições e as taxas devidas ao órgão competente.

Art. 8º As infrações disciplinares estão sujeitas à aplicação das seguintes penas:

I -advertência;

II -multa;

III -censura;

IV -suspensão do exercício profissional até trinta dias;

V -cassação do exercício profissional.

Art. 9º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICAÇÃO

Ciente das transformações advindas da aplicação desta lei, foi apresentado no ano de 1997, pelo então Deputado Barbosa Neto, o
Projeto de Lei que visa a regulamentação do exercício da atividade de psicopedagogia.

Após receber pareceres favoráveis das comissões de mérito a que foi distribuída, a proposta foi arquivada com fundamento no art.
105 do Regimento Interno desta Casa – encerramento de legislatura – sem que fosse apreciado o parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de
Cidadania, que lhe era favorável.

Decorridos mais de dez anos, este tema continua muito atual impondo-se, ainda hoje, a aprovação de uma lei que regulamente a
profissão. Em homenagem ao autor da primeira proposta, transcrevemos parte da justificação por ele apresentada, tendo em vista continuarem presentes os
fundamentos ali lançados:

“Apesar do muito que se tem estudado e discutido sobre a educação brasileira, o fracasso escolar impõe-se
de forma alarmante e persistente em nossas estatísticas mostrando que o sistema ampliou o número de vagas,
mas não desenvolveu uma política que o tornasse eficiente na garantia do bom desempenho no processo de
aprendizagem, possibilitando aos aprendizes o acesso à cidadania.

A escola, que deveria ser local de promoção do desenvolvimento das potencialidades de todos os
indivíduos, torna-se, para muitos, palco de fracassos ou de desenvolvimento insatisfatório e precário.

Esse quadro exige uma urgente revisão do projeto educacional brasileiro, de modo a melhorar a qualidade
do que se ensina e de como se ensina; do que se aprende e de como se aprende. Essa situação só poderá
ser enfrentada se o processo de aprendizagem for analisado sob uma perspectiva que considere não só o
contexto social em que esta prática se dá, mas simultaneamente com a visão global da pessoa que
aprende e de suas dificuldades nesse processo.

A resposta para tal desafio é a prática psicopedagógica. exercida por um profissional
especializado, o Psicopedagogo, cuja atuação visa não apenas a sanar problemas de aprendizagem,
considerando as características multidisciplinares da pessoa que aprende, buscando melhorar seu
desempenho e aumentar suas potencialidades de aprendizagem.

Tendo adquirido conhecimentos multidisciplinares e manuseio de instrumentos psicopedagógicos específicos
que lhes permitem uma atuação eficaz junto aos alunos, os Psicopedagogos são, hoje, os profissionais que
apresentam as melhores condições de atuar na melhoria da forma de aprendizagem e na resolução dos problemas
decorrentes desse processo.

Na relação com o aprendiz, o Psicopedagogo estabelece uma investigação cuidadosa, que permite
levantar uma série de hipóteses indicadoras das estratégias capazes de criar a situação mais adequada
para que a aprendizagem ocorra.

Além de ter fundamental atuação na área educacional, os Psicopedagogos avançaram também na
pesquisa cientifica, pois, a partir da eficiência constatada na prática clínica, estruturaram um corpo de
conhecimentos psicopedagógicos abrindo, ao mesmo tempo, um vasto campo de investigação de fenômenos
envolvidos no processo da aprendizagem. Assim, a Psicopedagogia conta, em todo o mundo, inclusive no
Brasil, com um grande acervo de trabalhos científicos publicados em revistas, livros e boletins, bem como
dissertações de mestrado e teses de doutorado, que já constituem um conjunto consistente de conhecimentos,
no qual está embasada a atuação psicopedagógica.

Dessa forma, justifica-se a necessidade de um novo profissional com formação psicopedagógica, a partir de
um curso de especialização em nível de pós-graduação universitária, capaz de desempenhar um papel especifico
nas dificuldades do processo de aprendizagem com uma sólida fundamentação centrada no conhecimento
científico, o qual deve ser trabalhado por um conjunto de disciplinas que possibilitem a compreensão dos
problemas no processo de aprendizagem de forma global e não fragmentada, constituindo uma estrutura com
programação inter-relacionada e com processo conjunto de avaliação.

Assim, tendo em vista a quantidade de crianças e adolescentes que necessitam urgentemente de ajuda e a
existência de profissionais que buscam, cada vez mais, a formação oferecida pelos cursos de Psicopedagogia em
instituições e universidades brasileiras e desenvolvem uma pesquisa científica pujante, a regulamentação da
profissão torna-se não só legitima, mas urgente.”

Cabe ressalvar que efetivamos algumas modificações em relação ao projeto anterior, sendo a principal delas a exclusão dos artigos que
criavam os conselhos federal e regionais de psicopedagogia. Isso deve-se ao fato de que, por se tratarem esses órgãos de autarquias públicas, a iniciativa
para suas criações é privativa do Poder Executivo.

Diante das razões expostas e estando mais do que caracterizado o interesse público de que se reveste a matéria, esperamos
contar com o apoio de nossos ilustres Pares para a aprovação do presente projeto de lei.

Sala das Sessões, em de de 2008.

Deputada PROFESSORA RAQUEL TEIXEIRA

2008_5284_Professora Raquel Teixeira_189

PARECER Nº , DE 2010 Da COMISSÃO DE EDUCAÇÃO, CULTURA E ESPORTE, sobre o Projeto de Lei da Câmara nº 31, de 2010 (PL nº 3.512, de 2008, na origem), da Deputada Professora Raquel Teixeira, que dispõe sobre a regulamentação do exercício da atividade de Psicopedagogia.

RELATOR: Senador AUGUSTO BOTELHO
I – RELATÓRIO
O Projeto de Lei da Câmara dos Deputados nº 31, de 2010 (PL nº 3.512, de 2008, na origem), tem por objeto a regulamentação do exercício da profissão de psicopedagogo.
A proposição foi recebida da casa de origem e lida em Plenário em 13 de abril de 2010, sendo, originalmente, remetida apenas à consideração da Comissão de Assuntos Sociais.
Em decorrência do Requerimento nº 464, de 2010, do Senador Flávio Arns, aprovado em Plenário, a matéria é, também, submetida a esta Comissão de Educação, Cultura e Esporte, onde fui designado Relator.
Não foram apresentadas emendas ao Projeto no âmbito do
Senado Federal.
II – ANÁLISE
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte possui, nos termos do art. 102, I e VI do Regimento Interno do Senado Federal, competência para a apreciação de matérias referentes à educação e assuntos a ela correlatos.
A regulamentação da profissão de psicopedagogo consiste, claramente, em matéria afeita a esta Comissão, dado que o campo de
atuação desse profissional é, justamente, o processo da aprendizagem humana e seus padrões normais e patológicos, atuando na abordagem e
prevenção dos problemas que possam ocorrer no processo. Ora, por ocorrer untamente e, muitas vezes, inserida no próprio processo educacional, a
atuação do psicopedagogo é, claramente, matéria correlata ao núcleo temático desta Comissão, que é, em decorrência, idônea para a apreciação
da medida.
Não se vislumbra, ainda, inconstitucionalidade de iniciativa, pois, nos termos do art. 22, I e XXIV, a matéria do projeto – direito do
trabalho e diretrizes da educação nacional – é de competência da União e, conforme o art. 48, caput, do Congresso Nacional, não pertencendo ao rol
dos temas cuja iniciativa é exclusiva do Presidente da República.
Quanto ao mérito, é necessário perquirir a respeito da efetiva necessidade da regulamentação da profissão de psicopedagogo.
No tocante a isso, a resposta somente pode ser positiva.
Embora seja um campo relativamente recente de atuação profissional, a psicopedagogia tem demonstrado sua importância prática.
O processo de aprendizagem humana, em qualquer faixa etária, é um processo complexo. Ainda que essa afirmação possa parecer um lugar comum, ela é, no entanto, profundamente verdadeira. As inúmeras interações sociais e pessoais que se intercalam no processo de aprendizado tornam extraordinariamente difícil compreender o processo em sua inteireza e ainda mais complexo desenvolver um instrumental teórico e prático que faça frente aos inúmeros desafios que podem surgir.
Em que pese ter surgido da necessidade de solucionar o problema dos alunos que apresentassem dificuldades escolares, a psicopedagogia já há muito superou sua gênese e se afirmou como a atividade que busca entender os fundamentos e desenvolvimento da aprendizagem e sua relação com o meio social, familiar e escolar do aluno, atacar os problemas que podem ocorrer nesse processo e, se possível, preveni-los.
Nesse sentido, a participação do psicopedagogo – que não se confunde com a do orientador educacional nem com a do psicólogo escolar
– no processo educacional é essencial, pois ainda que não seja possível prevenir todos os problemas que podem ocorrer, é fundamental para o acompanhamento e diagnóstico das patologias do aprendizado e pela sua correção, se for o caso.
Justamente por isso, sua presença no ambiente escolar, acadêmico e profissional é cada vez mais percebida e cada vez mais
necessária.
Outra característica essencial da profissão é a sua interdisciplinaridade, dado que a prática psicopedagógica conta com fundamentos e instrumentos oriundos de diversos campos do conhecimento humano, como a pedagogia, a psicanálise, a sociologia, entre outros, e é ministrada em grau de pós-graduação, sendo desempenhada por profissionais oriundos de diversas áreas do conhecimento.
Nesse sentido, o projeto é adequado por contemplar a admissão dos profissionais que exerçam a profissão ainda que não possuam
titulação acadêmica específica, mas a ela tenham se dedicado em virtude de sua atuação profissional.
Um reparo que deve ser feito diz respeito à concepção, implícita no texto do projeto e explicitada no parecer emitido na Comissão
de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, de que a regulamentação de profissão somente é possível com a criação concomitante ou prévia de conselho profissional competente. ed2010-04076
Essa concepção resultou na inserção de disposições no projeto que causam estranheza, tais como as referências à atuação de “órgãos competentes” de registro e fiscalização e a determinação, no art. 10, de que a lei, se aprovada, entrará em vigor “na data de instituição do órgão
fiscalizador da profissão de psicopedagogo”.
Esse tipo de legislação de lege ferenda além de, na prática, nada representar, pois condiciona a entrada em vigor da lei à criação de
órgão que ninguém sabe se será realmente criado, pode abrir o flanco ao questionamento da constitucionalidade da norma, se se interpretar essa
disposição como uma imposição ao Poder Executivo de encaminhar projeto para a criação do referido órgão.
Por esse motivo, apresentamos emendas que corrigem essas imperfeições de redação e permitem a imediata entrada em vigor da lei.
III – VOTO
Do exposto, votamos pela APROVAÇÃO do Projeto de Lei da Câmara nº 31, de 2010, com as alterações constantes da seguinte emenda:
EMENDA Nº – CE Suprimam-se os art. 6º, 7º, 8º e 9º do Projeto de Lei do Câmara nº 31, de 2010, renumerando-se o seguinte e dando-se ao art. 3º, ao § 2º do
art. 5º e ao art. 6º, renumerado, a seguinte redação: “Art. 3º É assegurado aos atuais ocupantes de cargos ou funções de Psicopedagogo, em órgãos ou instituições públicas, o direito de continuar no exercício de suas respectivas atividades”.

“Art. 5º ...........................................................................
.........................................................................................
§ 2º A inobservância do disposto neste artigo configura violação do segredo profissional e sujeita o infrator às sanções civis
e penais cabíveis”.
“Art. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação”.
Sala da Comissão,
, Presidente
, Relator
ed2010-04076

SEJA BEM-VINDO!

"A disciplina é a parte mais importante do sucesso"Truman Capote

"As dificuldades devem ser usadas para superar obstáculos e vencer, não para desencorajar. O espiríto humano cresce mais forte no conflito".Willilam Channing

"O plano que não tem lugar para mudanças é um plano ruim"Syrus

"Não confunda jamais conhecimento com sabedoria. Um o ajuda a ganhar a vida; o outro a construir uma vida."Sandra Carey

"Não basta conquistar a sabedoria, é preciso usá-la."Cícero

"Quanto maior a dificuldade, tanto maior o mérito em superá-la."H.w.Beecher

SLIDES PEDAGOGIA PARA A VIDA, LINDO! CLIQUE.


http://yasminrs.com/pps/034-Pedagogia-para-a-Vida.html

"Por educação espiritual entendo a educação do coração. O desenvolvimento apropriado e completo da mente dá-se, portanto, só quando caminham no mesmo ritmo a educação das faculdades físicas e a educação das faculdades espirituais da criança. Elas constituem um todo indivisível. Segundo esta teoria, portanto, é erro grosseiro supor que podem ser desenvolvidas separadamente uma das outras." Mahatma Gandhi

Bulling

Você pode Tudo! Supere! (diminua ou pare a mídia do blog, para assistir o vídeo)

MULHER

À você mulher Bem aventurada a mulher que cuida do próprio perfil interior e exterior, porque a harmonia da pessoa faz mais bela a convivência humana. Bem aventurada a mulher que, ao lado do homem, exercita a própria insubstituível responsabilidade na família, na sociedade, na história e no universo inteiro. Bem aventurada a mulher chamada a transmitir e a guardar a vida de maneira humilde e grande. Bem aventurada quando nela e ao redor dela acolhe faz crescer e protege a vida. Bem aventurada a mulher que põe a inteligência, a sensibilidade e a cultura a serviço dela, onde ela venha a ser diminuída ou deturpada. Bem aventurada a mulher que se empenha em promover um mundo mais justo e mais humano. Bem aventurada a mulher que, em seu caminho, encontra Cristo: escuta-O, acolhe-O, segue-O, como tantas mulheres do evangelho, e se deixa iluminar por Ele na opção de vida. Bem aventurada a mulher que, dia após dia, com pequenos gestos, com palavras e atenções que nascem do coração, traça sendas de esperança para a humanidade. Autor: (Desconhecido)

UMA VITÓRIA!

15/12/2009 Câmara aprova a regulamentação da profissão de psicopedagogia A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou há pouco o Projeto de Lei 3512/08, da deputada Raquel Teixeira (PSDB-GO), que regulamenta a atividade de psicopedagogia. Aprovada em caráter conclusivo, a proposta seguirá para análise do Senado. O relator, deputado Mauricio Quintella Lessa (PR-AL), advertiu que não é possível ao Legislativo ter iniciativa para criar o conselho da classe, como apontou a Comissão de Trabalho, de Administração e de Serviço Público. Ele votou pela constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa da proposta. Agência Câmara